Política local 19/12/2009

“O Brasil não é um país sério”.


Charles de Gaule, ex-presidente francês.

Falando de ONG
Quando a economista Conceição Tavares disse que o Acre era  uma ONG dirigida pelo PT, foi uma chuva de impropérios, de  ataques, críticas à autora. Agora, Lula fez a mesma afirmação, na Dinamarca, e todos gargalharam, bajularam e bateram palmas.

Deitado na sombra
O empresário George Pinheiro se tornou o porta-voz empresarial do governo Binho. Está retribuindo: alugou, na maciota, a imensa frota da sua empresa a órgãos públicos.

Seguro no pincel
O candidato ao governo, Tião Bocalom (PSDB), ficou seguro no pincel: o deputado Mazinho (PSDB) cortou a mesada de R$ 5 mil e tomou o carro que tinha emprestado.

Situação difícil
Sem as doações que bancavam suas idas ao interior, sem o apoio financeiro da direção nacional do PSDB, será difícil Bocalom tocar a sua combalida campanha ao governo.

Mesma situação
Isso equivale a tirar do caminhante no deserto do único cantil de água em seu poder.

Aposta do PMDB
É apostando nesse quadro desalentador que o deputado Flaviano Melo (PMDB) aposta em fazer de Rodrigo Pinto (PMDB) o candidato único da oposição ao governo.

Não conheço
Olhe que eu converso com vários dirigentes da oposição. Não escuto de nenhum uma afirmação convicta de que Tião Bocalom ou Rodrigo Pinto podem ganhar o governo.

Falta consenso
Não há nem consenso se o ideal é sair com uma ou duas candidaturas ao governo.

 Maior tolice
É da maior tolice a tese que é importante a oposição levar a disputa ao segundo turno. A tônica política é que o eleitorado flutuante vote em quem venceu o primeiro turno.

Nenhuma dúvida
E não há nenhuma dúvida que o senador Tião Viana (PT) chegaria num eventual segundo turno como o mais votado.

Torcida interna
Embora não se manifeste, o deputado federal Sérgio Petecão (PMN) torce para que Márcio Bittar (PSDB) seja candidato ao Senado: limparia a área para Câmara Federal.

Caminho livre
E caso fosse eleito senador, Márcio também deixaria o caminho livre para a disputa da PMRB.

Troco dado
O ex-deputado José Vieira costuma contar rindo a derrota que impôs (tinha seis votos) ao rival Normando Sales (PSDB) na prévia para indicação do candidato ao Senado.

Volta anzol
Esquece José Vieira, que se houver nova eleição para prefeito em Sena Madureira, pode lhe pagar com juros e correção ficando contra a candidatura da Toinha Vieira.

Nada melhor
Em política, nada melhor que um dia atrás do outro e com uma noite no meio.

Gente demais
Às vezes, sou criticado, por acharem a coluna muito ácida. Não acham que tem gente demais bajulando?. Então, me deixem ficar fora desse barco lotado.

Posição explicada
Liga o deputado Walter Prado (PDT) para dizer não ter nada contra a cúpula da Segurança Pública e que sempre fez críticas construtivas. Fica feito o registro.

 Ponto positivo
O líder do governo, deputado Moisés Diniz (PCdoB), tem uma virtude que precisa ser destacada: conduz os debates com a oposição na Aleac sem entrar para o baixo nível.

Deu conta
Se forem pesados os pró e contra, o Moisés deu conta do recado na liderança do governo.

Manteve o domínio
O deputado federal Ilderley Cordeiro não apita absolutamente nada no PPS. Quem ainda dá as cartas e diz o que deve ser feito lá é o grupo do Márcio Bittar (PSDB).

Perdeu todas
Ilderley fracassou em todas tentativas de ter o domínio do PPS.

Nomes fortes
Nomes  de candidatos a deputado fora da Aleac, que podem se eleger: Eduardo Faria (PCdoB), Ermício Sena (PT), Astério Moreira (PRP), e Geraldo Pereira (PT).

Espero estar errado

Essas liberações de presos pelo chamado indulto natalino não são ilegais, estão amparadas em lei e seguem alguns critérios. Mas, a prática tem mostrado que a grande maioria liberada volta a delinqüir durante a folga. Vamos torcer para que isso não se repita com o grupo que foi colocado na rua. Mas, é bom não apostar nisso.

 

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