Política nacional 20/12/2009

“Aécio não fechou a porta”.

Ex-presidente FHC, sobre a distante chapa puro sangue tucana entre Serra e Aécio.

Aécio Neves define a sucessão em Minas
Em Minas Gerais, não terá vida fácil o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), líder nas pesquisas para governador: dá-se como certo que o PL (Palácio da Liberdade), ainda mais tendo Aécio Neves como inquilino, deverá colocar seu candidato no segundo turno. O PT acha que o seu representante também estará no segundo turno. A menos que Costa tenha apoio de Aécio, enfrentará muitas dificuldades.

Vagas preenchidas
Para o Senado, em Minas, uma vaga será de Aécio, se ele não disputar o Planalto, e a outra do vice José Alencar na categoria santo milagreiro.

Estímulo
Ministros de tribunais supe-riores estimularam o MPF a questionar a legitimidade da Câmara do DF para julgar o governador Arruda.

Vossa mensagem
O procurador-geral Roberto Gurgel “captou a mensagem”: argumentou que é ilegítima a participação dos deputados distritais no julgamento.

Indignação
Moradores de Brasília, os ministros de tribunais superiores sentem tanta repugnância quanto qualquer outro cidadão do DF com o caso Arruda.

Senado tenta aumento…
Tramita no Senado um novo plano de carreira para os servidores. O aumento chega a 40%, atingindo os R$ 26 mil. A proposta não faz parte da reforma administrativa, mas dá aumentos aos consultores (40%), analistas (11%) e técnicos (15%). Após a Câmara dos Deputados ter aprovado aumento de 15% a todos os servidores, a proposta do Senado desagradou quem terá um aumento menor.

Consultores
A proposta salarial é comandada pelo diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra, que é Consultor. Ele é um dos que vão receber o maior aumento.

Pausa
Após a reação negativa de alguns servidores, o novo plano de carreira vai ficar parado em uma comissão especial até o ano que vem.

Irado
Sugestão de um leitor do Paraná, indignado com o final da investigação sobre a Petrobras: “Quer legalizar a corrupção? Faça uma CPI”.

Fiscais agora perseguem…
Fiscais do Ministério da Agricultura estão apreendendo no aeroporto de Brasília deliciosos queijos portugueses adquiridos no free-shop do aeroporto de Lisboa. O argumento é uma autêntica piada de português.

… queijos portugueses
Os fiscais no aeroporto de Brasília exigem um “certificado de aprovação sanitária”. O  burocrata exige que, após comprar o queijo no check-in, em Lisboa, o passageiro vá à repartição sanitária portuguesa.

Ninguém viu
O jornal americano Washington Post criticou, em editorial, a “amizade” entre Lula e o porralouca do Irã, Mahmoud Ahamdinejad. Segundo o jornal, “se o presidente brasileiro está tentando ser um agente de paz no Oriente Médio, isso só mostra a sua ignorância sobre o tema”.

Impressionante
A deputada Manuela D’Ávilla (PCdoB-RS) reclamou da qualidade das rodovias gaúchas em seu twitter, na tarde de sexta. Mas se disse realmente “impressionada com a prostituição” no estado.

Coleguinha
O palmeirense José Serra (PSDB), que governa São Paulo, adora escrever sobre futebol. Uma vez por semana ele é o verdadeiro autor dos textos assinados por importante colunista de um jornalão paulista.

‘Chávez’ de encrenca
Todo cuidado é pouco com o projeto, apoiado por 38 senadores, para um plebiscito nas eleições de 2010 sobre uma possível reforma política e tributária. O porralouca Chávez e o sonso Morales começaram assim.

Foguete atolado
A Justiça Federal adiou au-diência pública no dia 18 em Alcântara (MA) que discutiria impactos ambientais da empresa de lançamento de foguetes: as estradas ruins impediram que os vizinhos dela chegassem.

Boquinha cortada
A Associação de Juízes do Amapá bem que tentou, mas o Supremo Tribunal Federal manteve a decisão do Conselho Nacional de Justiça de cancelar o direito ao auxílio moradia. Os ministros negaram a liminar que pedia benefícios até para juízes que moram na capital, Macapá.

Bem familiar
Depois de tanto bafafá a COP-15 acabou em pizza.

PODER SEM PUDOR

Cena de cinema

O genial cineasta para-naense Sérgio Bianchi (“Cronicamente inviável”, entre outros) é dado a gestos dramáticos. Nos anos 90, foi ao gabinete do então prefeito de Curitiba, Rafael Greca, atrás de recursos para um filme. Greca negou. Ele se levantou, estilete em punho, e ameaçou o velho amigo: – Vai me ajudar, sim senhor! Ou vou me cortar todinho, aqui e agora!
Impassível, Greca o desafiou a cumprir a ameaça. Serjão passou a retalhar o próprio braço, inundando de sangue o tapete persa, diante de estupefatos funcionários. E Greca, segundo seu relato a amigos, não se impressionou:
– Que lindo! Que maravilha! Que punk! Pode se cortar, mas não tem grana! Serjão foi levado pela polícia a um hospital. Não recebeu um centavo.

 

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