Julgamento de policial civil acusado de matar fiscal é adiado pela segunda vez

O julgamento do policial civil, José Castelo Branco Ribeiro, acusado de matar o fiscal de limpeza, Gildecir Bonfim Mendonça, e ferir outras duas pessoas no interior de um bar da capital, em fevereiro deste ano, foi adiado pela segunda vez numa mesma semana.
A primeira audiência deveria ter sido realizada dia 16 e findou sendo transferida para o dia 18, em virtude da ausência de uma testemunha. O motivo do adiamento desta quarta-feira foi à ausência do advogado de defesa, Sanderson Moura.

O titular da Vara do Tribunal do Júri que funciona na Faculdade da Amazônia Ocidental – FAAO, juiz Anastácio Lima de Menezes, marcou a nova audiência para o dia 2 de dezembro e como prevenção nomeou o advogado Armisson Lins Linhares para atuar na defesa do réu, caso o advogado Sanderson Moura, não compareça.

Familiares da vítima, que se concentravam em frente ao local do julgamento, se demonstravam indignados. A viúva, Maria de Fátima Gadelha, disse que muitos familiares se deslocaram de Cruzeiro do Sul só para assistir a audiência. “Se fosse o meu marido que fosse o assassino, com certeza ele já teria sido julgado”, protestou.

O caso é polêmico e gerou grande comoção popular em decorrência de se tratar de um agente da lei que, segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, dificultou a defesa da vítima e a executou de forma torpe na frente da esposa.

O crime ocorreu no dia 15 de fevereiro deste ano, no interior de um bar no conjunto Nova Esperança, onde vítima e acusado bebiam. Segundo depoimentos prestados em juízo, o policial ficou furioso ao ser recriminado pelo fiscal quando mexia nas cadeiras e na mesa em que a vítima e a esposa estavam sentadas.

A partir deste episódio, o acusado teria sacado de sua arma e dado início a execução. Além do homicídio de Gildecir, o policial também foi denunciado por tentativa de homicídio contra Maria Francisca Gadelha dos Santos e Cleidiane Gadelha dos Santos Monteiro. 

 

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