Política nacional 11/12/2009

“Ladrão não é palhaço, é ladrão e tem que estar preso”.

Palhaço Plim Plim, após o esquema de corrupção no GDF ser chamado de ‘palhaçada’.

 Arruda deixa o DEM pendurado na brocha
A decisão do governador José Roberto Arruda de deixar o DEM antes do gongo da bancada pegou o partido de calça curta.
 Alguns dos “demos” queriam ter saído “limpos” da encrenca, expulsando “sumariamente” Arruda, mas o presidente da legenda, Rodrigo Maia (RJ) e ACM Neto (BA), ofereceram-lhe a “chance de defesa”. Ontem, no final da tarde, se sentiam “pendurados na brocha”.

Imediato
O senador Demóstenes Torres (GO) e o deputado Ronaldo Caiado (GO) queriam expulsar imediatamente o governador Arruda.

Batata quente
A idéia de Torres e Caiado era de que a expulsão seria a atitude política correta, passando o problema para as mãos de Arruda.

Mais uma
Lula enviou ao Congresso uma lei tornando a corrupção crime hediondo. Hediondo será não ter ninguém na cadeia por ela.

Euforia
A indústria editorial brasileira está eufórica: nunca na história deste país as editoras venderam tantos livros.

Senado facilita
O Senado promove entre seus funcionários, há cinco anos, a Semana da Acessibilidade, para tornar menos difícil a vida dos deficientes, mas como o dinheiro do contribuinte é gasto ali com muita facilidade, um grupo vai faturar outra vez um cachê de R$ 300 mil para se fantasiar de personagens da “Turma da Mônica”, criação de Mauricio de Sousa, e se apresentar no evento, que será realizado entre 15 e 18 deste mês.

Róseo-negro
Torcedores do Fluminense sugerem que o Flamengo mude suas cores, após a eleição de Patrícia Amorim para presidente: “rosinha-negro”.

Capitulação
A agência de viagens CVC deve vender 60% de suas ações para a empresa americana Carlyle Group.

Desinteresse
Há seis anos dormita nas gavetas do Senado um conjunto de projetos anti-corrupção apresentados por Demóstenes Torres (DEM-GO).

Política é um teatro
Então presidente da estatal Codeplan no governo de Joaquim Roriz, o homem-bomba Durval Barbosa agia com autonomia, em relação ao chefe. Mas, segundo ex-assessores daquele governo, Roriz sabia que Durval financiava o então candidato José Roberto Arruda.

Visão do paraíso
Em sua “análise profunda” sobre a corrupção, Lula concluiu que “às vezes, o corrupto é que tem cara de anjo”. Ainda bem que os mensaleiros são feios como o capeta. Um tem cara de retardado.

A família na bomba
Carro flex, nada. A Presidência da República vai gastar R$ 63,5 mil em 2010 com gasolina comum, para abastecer a frota de nove carros que serve aos seguranças, à filha, genro e neto de Lula em Santa Catarina.

Olhos puxados no SUS
Em encontro com o ministro José Gomes Temporão (Saúde), em Pequim, o ministro chinês da Saúde, Chen Zhu, disse que deseja visitar o Brasil, em 2010, para conhecer o funcionamento do SUS.

Bolsa-Durval
Estrela de um vídeo produzido por Durval Barbosa, en-fiando maços de dinheiro numa bolsa, a deputada Eurides Brito (PMDB) reapareceu na Câmara Legislativa do DF com outra enorme bolsa a tiracolo. Humm…

CUT amestrada
No bolso do governo Lula, de onde arranca quase R$ 30 milhões anuais, a CUT desistiu até do velho discurso contra os juros. A última decisão do Copom mereceu apenas uma nota em que a entidade apenas lamenta: “o final de ano merecia uma notícia mais animadora”.

Relutância
A Agência Brasil, de notícias chapa branca, divulgou apenas horas depois de todos os outros veículos, o “merda” que o presidente Lula soltou ontem, segundo ele, “para provocar” a imprensa.

Todo mundo nu
É melhor ficar de olho: por R$ 269, em até 15 vezes, pode-se comprar na internet um “relógio-espião”, com microfone embutido de longo alcance, memória de 4GB e armazenagem de até seis horas de vídeo.

Pergunta nada diplomática
Que tal um asilo… de loucos para o “Zé-mala” de Honduras?

PODER SEM PUDOR

Faltou à aula de tabuada

O fotógrafo Breno Fortes, do Correio Braziliense, cobria a repressão desproporcional da Polícia Militar do DF contra estudantes anti-Arruda, quarta, quando um PM o ameaçou, engatilhando sua arma calibre 12:
– Vou contar até dez para você sumir daqui!… Um, dois…
Atirou ao pronunciar “três”, mirando os pés do fotógrafo. Errou o alvo, felizmente, mas Breno teve uma reação tão inusitada quanto corajosa:
– Você não sabe nem contar até dez?!
Tomado em fúria, o despreparado policial ficou tentando engatilhar a arma novamente, enquanto o jornalista batia em retirada estratégica.

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