Jornalista entra na Vara algemado

XICO DE BRITO – Da Papudinha

muniz

Preso na Papudinha desde quarta- feira passada pela prática de jornalismo hediondo, e sem direito a ser transferido para o Quartel da Polícia Militar por não possuir Título de Efiteuse, o perigoso colunista Antônio Muniz reencontrou a Liberdade ao cair da tarde de ontem.

Capiongo como quem não recebe o salário da Câmara Municipal há quase um mês, Muniz teve um passamento de madrugada nas dependências da Papudinha, só tornando quando um pedófilo penitenciário ligou para o Programa Saúde Itinerante e chamou o médico infectologista Tião Viana para aplicar-lhe um Cibazol nas nádegas.

– Tá a Maha do! repreendeu o colunista.

Antes da soltura, Antônio Muniz fora recepcionado pelos jornalistas Luiz Calixto, Normando Sales, Sérgio Petecão e Tião Bocalom (PSDB – Periódico da Social Discografia  Brasileira) e políticos dos jornais O Rio Branco, A GAZETA e outros nanicos da Internet.

Quando chegou portando vistosas algemas prateadas, Muniz entrou na Vara por trás, usando uma porta que dá para o estacionamento daquela unidade do Tribunal de Justiça, onde sentou Praça.

Saudado a gritos de  Ê, ê, ê Muniz é do PT! o jornalista seguiu para a redação do jornal O Rio Branco, onde foi recebido pelo confrade social e cantor Osmir D`Albuquer-que ao som do célebre hit do pop star Latino “Hoje é pândega lá no meu apê…pode aparecer…”.

 
OS CANGAPÉS DA COMPANHEIRA NALUH

Fazia pedaço que o Jornal Nacional tinha abarcado no ar as imagens da cabulosa viagem dos deputados estaduais acreanos e seus assessores para – diz-se- que! – conhecer a realidade dos ribeirinhos ao longo das hidrovias do Juruá. O siribôlo ainda nem tinha esfriado, mas a deputada Naluh Gouveia andava mode um siri na lata por causa das críticas que o escândalo provocara.

– Por onde a gente anda fica todo mundo mangando!  reclamava.

Mas Naluh – professora, vereadora e sindicalista que fizera história por ter língua grande e nenhum sobrôsso, nunca se rebaixou por ter participado daquela pescari, digo, atividade parlamentar flúvio- etílico- cultural.

– Não fizemos nada de errado! Dizia naquele dia ao ex-companheiro de Base Aliada e outras pescarias, agora deputado federal Sérgio Petecão.

Quando dão fé, um sujeito que passava na calçada do outro lado da rua alarmou:

– Naluh, valeu! Parabéns, minha deputada!

Animada, Naluh se virou para Petecão e confessou:

– Esse é o primeiro companheiro que me encontra e não me condena por ter ido naquela viagem, Petecão!

E o cabra, ainda na outra calçada, completou:

– A senhora foi a única que teve coragem de pular de facada…

Nas imagens que a TV ACRE espalhou mundo a fora, Naluh Gouveia aparecia em cenas olímpicas, dando cangapés ornamentais do barco alugado pelo senadorável comunista Edvaldo Magalhães e sua Mesa Diretora que entrou para a história daquela augusta casa como “Titanic”. 

MINIDICIONÁRIO DE ACREANÊS
FAZIA PEDAÇO – Havia pouco tempo
ABARCADO – Tacado; pespegado
CABULOSA – Bizarra; bizônia, estranha; intrigante
SIRIBÔLO – Festejo; confusão
MODE SIRÍ NA LATA – Brava; valente
MANGANDO – Debochando; reprovando
SOBRÔSSO – Medo
DÃO FÉ – Percebem; vêem
CANGAPÉS – Saltos; pulos

Revista o Ó

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O REI LINHÃO

 

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