Política Nacional 15/11/2009

“Não há dúvida de que Marina é a melhor para o Brasil”.

Heloísa Helena (PSOL-AL), que quer aliança com a candidata do PV, Marina Silva.

Governo despreza possível sabotagem do MST
Apesar das ameaças e até do histórico recente do MST, o “Movimento dos Trabalhadores Sem Terra”, que há dois anos teria dinamitado uma torre de transmissão no Sul, o presidente Lula se recusa a admitir a hipótese de terrorismo ou sabotagem, no apagão desta semana. Como o MST é aliado do governo, seria constrangedor para o presidente descobrir que os porraloucas aloprados do MST provocaram o apagão.

Norte e Sul
Enquanto partes do Sul, Sudeste e Centro-Oeste e Recife estavam às escuras, a derrubada de uma torre deixou 18 cidades do Pará sem luz.

Vale a versão
Fonte do Ministério de Minas e Energia afirma que o governo ainda não sabe o motivo do apagão. Mas aprecia a versão improvável de “raio”.

A Deus pertence
As grandes empresas brasileiras exportadoras de commodities, como minério de ferro e aço, ligaram o desconfiômetro com o apagão.

Lunáticos
A Nasa descobriu água na Lua. O problema são as linhas de transmissão: chegar ao Brasil é longe à beça. Com raio, então…

Caso da menina presa
Há dois anos uma menina de 15 anos foi presa no Pará “por suspeita de roubo” e mantida por 26 dias em uma cela com cerca de 20 homens onde sofreu todos os tipos de abuso. Os envolvidos não sofreram qualquer punição e até o delegado-geral, Raimundo Benassuly, que foi afastado e apontado como responsável à época, foi reconduzido ao cargo pela governadora petista do Pará, Ana Júlia Carepa.

Absurdo
O delegado Raimundo Benassuly até disse que a menina teve uma “parcela de culpa” no caso e parecia ter “alguma debilidade mental”.

Hediondo
Durante 26 dias, a menina sofreu abusos sexuais em troca de comida, foi espancada, queimada e teve os cabelos cortados com navalha.

Consequências
A única ação do governo petista do Pará foi colocar a adolescente em um programa de proteção de testemunhas. Mudou de nome e cidade.

Eu vigio, tu vigias
Indiciado com o ex-ministro Humberto Costa e outros 40 na “máfia dos vampiros”, de des-vios na Saúde, Aloisio Alves de Matos agora é gerente de portos e aeroportos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Ele toma posse
A Anvisa não vê “ilegalidade” na nomeação de Matos, funcionário de carreira. Rebate com o velho argumento da “presunção de inocência” e que é “preciso aguardar” o processo judicial. É livre e desimpedido.

Acre: abuso de poder
Após o Enade levantar a bola do governo Lula, o Acre cita o ex-governador Jorge Viana no vestibular da Universidade do Acre, federal, com “florestania”, inexistente em Português, mas criado no governo de Viana por um “cumpanhêro”, como junção de “floresta” e “cidadania”.

Estréia
A primeira-dama do DF, Flávia Arruda, estréia como apresentadora de tevê neste domingo, às 10h, na Band Brasília. Ela está à frente do programa Nossa Gente, que conta histórias de pessoas que mudaram uma dura realidade através de programas sociais.

Impasse fiscal
Empresários e comerciantes do Rio vão à Justiça contra o prazo inferior a dois meses para entregar o arquivo magnético de cupom fiscal à Secretaria de Fazenda. O equipamento exigido custa uma baba.

Novo turismo
O ministro do Turismo israelense, Stas Misezhnikov, assinou um acordo de cooperação em sua área com o governo brasileiro. A idéia é facilitar o trânsito de brasileiros de israelenses entre os dois países.

Protesto
A petroleira Edilene Farias prometeu deitar num caixão na Transpetro, centro do Rio, após ter sido demitida por justa causa “por denegrir a imagem da empresa e abandono de emprego”. Para a estatal, tem “alergia hereditária” e não foi contaminada por benzeno, como alega.

Aviso do céu
A médium Adelaide Scritori enviou ao Planalto aviso do cacique Cobra Coral, o dos ventos e tempestades: pode haver outro apagão em 43 dias. Mandou um relatório reservado ao Ministério das Minas e Energia.

Pensando bem…
…o último a sair deixe ao menos uma luz acesa.

PODER SEM PUDOR

O olho da perdição

Candidato ao governo de Minas em 1982, Tancredo Neves recebeu dos assessores uma recomendação, em tom de apelo, para fitar a luz vermelha da câmera, nas suas entrevistas à TV. Explicaram-lhe que, assim, ele estava olhando para o telespectador. Tancredo respondeu:
– Olha, eu vi a televisão nascer e, com ela, a vaidade crescer. Conheci muita gente que se perdeu por aí. Então, decidi: nunca olho para aquele olho seco e vermelho. Pode ser a perdição.

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