Política nacional 22/11/2009

 “É um ato de desespero ou de ignorância”.
Presidente Lula, ao definir a greve de fome do terrorista italiano Cesare Battisti.

Tragédia de Alcântara: ‘apagão’ dos culpados
Hoje (22) faz seis anos e três meses a explosão na base espacial de Alcântara (MA), que matou 21 civis, sem punir ninguém. O então ministro José Viegas (Defesa) culpou “falhas latentes” pela maior tragédia do programa espacial brasileiro. A Aeronáutica apontou “problemas de ignição” no veículo lançador de satélite VLS-1. O Ministério Público Federal do Maranhão protela abertura de processo criminal desde 2008.

Perda irreparável
Em 2003, os parentes receberam R$ 100 mil de indenização. Agora exigem reparação moral e material na Justiça Federal, em São Paulo.

Inconclusivo
Comissão da Câmara apontou várias causas, incluindo falta de segurança e investimentos. Falou-se até em sabotagem dos americanos.

Quem mandou?
Um inquérito militar também não apontou quem determinou aos 21 técnicos permanecerem na torre de lançamento, se o máximo eram seis.

Dois pesos sob medida
Curioso conceito de liberdade do governo Lula: para os boxeadores cubanos ela está em Cuba. Para o terrorista Battisti, está aqui.

Um topete no meio do caminho de Aécio
Os afagos do governador de Minas Aécio Neves em Ciro Gomes (PSB) são parte da irritação do tucano com conversas do núcleo duro do PSDB, ligado ao governador José Serra, com o ex-presidente Itamar Franco. Seria um bom vice do paulista, na velha dobradinha café com leite na disputa presidencial. Aécio cobre o outro mineiro de elogios, disfarçando o que Itamar mal esconde: desistir do Senado por uma chapa com Serra.

Mal-vindo
Os protestos contra a visita amanhã do porralouca Ahmadinejad, do Irã, se estenderão às várias embaixadas do Brasil no exterior.

Adelante, arriba!
Os cubanos estão f* sem democracia, feijão nem carne. Mas a ditadura faz de graça próteses penianas nos casos em que Viagra não funciona.

Melhor não tê-los…
À mesa com FHC, convém evitar o tema “filhos” ou qualquer coisa ligada ao assunto. Ele não quer nem ouvir falar nisso.

Defesa não explica…
O Ministério da Defesa preferiu entregar para Alá o problema das armas brasileiras apreendidas dia 4, pela Marinha israelense no Mediterrâneo: sequer acenou com a possibilidade de investigação com Israel. Não há etiquetas de fábricas brasileiras nas caixas, apenas siglas.

…armas do Brasil para o Irã
Foram apreendidas 500 ton. de armas do Irã que iriam para terroristas do Hezbollah. O contrabando viola duas resoluções da ONU, onde o Brasil estréia em janeiro como membro provisório. E das quais é signatário. O Ministério da Defesa diz desconhecer o “suposto contrabando”.

Porta fechada
O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), favorito à reeleição, decidiu que ao PT caberá indicar seu vice, jamais a segunda vaga para senador. A primeira vaga já tem dono: Eunício Oliveira (PMDB).

Curioso
Em lista do portal da transparência do Senado, os contratos com quase 30 bancos têm valor global de R$ 0,00. Já o valor da conta de luz é publicado sem vergonha: R$ 6,4 milhões desde 2005 até 2010.

A alma do (mau) negócio
A Federação Nacional das Agências de Propaganda pôs mal na foto o governador Requião (PMDB-PR), festejando as liminares que impedem contratação de agências por pregão. É ilegal e ele já tentou com três.

O elo mais fraco
A revelação do caso de Leonardo, 20, filho de FHC, produziu duas situações distintas: de um lado o ex-presidente se mantém blindado, do outro, a modesta mãe do rapaz está sitiada em casa.

Contornando o alambrado
Muito cotada no governo Quércia em São Paulo, a Sanches Tripolini tem 45 dias para explicar ao Tribunal de Contas da União, que a considerou inidônea por outra obra em Foz, as “graves irregularidades” na construção de um contorno em Maringá (PR) que nada contorna.

Não esqueçam de mim
O PSDB-SP não comenta, mas a investida na imagem, com entrevistas e artigos quase diários e até visita a um morro do Rio para falar na descriminalização da maconha, sinalizam que o ex-presidente FHC busca uma brecha política. Talvez o Senado, onde sairia do olvido.

Pensando bem…
…vem aí mais uma “sabatina aprovatória” do Senado para diretor do Banco Central.

PODER SEM PUDOR

A bola fora de Pelé

Já interessado em política, o jovem Pelé, fenômeno no Santos Futebol Clube, estava em Paris em 1960, quando mandou um telegrama ao então candidato, deputado Jânio Quadros: “com meu apoio, enviando abraços e votos pela sua vitória, assinado Edson Arantes do Nascimento”. Corintiano roxo, Jânio leu e jogou o telegrama num canto, sem comentários.

 

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