Política nacional 15/12/2009

“O tema da eleição não pode ser passado; é futuro”.
Ex-ministro SeAlopra Mangabeira Unger, ao defender um candidato do PMDB à Presidência.

Pandora: PP nacional ‘lava as mãos’
Odiretório nacional do Partido Progressista, presidido pelo senador Francisco Dornelles (RJ), decidiu não se “envolver” na revelação do homem-bomba Durval Barbosa na operação Caixa de Pandora: o apoio do PP-DF a José Roberto Arruda teria sido comprado por R$ 6 milhões. O partido preferiu “deixar o caso com o PP regional”, que é presidido pelo deputado distrital Benedito Domingos, o acusado de receber a grana.

O filho
Durval Barbosa envolve em sua acusação ao PP-DF não só Benedito Domingos, mas também o filho do deputado.

Sinais exteriores
A Operação Caixa de Pandora mapeia, cuidadosamente, os sinais exteriores de riqueza dos envolvidos. O escândalo está só começando.

Senador Lula
O Senado tenta votar nesta terça a entrada da Venezuela no Mercosul. A primeira tentativa foi em março. Lula prometeu isso a Hugo Chávez.

País periférico
O Brasil tem a maior delegação na reunião de Copenhague, quase 800 pessoas, mas está longe de ser a participação mais relevante.

Operação Tucunaré
Acusado de fechar os olhos para certos casos escabrosos em Brasília, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios mantém em suas gavetas, desde junho, o inquérito da Operação Tucunaré, da Polícia Civil do DF, sobre lavagem de dinheiro e compra ilegal de moeda estrangeira. As investigações fisgaram políticos importantes de Brasília, incluindo interceptações de telefonemas de doleiros e figurões locais.

Interceptação
A Operação Tucunaré gravou conversa de um doleiro com o ex-policial Marcos Toledo, suplente de deputado enrolado na Caixa de Pandora.

Pré-Pandora
A Operação Tucunaré, da Polícia Civil, investigou desvio de dinheiro público em contratos com empresas de informática no governo do DF.

Sal grosso
A Câmara dos Deputados poderá votar nesta terça três projetos que tratam do Pré-sal. Aguardam votação há três meses.

Unha e carne
No DF, os políticos aguardam o aparecimento do nome do senador Marconi Perillo (PSDB-GO) no escândalo do “DEMsalão”. Perillo é um dos mais próximos amigos do governador José Roberto Arruda.
Omelete, já!
Dilma Rousseff mobilizou a embaixada do Brasil em Copenhague porque exigia comer omelete. Ela tem evitado carboidratos. Os eficientes diplomatas satisfizeram a ministra. Eles têm juízo.

Kit sobrevivência
Funcionários da Câmara devolveram à dona uma bela bolsa feminina esquecida no cafezinho. Precisaram abri-la para checar a identidade da deputada. Nela encontraram documentos, cosméticos e um vibrador.

Meia-soquete
O Flamengo gosta de viver perigosamente: após comemorar com Lula ontem em Brasília o campeonato brasileiro, pode dar adeuzinho à conquista da Libertadores da América. Como diz o pé-frio, “sifu”. 

Cada uma…
Na periferia de São Paulo a igreja “Ministério para o Senhor Jesus” faz sucesso com dois “produtos”: o dízimo de 8% e o programa “Um hímen para Cristo”, destinado a adolescentes que preservem a virgindade.

O filho de Portugal
O cantor e compositor Ivan Lins já tem cidadania portuguesa e em abril vai morar em Portugal, onde é considerado o melhor autor brasileiro de fados. O fado será patrimônio cultural da humanidade em 2010 e teria nascido no Brasil, segundo historiadores lusos e brasileiros.

Salvadores do mundo
O Brasil vai longe, muito longe, na missão de “pacificar” o mundo: além do Haiti, tem seis militares em missões da ONU no Nepal, outro no Chade e República Centro-Africana, mais um para a África Ocidental, dois na Guiné-Bissau, e três no Saara Ocidental. Vida dura. 

Lula’s coiffeur
A Presidência da República terá um salão de beleza para facilitar a vida dos servidores. O concessionário poderá cobrar até R$ 10 por uma “barba modelada” e R$ 8 por manicure, faturando R$ 9 mil/mês.

Pensando bem…
…depois do papel higiênico de Lula e Dilma, está na hora da propaganda do rolo dos “fichas-sujas”. 

PODER SEM PUDOR

Cobrança gaúcha

Jornalista competente, o ex-deputado gaúcho Adroaldo Streck foi destacado certa vez, nos anos 60, para cobrir a visita a Porto Alegre do presidente João Goulart, seu conterrâneo. Papo vai, papo vem, ele resolveu brincar, cobrando de Jango uma promessa de emprego. O presidente sustentou:
– Então vou te nomear procurador.
– Procurador não dá, presidente, eu não sou advogado…
– Assim fica difícil. Tu não te ajudas! – despachou Jango.

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