O amor é trágico é tema do quarto livro de Antonio Stélio

O jornalista e filósofo Antonio Stélio lança o seu quarto livro intitulado “O Amor é Trágico, Ame!”, nesta quarta-feira, dia 9, a partir das 19 horas, no hall do Sesc-Centro, ao lado da Catedral.
O livro trata do caráter do amor e aborda o pensamento trágico com base nos filósofos contemporâneos Frie-drich Nietzsche e Clément Rosset, além de resgatar o sentido do trágico tão bem expressado no teatro grego.

“O amor é sempre o tema interessante e atual, embora muito se tenha escrito sobre ele. E ainda assim ele se torna cada vez mais atraente. O meu livro, no entanto, foi baseado numa pesquisa acadêmica que foge à regra, pois o trata com a realidade necessária, retratando seu lado mais cruel, pois concluí que o amor, apesar de não ser eterno sempre valerá à pena, pois o que não acaba é a necessidade que o homem tem de amar”, diz o autor.

 “O texto de Antonio Stélio representa vivacidade e muita coragem em refletir sobre o amor utilizando um recorte que não é habitual, o amor cristão. O ponto central de seu trabalho é enfatizar que o amor é trágico, portanto, ame! Na concepção trágica um amor acaba, mas o que não se esgota e o desejo de amar que se perpetua sempre em novas formas que o indivíduo se apropria para conservar a vida através da força do desejo e do amor”, escreve o professor Guilherme Cunha, no prefácio da obra. Para Guilherme, inclusive, a obra de Stélio “é um texto forte e para espíritos livres, e quem não tiver um bom estômago e que fique com sua papinha”.

O AUTOR
Antonio Stélio é acreano, jornalista, filósofo e professor e tem mais de vinte anos de militância na imprensa acreana. Ele trabalhou em todos os jornais locais e fundou dois jornais diá-rios que continuam em circulação. Stélio é Filho de Cláudio de Holanda castro e Maria Rosair de Araújo Castro. Morou em Ribeirão Preto por mais de uma década e considera a cidade paulista seu “berço cultural”. Escreveu, durante alguns anos, a célebre coluna Tambores e Tamborins no jornal A GAZETA, onde também manteve uma coluna diária de crônicas. Ele se apaixonou pela filosofia e, justamente por isso, se bacharelou no curso em questão pela Faculdade Sinae, onde também fez pós-graduação em Filosofia Política.

Trechos do livro O Amor é Trágico, Ame!

 “O amor ao outro, enquanto manifestação do sentimento humano é trágico, porquanto parte da realidade do homem que e finita, efêmera no sentido transitório, casual e ate cruel. Então, suportar isso revela o trágico: o real. A realidade revela o trágico do sentimento amoroso e da própria vida”.

 “O amor, em suas principais características, revela que sua realidade choca-se brutalmente com os nossos desejos. O que desejamos se demonstra uma crença, um mero desejo, uma ansiedade, uma carência ou um ideal. Desejamos o metafísico e este se revela sensível”.

“O caráter trágico do amor não é um apêndice desse sentimento, não se trata de um adjetivo, de um penduricalho, mas de uma essência tanto da condição humana como da natureza em geral. O amor é trágico porque a vida também é assim”.

“O homem é o único animal que sabe que vai morrer, mas não admite sem pesar essa realidade, esse sentido trágico da vida. O amante deseja o amor eterno, em que pese sua maior característica: o efêmero”.

 

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