A ciência da paz

Quando as pessoas se organizam em sociedade começam aparecer às diferenças e conseqüentemente os problemas. Basta reunir duas pessoas num mesmo espaço físico para começarem os desentendimentos. O escritor francês, Jean Paul Sartre, escreveu na sua peça teatral, “Entre Quatro Paredes”, a frase célebre: “O inferno são os outros”.

Sartre quis mostrar que ninguém aceita os próprios defeitos e dicotomias. A culpa pelos nossos fracassos está sempre nos outros e nunca em nós mesmos. É um absurdo!
Se olharmos mais detalhadamente para o nosso interior vamos encontrar uma série de contradições que nós mesmos não sabemos equa-cionar. Ora, se não damos conta nem dos nossos defeitos como iremos administrar os dos outros? Tem um ditado popular que diz que quando apontamos um dedo para alguém temos quatro apontados para nós mesmos. É aí que entra a ciência da paz ou a pa-ciência. Ciência e conhecimento são sinônimos, portanto, o conhecimento da paz é uma ciência humanista. Isso é a paciência. Precisamos ter paciência para lidarmos com os nossos defeitos e, sobretudo, com os defeitos dos outros. 

Na política é a mesma coisa. É mais fácil criticar do que apresentar uma solução. Mas é preciso entender que nos mais recentes anos o Acre e o Brasil evoluíram muito. Não acredito, sinceramente, que ninguém vá votar num candidato simplesmente porque critica a tudo e a todos. Bate com os punhos na mesa e arreganha as presas. A política da metralhadora giratória está com seus dias contados. A população já percebeu que uma escolha eleitoral errada afeta diretamente o destino das suas vidas.

Quem quiser melhor sorte nas eleições de 2010 deve pensar nisso. Bradar, criticar, ofender é o caminho garantido para a Balsa de Mana-capuru. E não adianta esses políticos espernearem porque a balsa tem destino certo. É melhor refletir melhor e buscar o caminho das soluções dos problemas. Sem proposta e projeto exeqüível ninguém vai chegar a lugar nenhum. Aliás, até vai: em Manacapuru com direito a banda, bandeirolas, fogos e muito choro e ranger de dentes. 

* Nelson Liano é jornalista
[email protected]     

Assuntos desta notícia


Join the Conversation