Para Binho, educação é o “motor do desenvolvimento”

casas
O governador Binho Marques abriu quarta-feira, a Conferência Estadual de Educação, que nesta edição tem o tema  “Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação: Plano Nacional de Educação, suas Diretrizes e Estratégias de Ação. Em sua palestra, Binho Marques apresentou os avanços obtidos ao longo dos três últimos governos em todas as áreas. Para ele, a educação é o motor do desenvolvimento, e deixou as últimas colocações nas avaliações do Ministério da Educação para a nona posição no ranking nacio-nal de qualidade. Esse salto replicou-se em todos os demais projetos, programas e serviços de governo mas os desafio agora são outros. “O que precisamos pensar nesta conferência é o que está sendo pedido para a educação”, disse, mostrando números e imagens que colocam o Acre numa situação  privilegiada na ótica do desenvolvimento humano, econômico e social. A cerimônia foi realizada no auditório da Secretaria de Educação com a participação de delegados de todos os municípios.

No dia 20, encerramento da conferência, as propostas votadas e eleitas pelos 160 delegados farão parte de um documento para ser apresentado durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), que acontecerá no mês de abril de 2010, em Brasília. Esse documento final será a referência prioritária na construção do Sistema Nacional Articulado de Educação. O Acre tem direito a 25 delegados para a etapa nacional.

Apenas como exemplo dos desafios em que a educação está inserida,  o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) que é a soma das riquezas produzidas pelo Estado, foi o sétimo maior entre as Unidades da Federação (ano base 2007)  e o piso salarial da educação cresceu quase 276% em dez anos, elevando-se de R$ 446,03 para R$ 1.675,79. O ganho de qualidade na massa salarial e a polvalorização profissional fará do Acre o primeiro Estado com 100% de seus professores com nível superior.

Estão participando do encontro, que tem como objetivo traçar propostas para a melhoria do Plano Nacional de Educação em todos os níveis, professores, alunos, pais, gestores, secretários municipais, coordenadores dos núcleos de educação do Estado nos municípios, conselhos de educação, além de entidades da sociedade civil organizada.

Conferencistas destacam que o Acre tem muito a mostrar em Brasília, pois a política educacio-nal definida no Estado já contempla as propostas que estão dentro dos eixos temáticos da Conae. Entre outros, há  de se destacar, a gestão democrática e a autonomia financeira das escolas, além da valorização dos profissionais da educação.

A Conferência Nacional de Educação é uma iniciativa democrática em que a sociedade vai poder expressar sua opinião e construir de forma coletiva os rumos da educação nacional. Promovido pelo Ministério da Educação, o debate nacional vai discutir temas importantes, como financiamento, qualidade e valorização dos profissionais da educação, justiça social, gestão democrática entre outros.

Educar para a nova ‘sociedade da floresta’

O tema da palestra de Binho Marques foi “educar para  a nova sociedade da floresta”. Utilizando slides com imagens anteriores e posteriores às intervenções realizadas em várias áreas nos últimos dez anos, o governador remontou aos tempos de luta e resistência dos povos da floresta, que, sob a liderança de Chico Mendes, propuseram um nova sociedade para o Acre. Essa proposta foi construída a partir de 1999 e está chegando ao seu auge, apresentando novos desafios. “E o nosso grande desafio é não deixar ninguém para trás”, disse.

Os grandes investimentos públicos e privados exigem uma presença marcante da educação, que prepara os profissionais de todas as áreas. Um novo parque industrial já está em fase de implantação em Rio Branco. O atual chegou ao seu limite e recebeu investimentos públicos de pouco mais de R$ 4 milhões contra cerca de R$ 100 milhões em recursos particulares. Novos empreendimentos, sempre ligados à economia de base florestal, estarão se instalando em cidades como Feijó e Tarauacá.

Além disso, o Acre caminha para uma economia de baixo carbono, e se dispõe a reduzir, já dentro de uma linha minimizada nos últimos anos, em 80% a sua taxa de desmatamento. Para se ter uma idéia, mostrou Binho, entre 1999 e 2006 o Estado promoveu investimentos de R$ 83,2 milhões na educação e entre 2007-2009, dois anos apenas, foram R$ 97 milhões. A boa parte desses recursos foi aplicada na construção de escolas.  (Agência de Notícias do Acre)

 

Assuntos desta notícia


Join the Conversation