BOMBA

“SÉTIMO POLICIAL MARCADO PARA MORRER”

“Não tenho rabo preso”
 
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A célebre frase dita dezenas de vezes foi repetida novamente por um policial civil. Trata-se do agente, Raimundo Nonato Silva do Sacramento, que concedeu entrevista A VOZ DO POVO no sábado passado na casa onde mora com a família, no bairro Tancredo Neves. Sacramento, com 23 anos e meio de polícia, resolveu “abrir a boca” depois de contar nos dedos e verificar que seis colegas tombaram mortos na mão de bandidos, ao resumir a situação disse: “Estamos perdendo de seis a zero e se não me cuidar o próximo serei eu, infelizmente”.
Para justificar as declarações que faria nesse espaço, mandou um recado: “NÃO TENHO RABO PRESO COM GOVERNADOR DO ESTADO, NEM COM SECRETÁRIA DE SEGURANÇA E O SECRETÁRIO DA POLÍCIA CIVIL, ENFIM, COM NINGUÉM”, estou pronto para falar.

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Começou dizendo que a crise no setor se resume a falta de pulso das autoridades do setor. Hoje você prende um bandido que de cara o desafia com palavras ofensivas a mãe da gente, como: “Me bate fdpt., além de outras bastante provocadoras. Isso acontece porque se colocarmos a mão no vagabundo, no outro dia respondo na corregedoria ou nos setores ligados aos direitos humanos, fora a total falta de respeito com a sociedade. O cara é preso de dia e à noite é solto, automaticamente volta a delinqüir, é o caso do meu irmão conhecido como “Pitilico”, que já foi preso umas dez vezes. Então, se o policial for agir com rigor ou mesmo reclamar para a autoridade superior pode ser punido até com demissão e quem vai sofrer são os filhos e a mulher. Pena que a secretária de Segurança Pública permanece “tranqüila no ar-condicionado” sem ver os problemas que enfrentamos, isto é, o policial seja ele civil ou militar trabalha hoje de mãos atadas, pois “quem deve oferecer segurança vive inseguro como eu”. Veja a minha arma – apontando para uma pistola ponto quarenta emprestada da Polícia Civil – ando com ela 24 horas por dia em um lugar perigoso, cercado de bocas- de-fumo e por isso vivo ameaçado de morte. Minha casa foi ba-leada recentemente e digo para você que na próxima vez pode chamar o Rabecão do IML, aqui dentro “pelo menos tenho moral e bandido não terá vez”, isso apesar de vivermos a mercê da própria sorte sem saber o amanhã, encerrando as declarações em A VOZ DO POVO não tendo muita esperança de que a situação melhore para os agentes da lei.

 

FALA POVO

Prezado Botto, leio sua coluna e até lamento ter um espaço tão reduzido. Vi que há espaço para problemas nos bairros, daí resolvi mandar para você o drama dos moradores do ramal onde tenho uma chácara, conforme seguem  fotografias para serem mostradas. 

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O Ramal do Braz situa-se à esquerda da BR-364, em frente a fábrica de Pneus Rio Branco, Distrito Industrial, sentido Rio Branco-Porto Velho. Existem moradores que não podem vender seus produtos, pois o ramal fica impraticável durante o inverno. Para piorar a situação pessoas não identificadas estão despejando lixo no trecho ini-cial: carcaças e ossadas de animais abatidos, cachorros mortos, móveis velhos, lixos domésticos causando um fedor insuportável para aqueles que andam a pé ou de bicicleta, em especial trabalhadores que vêm para as fábricas do Distrito Industrial ou em outros locais da Capital, além de estudantes que vão para as duas escolas situadas na mesma estrada. Além disso, não tem parada de ônibus, obrigando a todos a ficar na chuva. A associação através do seu presidente já desistiu de pedir as autoridades para pelo menos piçarrar o ramal e também para recolher o citado lixo e colocar placa “é proibido jogar lixo, sujeito a multa”. 

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Se não ajeitarem, vamos continuar utilizando a sua coluna que é uma arma do povo para mandar mais informações sobre o problema.
Aguarde,
Sebastião Rocha
Presidente da Associação de Moradores

 QUESTÃO DE DIREITO  
PARTE 3

Juiz justifica traição conjugal e chama marido traído de “solene corno”

Na terceira parte da sentença, o juiz faz a declaração tão esperada, chama o autor do processo de solene… Além disso, “questiona” porque a Justiça de hoje precisa dar respostas até para problemas conjugais e revela, o Ricardão trabalha no mesmo ambiente que o seu.

O marido traído, que antes matava o rival para lavar a honra, agora simplesmente recorre ao Poder Judiciário: “Daí um dia o marido relapso descobre que outro teve a sua mulher e quer matá-lo – ou seja, aquele que tirou sua dignidade de marido, de posseiro e o transformou num solene corno! Quer ‘lavar a honra’ num duelo de socos e agressões, isso nos séculos passados, porém hoje acabam buscando o Poder Judiciário para resolver suas falhas e frustrações pessoais”.

Para o juiz, seria melhor deixar a Justiça fora disso. Melhor recorrer à literatura, como faz o meritíssimo, e consolar-se com a história de Madame Bovary, clássico da literatura mundial escrito pelo francês Gustave Flaubert, ou perpetuar a dúvida semeada por Machado de Assis sobre a honestidade conjugal de Capitu no também clássico Dom Casmurro. E para terminar a história, julga-se improcedente o pedido do autor, que como dito acima, não passa de “solene corno”. Melhor ainda ler o original:

O autor alega em síntese, que no ano de 2006, teve problemas no seu casamento e sua esposa cedeu ao assédio do réu e manteve um relacionamento extraconjugal em agosto do mesmo ano até junho de 2007. Afirma que ligou para o réu e pediu o afastamento da sua esposa. Salienta que o réu procurou a corregedoria da Polícia Federal e prestou declarações que relatam ameaça e com isso, foi instaurado um procedimento administrativo. Aduz que o réu também registrou ocorrência e que resultou no processo judicial criminal. Registra que no local de trabalho é obrigado a conviver com a alcunha de corno conformado. Pleiteia indenização por danos morais.
 
ÚLTIMAS DO DIA

* Clientes de loterias e Casas Lotéricas da cidade reclamam que os espaços internos são totalmente desprotegidos. Não é por menos que duas lojas foram assaltadas nos últimos meses, os empresá-rios do setor podiam investir em segurança particular…
* … outra reclamação, dessa vez a um supermercado na Estação Experimental que de um tempo pra cá inventou em servir café da manhã, almoço e janta, só esqueceram de um detalhe, o de oferecer estrutura mínima para atender a demanda. No domingo passado faltou até pão no buffet, a chiadeira foi geral e o refeitório fechou antes da hora…
* …revoltados, dois turistas que estavam no local, procuraram a gerência pedindo explicação, o funcio-nário que atendeu teria ficado apenas calado, pois o responsável pela loja estava de folga. Procon neles! 
* Enquanto a Segurança vai mal, até manifestação teve em frente ao quartel da PM pedindo o fim da violência, outros setores do governo avançam, podemos citar a educação com diversos programas em andamento, um deles “Pais e Filhos Alfabetizados” coloca todos de uma mesma família na escola. Que bom! Com isso, a secretária da pasta Maria Corrêa, tem merecido destaque de setores avançados dentro e fora do governo. Imaginem alguns estados já estão interessados em copiar.
* Muggs II continua arrebentando nas noites acreanas no comando o eclético Bady Casseb, de militar a músico, advogado, que mais… Faz tudo, parabéns pela dinâmica!
* Apesar da modernização tecnológica em curso, como os sites de conteúdo e os chamados e-books (livros eletrônicos), pesquisa recente feita pela Associação Mundial de jornais (World Association of Newspapers -WAN) em parceria com a consultoria PwC (Princewaterhouse Coopers), aponta que o jornal impresso é a principal fonte de informações para leitores de diversas partes do mundo…
* … a credibilidade é o maior atributo do jornal frente a todos os outros meios de comunicação: “O jornal não é quente demais como o rádio, a televisão e a internet, a ponto de ser superficial. Nem frio demais como a revista”…
* …além disso, é apreciado, ainda, por sua portabilidade: pode ser levado de um lugar ao outro, sem a necessidade de cabos, conexões, eletricidade ou baterias. Não é mesmo?
* Que o diga o procurador do Estado Tito Costa, que foi um dos melhores apresentadores de televisão no passado e que hoje não perde as novidades da coluna, agora, também, na internet no site: agazetadoacre.com, todo repaginado.
* Portanto, vamos continuar lendo e se informando de forma abalizada através desse importante meio de comunicação, claro sem esquecer o que diz o apresentador do CQC da Band,  Marcelo Tas. Segundo ele, é uma hipocrisia negar patrocínio. “Está na hora de parar de achar que as coisas são de graça,  patrocínio é muito importante até para a liberdade de expressão”. Tá certíssimo! Paz e bom fim de semana.

 

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