Paralisação de servidores da Ufac prejudica acadêmicos

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O segundo dia de paralisação dos Trabalhadores em Educação do 3º Grau (Sintest) já começou a causar transtornos explícitos aos alunos da Universidade Federal do Acre. Como no primeiro dia (24), os servidores se reuniram na frente da instituição para protestar contra o descumprimento do Governo Federal para com o acordo firmado em 2007, fechando uma das mãos na rua de acesso principal à Ufac. Porém, enquanto os trabalhadores reivindicavam seus direitos, outros ficaram sem os seus. Eram os alunos da Ufac, que não puderam usar a biblioteca, o restaurante (RU), as coordenações dos cursos e os departamentos da instituição por conta da paralisação do Sintest/AC.

Na mesma situação, encontram-se milhões de universitários pelo Brasil, já que o movimento é de cunho nacional. E será ainda pior para os acadêmicos se as negociações da categoria com o Governo Federal não evoluírem até janeiro, pois, se não houver acordo, a reação dos trabalhadores já está anunciada: greve, sinônimo de universidades interditadas. No Acre, são 520 servidores da Ufac (incluindo interior) que representam o Sintest. Deste total, 70% estão parados e 30% mantêm funcionamento exigido por Lei.

Segundo o sindicalista Dário Lopes, tudo isso é uma conseqüência direta do movimento sindical. Contudo, ele explica que, apesar de os trabalhadores lamentarem pelos transtornos causados aos estudantes, é preciso insistir com a paralisação para cobrar dos governantes o devido atendimento aos seus direitos.

“Ontem (25), veio o presidente do DCE pedir que abríssemos o RU. Tivemos que dizer a ele que não podemos, pois estamos em protesto e enquanto não passarem os 3 dias de paralisação não voltaremos ao serviço. O Governo precisa cumprir o aumento da nossa tabela e o pagamento dos auxílios saúde e educação. Sentimos muito pelos problemas que os alunos passam com isso, mas eles têm de entender que queremos o bem deles também. O que estamos fazendo é cobrar um ensino superior de mais qualidade, com professores concursados”, declarou Dário Lopes.

O sindicalista contou também que uma prévia do resultado das negociações entre o diretório nacional da classe e o Governo Federal sai ainda hoje (26), último dia da paralisação. Além dos serviços já citados, outros ou também não estão funcionando ou estão sobrecarregados na Ufac, como o de emissão de diploma, de documentos, de gráficas, de aulas em laboratórios, de cópias, etc. 

 

 

 

 

 

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