Workshop aponta perspectivas da indústria na região

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Empresários apresentam casos de sucesso e gerente do SENAI Nacional aponta tendências para os próximos cinco anos

Nos próximos cinco anos, os setores industriais de maior volume de demanda, no Acre, serão a construção civil, alimentos e bebidas, minerais não-metálicos, madeira, eletricidade, gás e água quente. Os que apresentarão maior crescimento serão os de minerais não-metálicos, alimentos e bebidas e construção civil. Foi o que explicou Márcio Guerra Amorim, gerente de Observatório Ocupacional da Indústria no SENAI Nacional, em Brasília (DF), durante o 1º Workshop Cenário e Perspectivas da Indústria no Brasil, realizado na noite de terça, 1º, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC).

“Percebam que volume de demanda é diferente de crescimento”, alertou Amorim. Segundo ele, as profissões industriais que mais terão oferta de trabalho nos próximos anos, logicamente, estão relacionadas a esses setores – engenheiros e ajudantes de obras, trabalhadores artesanais na agroindústria, na indústria de alimentos, condutores de veículo e operadores de equipamentos de elevação e de cargas, trabalhadores dos serviços de hotelaria e alimentação, entre outras.

Ele disse ainda que as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste deverão apresentar um crescimento acima da média nacional, com destaque para o processo de interiorização sustentado pelo avanço da infraestrutura urbana. “Precisamos nos antecipar ao futuro para nos adequar às janelas de oportunidades e nos tornarmos cada vez mais diferenciados e competitivos”, afirmou.

De acordo com o presidente da FIEAC, João Francisco Salomão, o Acre possui um bom diferencial das demais regiões para atrair investimentos: incentivos fiscais, como a isenção de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), além de incentivos da Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia) e dos recursos do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte).

“Em parceria com outras entidades, como o Governo, estamos executando o Projeto Macrologística, que estuda todas as saídas da Amazônia Legal. No mundo globalizado em que estamos, o diferencial, hoje, é o transporte de material, a logística”, explicou Salomão, completando que, com apoio do senador Tião Viana, estão sendo realizados estudos para implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) no Estado.
 
Caso de sucesso – A presidente do Sindicato da Indústria Madeireira do Estado do Acre (Sindusmad), empresária Adelaide de Fátima, apresentou ainda o caso de sucesso do setor no Estado, que saiu da condição de devastador para o manejo florestal. “Antes, éramos marginalizados. Hoje, somos um segmento reconhecido pela sociedade e queremos ser ainda mais fortes, ter ainda mais credibilidade”, afirmou. “E conseguimos isso com apoio da FIEAC e do Governo do Estado”.

O secretário de Estado de Floresta, Carlos Ovídio, no evento representando o Governo do Estado, reconheceu que foi um longo caminho para que o setor madeireiro chegasse aonde chegou. “Nos últimos dez anos, trabalhamos muito para criar uma cadeia de valor, sobretudo ao patrimônio florestal. Conseguimos. E essa imagem se reflete lá fora – gozamos de oportunidade de reposicionamento de imagem perante o mercado internacional”.

Conforme o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-AC e do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-AC), Carlos Sasai, o objetivo do Workshop era incentivar o fomento ao empreendedorismo, analisando os desafios e as oportunidades no atual cenário da indústria e suas perspectivas. O empresário acredita que cabe à própria categoria tornar suas empresas mais competitivas e isso requer mudanças de visão, comportamento e atitude.

“Sobretudo inovação”, afirmou Sasai. “Em um cenário de competitividade acirrada, como o atual, é preciso buscar novos horizontes e possibilidades, correr riscos e estar sempre experimentando”, enfatizou.

O Workshop Cenário e Perspectivas da Indústria foi uma realização da FIEAC, do Sebrae e do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi), com apoio do Governo do Estado, Banco da Amazônia e Semana Global do Empreendedorismo. (Assessoria/ FIEAC)

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