O blogueiro fiscal

O alerta é para todos os companheiros da imprensa acreana. Não cometam erros porque existe um blogueiro, que se considera um fiscal para cobrar cada falha nossa. Qualquer deslize e lá está ele apontando a falta e divulgando. Depois de quase 30 anos como jornalista não consigo real-mente entender. Praticamente em todos os lugares onde trabalhei existe uma camaradagem entre os jornalistas. Principalmente em coisas banais que não irão alterar o destino do Planeta. Afinal, todos nós cometemos falhas. Menos o blogueiro fiscal, é claro, que está acima do bem e do mal.

É uma autofagia de classe declarada. Como o blogueiro não pode atacar quem deseja ataca os colegas utilizando-se de maledicência, fofocas e intrigas. É claro que isso não é uma regra geral. Existem jornalistas acreanos competentes, éticos e sérios capazes de se destacarem sem precisar agredir ninguém. Mas têm uns poucos que são os “temidos”. Fazem a fama não pelo que produzem de positivo, mas pela capacidade de atacar e chantagear. E o pior é que ninguém tem coragem de mexer com eles.

O que me choca é que o fiscal deveria conhecer uma doutrina espiritual que prega “iluminar o perdão e fazer bem, não fazer mal”. Mas tenho a certeza que o vaidoso fiscal tem consciência de que na lei do Deus verdadeiro se colhe o que se planta e que não se deve julgar para não ser julgado. Ainda assim, insiste em tentar desmoralizar os seus companheiros de profissão. Até mesmo uma pobre estagiária já foi vítima da sanha do fiscal. A minha sugestão é que todos os veículos de comunicação do Acre se rendam ao fiscal porque, afinal, só ele é o dono da verdade. Fechem suas portas. Deixem-no brilhar sozinho.
Mas antes que isso aconteça, tenho algumas perguntas ao blogueiro mais famoso do mundo, temido até mesmo pelo Barack Obama.

1) Qual a ética que existe em “dedurar” e minimizar os outros profissionais? Será que assim aumenta o brilho do fiscal?

2) Qual a ética de publicar conversas e situações particulares? Às vezes até sobre pessoas que o ajudaram?

3) Qual a ética de usar comentá-rios anônimos (escritos por ele mesmo) para agredir os desafetos? E não dar direito de resposta a quem agride?

Vou encerrando com a minha consciência tranqüila de estar fazendo o melhor pelo lugar que escolhi para viver. Erro sim! Acredito que, infelizmente, vou continuar errando! A imperfeição é parte da perfeição divina. No entanto, não vou me preocupar porque a cada erro meu estará lá sempre o fiscal para apontá-lo e me dar à chance de corrigi-lo. Ao contrário da maioria não temo o fiscal porque não devo nada a ninguém e “tenho por mim a Rainha e meu Mestre para me defender”. Aconselho o fiscal a “deixar a vida dos outros que o Mestre não ensina assim”. 

* Nelson Liano é jornalista
[email protected]     

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