Brancos isolados são contatados pela Aleac

Klemer

XICO DE BRITO, De Porto Walter e Marechal Thaumaturgo

Uma embiricica de deputados e  xeleléus  avistou esta semana em Cruzeiro do Sul, município da Grande Rodrigues Alves, o que pode ser uma das maiores descobertas do Novo Jornalismo acreano: uma tribo de brancos isolados nunca dantes contactados em período não-eleitoral, os Kamelinawás do Barão.

O fenômeno ocorreu durante mais um trem da ale, digo, um projeto da Aleac, conhecido entre quatro paredes pela alcunha de “Assembléia Aberta”, nome inspirado no fato de que aquela Augusta Casa é a única do país que tem 24 membros e um suplente para cada um no banco. De reserva, claro! É um Plenário cheio, outro sangrando.

Quando a delegação desembarcou no Juruá teve que dar diversas explicações àquelas populações, inclusive porque não levou a conselheira Naluh Gouveia, que fez sucessão na última viagem com seus saltos altos ornamentais semiolímpicos da proa do batelão usado na jaquescusto-reana expedição parlamentar e sua  habilidade piscosa no tique de mapará e mussicão com vara de taboca na pesca do cascudo de balseiro.

Índios de várias etilias, digo, etnias e afiliações partidárias acompanharam os deputados e asseclas em rituais de pecedobelança à base de Caiçuma e candidatura ao Senado, uma cultura política introduzida no Estado pelo britânico Johnnie Walker.

Os nobres pares, que só viajam de ruma, já foram à Bolívia e agora querem entrar no Peru, retornaram felizes com os resultados da viagem e prometem que, se não houver o feriado do Tratado de Petrópolis, que a maior parte deles apenas imagina que é aniversário da cidade fluminense homônima, prestarão contas durante as sessões da semana que vem, antes que chegue logo o Recesso de final de ano, período considerado ruim no Parlamento, que é quando não ocorrem as Extraordinárias.

Uma equipe do Governo já iniciou estudos para uma nova empreitada àquela região para o início do ano eleitoral que vem. Vai prosptectar minério na reserva dos kamelinawás, que, assim como os demais brancos de Porto Walter, Thaumaturgo e dos bairros da periferia de Rio Branco, também sofrem com isolamento nesta época.

Assuntos desta notícia


Join the Conversation