CAMINHÃO VELHO

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O caminhão é um Ford F-5 ano 1951, motor Mercedes Benz e até hoje circula pelas ruas de Rio Branco fazendo todo tipo de frete. O dono, Washington Luis Pinheiro, orgulha-se do “calhambeque” que apesar da idade avançada, são 58 anos de chão, até hoje não lhe deixou na mão (fotos),  mesmo assim, a relíquia, dependendo do valor poderá ser vendida. Será? Quem se habilita?
 Nota pé: Se o apresentador Luciano Huck ver manda ajeitar no quadro Lata-Velha, da Rede Globo.

FALA POVO
Caro Jornalista,
 Conforme prometi, continuo insistindo para que a Semsur faça alguma coisa. Semana passada você mostrou muito bem a situação, só que até agora ninguém apareceu para dar uma força. Essas fotos foram tiradas no início do Ramal do Braz que está sendo transformado em lixão, por onde passam estudantes, entre crianças e adolescentes, trabalhadores e idosos a pé, pois são raros os moradores que possuem carro, inútil, por sua vez, quando é o período das chuvas.

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A entrada do ramal fica à esquerda da BR que liga a Capital a cidade de Porto Velho, bem em frente a Rio Branco Pneus. Todos os moradores estão sofrendo com esse problema, não só os da Associação Novo Progresso cujo presidente é este que assina o e-mail e que tem procurado constantemente as autoridades sem solução, como, também, todos os não associados. Eles precisam também de uma parada de ônibus na margem do asfalto onde ficam esperando o coletivo.
 
Atenciosamente,
Sebastião Rocha
Presidente da Associação de Moradores
 
Nota pé: Já é a segunda vez que os moradores do ramal reclamam da falta de coleta de lixo e outras reivindicações pertinentes, está na hora de uma providência urgente por parte da prefeitura.

MODA

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Para variar, de vez em quan-do, seguimos a moda masculina com notícias do momento ou mesmo que serão destaque na próxima estação. Recentemente mostramos porta-cartões feitos no Acre aproveitando resíduos de madeira, quem usa sabe que o produto é prático e estiloso. Uma dica, podem ser encontrados na feira Panama-zônica no próximo mês em Rio Branco. Agora outra dica que vem da Austrália e acaba de ser lançada no Brasil, a coleção primavera-verão 2009/2010, é uma cueca feita na medida para homens modernos que valorizam o corpo (foto). É fashion!

CONTRADIÇÕES DE UM JÚRI
É praxe no início de qualquer audiência, o juiz orientar as partes para que digam “a verdade, somente a verdade” (artigo 203 do CPP – Código de Processo Penal), sobe pena de crime de falso testemunho. Pois bem, no julgamento do tenente da PM, Pedro Pascoal, foram notadas algumas contradições que fogem a regra. Senão vejamos: Quando perguntado se andava armado fora do serviço, o sargento A. Oliveira (testemunha) disse textualmente que não, mas, segundo algumas pessoas que estavam no local, o militar tinha acabado de mentir perante os jurados, tudo porque antes de entrar na sala do Tribunal do Júri, a arma que estava em seu poder foi entregue ao sargento C. Souza da segurança do Fórum Barão do Rio Branco. Portanto, a pergunta que não quer calar: Quem é o mentiroso nessa história, o médico Eduardo Haddad que responderá processo ou o sargento? Diante dessa situação, mesmo sendo apenas um detalhe, a defesa pode pedir a anulação do julgamento que condenou o oficial por “homicídio” em 5 votos a 2. Basta, então, a defesa argumentar em cima da referida contradição apresentada.

QUESTÃO DE DIREITO  (PARTE 4)

Juiz justifica traição conjugal e chama marido traído de “solene corno”

Revelado os fatos, o juiz passa a decidir em desfavor do autor da demanda na justiça carioca. Em certo momento, revela que não há “ilícito praticado pelo réu”, aquele que teria “papado” a mulher do colega de trabalho.

 Em contestação, o réu suscita a preliminar de ilegitimidade passiva ad causam (sobe o ponto de vista dele, significa que não “teria” direito de pleitear a causa). No mérito sustenta que o autor se retratou, portanto, não há comprovação de ilícito praticado pelo réu. No pedido contraposto, o réu pleiteia a condenação por danos morais, tendo em vista as ameaças sofridas. Por fim, pleiteia a condenação por litigância de má-fé.
É breve o relatório. Passo a decidir.

Rejeito a preliminar de ilegitimidade passiva ad causam, suscitada pelo réu, porque a parte autora lhe atribui uma conduta danosa, e desta forma, a apuração de sua responsabilidade é matéria de mérito e como tal, será analisada.

A relação jurídica entre as partes não é de consumo, porque a relação objeto da presente demanda é pessoal, incidindo as normas do Código Civil Brasileiro, que define, em seu art. 186, comete ato ilícito aquele que, com ação ou omissão voluntária, age com culpa. O art. 927, por sua vez, atribui àquele que comete ato ilícito o dever de indenizar os prejuízos causados. Em se tratando de relação pessoal, há que se comprovar a culpa subjetiva daquele de quem se pretende indenização e a distribuição do ônus da prova ocorre na forma ordinária prevista no art. 333, inciso I, do CPC. Por não ser cabível qualquer inversão das regras do ônus probatório, cabe à parte comprovar os fatos alegados em seu.

Cumpre esclarecer que a parte autora trouxe aos autos os seguintes documentos: Certidão de Casamento, Termo Circunstanciado, Termo de Declaração, Ata da audiência de Conciliação, Termos de Declaração, Registro COR/RJ, Informação e Auto de Restituição. (fls. 12/27)

ÚLTIMAS DO DIA

* As declarações do experiente policial Sacramento A VOZ DO POVO na sexta-feira passada, causaram um rebuliço danado durante a semana. Também não era para menos ele foi logo na ferida e sem por menores apontou as dificuldades dos agentes em trabalhar…
* …outra realidade constatada, a grande maioria dos poli-ciais mora na periferia em péssimas condições, na rua do Sacramento nem carro de boi passa, mas parece um ramal dentro do bairro Tancredo Neves…
*… querem outra, o policial emprestou uma arma da Secretaria de Segurança para se defender das ameaças, a casa é cercada por bocas-de-fumo, isso ocorre a poucos quarteirões do posto da PM…
* … tem mais, sem querer fazer aqui apologia a violência, muito pelo contrário, são os fatos, ele diz ser “rápido no gatilho”, até curso de SWAT possui no seu extenso currículo, chegou a demonstrar as suas habilidades para os repórteres que o entrevistaram, revelando, inclusive…
* … que ele mesmo prendeu o irmão conhecido como “Pitilico” pela manhã e quando foi à tarde já estava solto delinqüindo outra vez. Pura realidade, quantos casos não são idênticos? Sendo assim, alguém precisa escutar o clamor que vem de baixo, do povo, em favor de uma segurança de qualidade. Já está mais do que na hora do basta, faltam pouco mais de um ano para o governo acabar e as estatísticas de violência e criminalidade só aumentam. Absurdo!
* Que absurdo maior dessa vio-lência toda, até no Pronto-Socorro, entre médicos? Convenhamos, assim fica difícil sarar a ferida!
* Aliás, em algumas edições passadas revelamos que existiu um cangaceiro de Virgulino no Acre, imaginem, violento até no olhar, chamado de Moita Brava. Na realidade após investigar melhor, chegamos ao verdadeiro “nome” ou apelido do cabra que dizem era afiado na faca e vendia limão no Centro de Rio Branco, ainda por cima usava aqueles chapelões de Lampião para fugir do sol escaldante…
* … chamava-se “Cobra Grande” provavelmente pelo porte físico e altura de um metro e oitenta e bote força. Morou em Senador Guiomard e foi funcionário da fazenda do ex-conselheiro do TCE, Marciliano Fleming, na antiga estrada de Porto Acre. Ele morreu sozinho de barriga d’água, mais conhecida como cirrose hepática, aos 107 anos de idade. O detalhe, não quis saber de médico, o tratamento foi todo feito com um conhecido “macumbeiro” do Conjunto Manoel Julião, acredite.
* Dizem que ele saiu fugido do Nordeste para o Acre quando Lampião descobriu a sua virada de lado tornando-se informante da polícia, na época a temida Volante da Bahia, a mesma que depois emboscou e matou o líder do cangaço e demais integrantes do bando, incluindo Maria Bonita.
* Moita Brava ou Cobra Grande, dois personagens da história com pitada de Acre no meio, “tinha que ser”. E os de hoje?
* A resposta fica para a próxima edição.
* Mas antes de encerrar, um eleitor de Feijó pedindo para não revelar o nome manda e-mail com a seguinte frase: “Para quem vive por cima do céu e da terra ir de balsa para Manacapuru, é pura fichinha”. É pode ser, só não menosprezem os adversários que claramente crescem em todo o Estado.
* Um exemplo claro foi essa vitória da oposição em Brasília que conseguiu para que a eleição do próximo ano seja feita junto com o referendo. Na oportunidade, os eleitores acreanos vão dizer se o horário do Acre deve permanecer ou não. Ponto para o deputado federal Flaviano Melo que demonstrou grande poder de articulação entre os senadores e isso vai pesar na hora do voto. Pode escrever.
* Espere aí, tem mais uma notícia, agora de última hora que inclusive a coluna já tinha cantado a bola antes exatamente pela “volatividade” de seus dirigentes. O negócio entre a TV União e a RecordNews “michou”. O pastor Rodiney que teria sido da Igreja Universal e pretendia colocar um jornal local simultaneamente com o de Rede (canal 19 em UHF), tinha até contratado alguns profissionais da terra, foi “embora” para Manaus. Se aqui está sendo difícil colocar a programação como queria, na capital do Amazonas vai ser bem pior com a sólida TV A Crítica, afiliada da Record.
* Bom fim de semana, juízo e paz para todos!

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