Política nacional 22/12/2009

“Quando o jogador é muito bom, dá para duplicar”.

Governador José Serra (PSDB), sobre a improvável chapa com Aécio Neves em 2010.

Serra revela relutância em disputar o Planalto
Antes de posar de ambientalista em Copenhague, o governador tucano José Serra teve uma conversa íntima com a direção do banco Itaú, em São Paulo, na sede da instituição, quando confessou sua relutância em concorrer ou não à Presidência da República. O encontro com os banqueiros ocorreu dias antes do anúncio da desistência da candidatura presidencial do governador de Minas Gerais, Aécio Neves.

Eis a questão
As pesquisas mostram a candidatura José Serra chegou ao teto: não passa dos 37%. Se cair mais, sua opção será disputar a reeleição.

Caro candidato
A eventual candidatura de José Serra a presidente deve sair muito cara, a julgar pelos interlocutores que escolhe para discutir o projeto.

Asilo muito louco
Seria cômico se não fosse sério: a Presidência da República vai contratar empresa para instalar uma rede lógica. Faz todo o sentido.

Peru de Natal
Fez ontem três meses que o convidado bem trapalhão Manuel Zelaya está por nossa conta na embaixada em Honduras, sem sinal de sair.

Citados e gravados…
À exceção dos deputados do PMDB, nenhum dos citados pelo homem-bomba Durval Barbosa ingressou com queixa-crime contra o acusador do “DEMsalão” do DF. Mencionado como destinatário de R$ 500 mil mensais, o deputado Tadeu Filippelli (DF) processou criminalmente Barbosa e também o dono do jornal que o citou. Os deputados Michel Temer (SP) e Henrique Aves (RN) processaram apenas o empresário.

Delação premiadíssima
A Justiça arquivou a ação de Tadeu Filippelli: a promotoria não viu dano à sua honra na acusação vista por 66 milhões de telespectadores.

Vai dar cadeia
Criminalistas experientes acham que deve ser decretada a prisão daqueles em cujo poder foi apreendido dinheiro marcado pela PF.

Maior beneficiado
Pesquisas internas realizadas pelo DEM, no DF, a primeira com Arruda fora do páreo, dão Joaquim Roriz (PMDB) com 46% para o governo.

Palavra de réu
José Roberto Arruda está inconformado com o crédito atribuído às acusações de Durval Barbosa, réu em 32 processos sobre malfeitorias na era Joaquim Roriz: “Nenhum deles é referente ao meu governo”, diz.

Por que não gravou?
Arruda também estranha que não se questione o fato de Durval haver gravado a famosa cena de entrega de R$ 30 mil a ele, em 2004, e não ter feito o mesmo quando supostamente entregou-lhe R$ 3 milhões.

Roseana lidera
Pesquisa Sensus, no Maranhão, entre os dias 12 e 16, indica o favoritismo da governadora Roseana Sarney (PMDB) à reeleição, com 49,8%. Jackson Lago (PDT) tem 24,6% e Flávio Dino (PCdoB) 10,1%.

Dilma na frente
O Instituto Sensus mostra que no Maranhão Dilma Rousseff (PT) já lidera a corrida presidencial, com 39%, seguida de José Serra (PSDB) com 24%, Ciro Gomes (PSB) com 15% e Marina Silva (PV) com 4%.

Três é demais
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, não deve deixar mais o chatíssimo deputado Armando Monteiro (PTB) indicar o secretário de Turismo. O primeiro saiu por incompetência, outro por irregularidades.

É um pássaro? Um avião?
Se o presidente Lula garantiu que vai “saber chutar” a bola do terrorista Cesare Battisti, após o Supremo Tribunal Federal passar-lhe a pelota, esperamos que chute para beeem longe.
 
As chaves do reino
A rainha Elisabeth II deverá publicar seus gastos com dinheiro público, revelado apenas ao governo. Vitória de uma campanha do jornal Independent, diz a agência Efe. Já o rei Lula e seus cartões…

Uma Brastemp
Internautas implacáveis chamam de “efeito-Lula Cop-15, congelando o planeta”: após seu discurso em Copenhage, Estados Unidos e Europa enfrentam a maior nevasca em meio século. Desaquecimento global.

Pensando bem…
… é melhor se aproximar de Lula usando na orelha um galho de arruda.

PODER SEM PUDOR

O nariz e a cabeça

A Assembléia Nacional Constituinte discutia, em 1988, a transformação do Triângulo Mineiro em Estado. Um manifesto contrário à proposta chegou ao escritor mineiro Humberto Werneck, que negou a sua adesão. O portador do documento usou como argumento a forma do Triângulo no mapa:
– Mas, Werneck, Minas corre o risco de perder o nariz!
O escritor devolveu:
– Não sei o que é pior: Minas perder o nariz ou o Triângulo perder a cabeça.

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