A criminalidade tem jeito!

A Segurança Pública está um caos e todos sabem disso. Só não vê quem não quer.

Como podemos pensar em socializar as pessoas que cometeram crimes se não apresentamos as soluções necessárias para este fim?
No Acre, as autoridades se orgulham de dizer que o Estado e sua polícia são tão eficientes que tem, proporcionalmente, o maior número de encarcerados do Brasil.

É lamentável. O ideal seria não ter pessoas cometendo esses crimes. Crimes que são o reflexo da falta de oportunidades de trabalho digno.
Mais lamentável ainda é colocar todos misturados. Traficantes deveriam ficar com traficantes, homicidas com homicidas, assaltantes com assaltantes e assim por diante. Quando colocamos todos misturados só conseguimos ampliar e disseminar as técnicas do banditismo.

Não consigo ver com bons olhos nosso sistema prisional. Sistema que não recupera ninguém. Podemos constatar que, normalmente, quem sai da prisão acaba voltado para lá por cometer novos e aperfeiçoados crimes.

E sabemos muito bem porque isso acontece. A sociedade não aceita e não dá oportunidade de trabalho para quem já passou pela cadeia. Isso é uma verdade e não adianta tapar o sol com a peneira.

Para que os prisioneiros possam ser colocados em liberdade e com a dignidade de quem errou e pagou por esse erro é preciso mais. É preciso que os presos aprendam a empreender sua forma de ganhar dinheiro sem cometer novos crimes.

Enquanto nosso sistema pri-sional não se fortalecer a ponto de fazer com que os encarcerados consigam viver com o suor de seu próprio rosto, não poderemos dormir com nossas janelas abertas.

Sabendo que a sociedade não dará, como não dá, oportunidade para os ex presidiários é preciso ensiná-los a fazer o seu próprio negócio.
Neste ponto deveria entrar o Sebrae com os seus cursos de empreendedorismo. É preciso descobrir o talento de cada um e ensiná-los a ganhar dinheiro com esse talento. É preciso diagnosticar e apoiar com financiamentos os projetos dessas pessoas.

Se o sistema prisional não melhorar, efetivando ações concretas, vamos precisar de mais e mais cadeias para depositar a escória humana.
Precisamos de presídios agrícolas, precisamos de presídios escolas e precisamos ser duros para que eles funcionem.

É preciso ter pulso forte para fazer as reformas necessárias no sistema prisional sob pena de vivermos amedrontados atrás das grades das nossas casas.

Sabemos que um preso custa muito caro para os cofres públicos e é por isso mesmo que ao sair de lá ele precisa caminhar confiante, com os pró-prios pés, sabendo que terá o apoio necessário para não voltar.

Eliane Sinhasique
Jornalista/Radialista/Publicitária – [email protected]

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