Política nacional 06/12/2009

“Nenhuma palavra, meus caros, foi dita”.

José Dirceu, criticando o PSDB por não explicar  suposto envolvimento no ‘DEMsalão’.

Vôo 477: governo aplica calote na Marinha
A Presidência da República aplicou um calote na Marinha e até hoje não a reembolsou dos gastos com a busca dos destroços do vôo da Air France, que caiu no mar em 31 de maio deste ano. A Marinha está em dificuldades. O Palácio do Planalto  ia fazer o reembolso em novembro, mas, até agora, nada. São R$ 212 milhões gastos com combustíveis e a utilização de navios brasileiros e franceses envolvidos nas buscas.

Perspectiva
O custo do trem-bala que Lula e Dilma querem construir no Brasil vai custar quase o faturamento da fusão Pão de Açúcar/Casas Bahia.

Tranquilidade
Depois de mais de uma semana viajando pela Europa, o ministro Nelson Jobim passa o fim de semana em Brasília, sem compromissos.

Uma bênção?
O site do PSDB ignorou por completo o escândalo do “DEMsalão” do DF, envolvendo o governador José Roberto Arruda (DEM).

Meias ao vento
Além de manter os faróis acesos durante o dia, os brasilienses também protestam com meias pretas amarradas às antenas dos carros.

Advogado que aparece…
No mensalão do PT, o ex-presidente da OAB Marcelo Lavenère liderou o grupo que impediu na entidade a aprovação do pedido de impeachment de Lula e sua turma. Chamado de “líder do governo” na OAB, fez defesa apaixonada de Lula, Zé Dirceu, Genoino, João Paulo Cunha etc. Agora, com idêntico ardor, Lavenère defende a cassação do governador do DF, José Roberto Arruda, encalacrado no DEMsalão.

Teoria e prática
Marcelo Lavenère endossou o pedido da OAB para o impeachment do então presidente Fernando Collor, mas era contra a iniciativa.

Pauta
O projeto que obriga TVs por assinatura a terem 30% da programação nacional deve ser votado na Câmara ainda este ano.

Estranha explosão
O empresário Eduardo Cardoso morreu em acidente, perto de Brasília, após sua Mercedes S63 – carro que custa US$ 302 mil – explodir.

Quarto do pânico
O governador Arruda (DEM-DF) bobeou com a Vertax, citada no mensalão. Teria se protegido do secretário-alcaguete se tivesse comprado uma das “salas seguras” que a empresa oferece.

Já no avião…
Não bastam os maus-tratos e abusos na Imigração, em Madri. A “tortura” começa no avião da Iberia, como aconteceu com um alto executivo de Turismo no Rio, nos vôos 6024, em 22 de novembro, e 6821, dia 27.

…Espanha maltrata brasileiro
 Avião “imundo”, banheiros sem manutenção, comissários ríspidos. Um mandou que o executivo levantasse e pegasse seu próprio copo d’água. Outro questionou por que mais água, se já havia refrigerante no copo…

Confirmado
Como esta coluna antecipou no dia 2, Leozildo Benjamin pediu demissão do Ibama em razão da pressão que sofria do governo federal pela liberação da licença ambiental da hidrelétrica de Belo Monte (PA).

Ladeira abaixo
O deputado Rodrigo Maia (RJ), presidente do DEM, se vê diante de um tobogã após o tucano José Serra aplicar nele um “chega prá lá”. Cardeais do partido tentaram apaziguar, sem êxito, e o isolaram.

Gestões
Durval Barbosa, denunciante do caso do ‘DEMsalão’, disse à Polícia Federal que duas semanas após a eleição de Joaquim Roriz, em 2002, o então governador o permitiu a “aderir ao pleito” de José Roberto Arruda (DEM), em 2006, que fazia gestões junto a órgãos do GDF.

Dessa não beberei
Funcionários da Cedae fotografaram a farra de mergulhos e outras “atividades” de visitantes na represa em Xerém, que abastece o Rio. Foram proibidos de proibir e os guardas, demitidos. Haja cloro e filtro…

Herança maldita
Os patrícios estão pelas tamancas, falando em auditoria na Caixa Geral de Depósitos (estatal), para evento no auditório Ibira-puera (SP), mês passado, comemorando um ano da CGD no Brasil. Bufê Fasano com caviar, público “dormindo”, e nenhuma linha na imprensa lusófona.

Óinc, óinc
A porcaria é aqui, mas dois assessores de Lula pegaram gripe suína…na Alemanha.

PODER SEM PUDOR

Diplomacia da pancada

Gustavo Krause era ministro do Meio Ambiente, no primeiro governo FHC, quando se reuniu com o ministro da Indústria primária da Malásia, Lin Keng Yaik, que veio ao Brasil reclamar da ação do governo brasileiro contra madeireiras malaias na Amazônia. Yaik foi atrevido:
– Afinal, o capital estrangeiro não é bem-vindo aqui?
– Só se vier de acordo com as normas. Do contrário, será delinqüência.
Quando soube da resposta de Krause, Fernando Henrique sentenciou:
– É a legítima diplomacia do jagunço.

 

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