Política local 23/12/2009

“O Binho foi um dos nossos governadores que mais fez pelo social”.

Deputado Walter Prado (PDT).

Guinada política
Se dependesse das figuras de maior importância do PMDB será buscada uma aliança com o PT, em 2010. Um dirigente peemedebista de primeira linha revelou ontem que existe uma pressão em cima do deputado federal Flaviano Melo (PMDB) para que abra essa negociação. Assegura que o único impeditivo é a renitência de Flaviano ao tema.

 Nem tanto
Assegura este dirigente que essa renitência de Flaviano Melo não é tanto fazer a coligação com o PT, mas pelo temor da reação dos seus eleitores se isso vier ocorrer.

Conversa franca
Segundo o peemedebista, permanecerá a insistência da executiva para que Flaviano Melo sente com Jorge Viana para uma discussão aberta e sem ranço.

Vamos insistir
“Deixamos claro ao Flaviano antes do seu embarque de volta a Brasília que em janeiro vamos insistir na tese de que deve conversar com o PT”, antecipou.

Revolta com Bocalom
A revolta que está levando membros importantes do PMDB a discutir este caminho é a intransigência de Tião Bocalon (PSDB), em manter duas candidaturas ao governo.

Em hipótese alguma
Adiantou ainda na conversa com a coluna que, em hipótese alguma, o PMDB apoiaria Tião Bocalom (PSDB) num eventual segundo turno da eleição ao governo.

Muito menos
Alguém acha que o prefeito Wagner Sales vai subir no palanque de um Bocalom no Juruá para pedir votos a uma candidatura sem chance de vitória? Fez a indagação.

Fora do processo
Liguei ontem para a pessoa mais próxima do prefeito Wagner Sales, que foi textual: “sem uma candidatura única ao governo não contem com o Wagner no palanque”.

Não é burro
Wagner não seria burro de colocar seu prestígio no Juruá numa candidatura suicida.

Candidato morto
Sem o apoio do PMDB na Capital, sem o apoio do prefeito de Cruzeiro do Sul, Wagner Sales, a candidatura do Tião Bocalom torna-se uma candidatura dele e do seu grupo.

Única esperança
A direção do PMDB decidiu que não conversa mais com a executiva regional do PSDB, e está ciente que uma eventual aliança só se daria por uma intervenção nacional.

Pesquisa confirmada
Ontem, tive a confirmação que na primeira quinzena de janeiro, a direção nacional do PSDB fará uma pesquisa de opinião pública no Estado, para o Senado e Governo.

Pesquisa ampla
A pesquisa terá um universo amplo, englobando a Capital, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Brasiléia, e seu resultado deverá influir na escolha dos candidatos.

Proposta de vice
Chega a informação que o empresário Fernando Lage (DEM) andou conversando com dirigentes do PMDB e discutiu a hipótese de ser vice de Rodrigo Pinto (PMDB).

Chapa própria
Segundo o ex-deputado federal Márcio Bittar, o PSDB já tem nomes para formar uma chapa própria para a Câmara Federal, não sendo necessário se coligar.

Trabalhar em cima
Márcio Bittar disse ontem à coluna que, nessa eventualidade, é natural que os demais integrantes da chapa tucana não aceitem a entrada de deputados federais.

Seguros no pincel
Isso deixaria, na avaliação da coluna, os deputados federais Sérgio Petecão (PMN) e Ilderley Cordeiro (PPS) seguros no pincel e com uma reeleição difícil.

Esperar a pesquisa
Márcio Bittar ponderou ontem que vai esperar a pesquisa do PSDB e que, se tiver que sair candidato ao Senado, a decisão teria que sair até fevereiro.

Velha trilha
Sem isso, Bittar vai retomar a velha trilha de ser candidato a deputado federal.

Tamanho da confusão
Pelo quadro descrito acima dá para medir o tamanho da confusão em que a oposição está metida, sendo difícil que esse nó seja desatado em 2010.

Como ganhar?
Como ganhar dessa maneira da FPA com candidatos majoritários de posse da máquina do governo, da prefeitura da Capital e da maioria dos prefeitos do interior?

Nem é preciso
Não é necessário conhecer política para avaliar que um Tião Viana (PT) ao governo, um Jorge Viana ao Senado não vão ter muita dificuldade em se eleger.

Pela janela
E a oposição desunida ainda joga pela janela ficar com a segunda vaga do Senado.

Feliz Natal

Vamos aproveitar para levar aos leitores, aos políticos, aos que gostaram e aos que não gostaram da coluna, ao longo deste ano, os nossos votos de um Feliz Natal. Com a certeza que vou continuar sendo crítico e sem o mínimo interesse em ser agradável.

 

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