Povo Sem Voz

Amanhã, lançarei meu primeiro livro. Confidências Radiofônicas de Um Povo Sem Voz”.

Para algumas pessoas o título causou estranheza. Me perguntaram porque o povo é sem voz.

O povo é sem voz na medida em que não encontra no seio da família espaço para se manifestar, para dizer o que pensa e sente. É sem voz na mesma proporção que não encontra espaço para falar de suas dores, seus temores, suas alegrias, suas idéias e seus ideais, no meio em que vive, por medo de virarem alvo de gozações.

Nesse sentido o anonimato do rádio foi essencial para que as pessoas falassem, sem receios, comigo por telefone e até mesmo pessoalmente em filas de banco, na rua, no supermercado, no hospital e etc.

No início do quadro “não diga alô, diga boa tarde”, que entrou no ar em 2003, enfrentei várias críticas, até dos próprios colegas de profissão, por dar voz ao povo. Por sair da mesmice dos “alôs”. Teimei. Continuei.

 Hoje as pesquisas comprovam que eu estava no caminho certo. Não existe nada mais fantástico do que estar em contato com tantas pes-soas de níveis tão diferentes seja intelectual, cultural ou social. Todas têm uma história.

E são as histórias desse povo que estão relatadas no meu livro. Existem as mulheres traídas e as que traem. Existem os homens inseguros e os cafajestes declarados. Existem os explorados e os exploradores confessos. Pessoas que já perderam tudo, até a auto-estima. Pessoas indecisas entre dois, três amores. Esposas que viram amantes dos ex-maridos. Pessoas mal amadas, bem amadas. Felizes e realizadas. Pessoas que se abrem por inteiro e pessoas que precisam de um estímulo para vomitar tudo o que as incomodam.

Meu livro, como diz o jornalista Nelson Liano, é um turbilhão de vozes pedindo para serem ouvidas. É uma obra que precisava ser escrita. E foi pelas ondas radiofônicas que consegui extrair dos meus ouvintes histórias da vida real. Confidências que revelam a essência da alma humana.

Para quem não gosta de ficção, gosta da realidade, “Confidências Radiofônicas de Um Povo Sem Voz” é um livro que vai tocar o coração.

O livro está bonito, bem acabado, bem editado, com foto de capa do meu amigo e fotógrafo Odair Leal e é prefaciado pelo meu mestre Francisco Dandão.

Amanhã, no Teatrão, às 19 horas, espero pelos meus amigos, ouvintes, leitores e apoiadores para o lançamento do meu livro, que precede a entrega do X Prêmio José Chalub Leite de Jornalismo.
O lançamento acontece em parceria com o Sindicato dos Jornalistas, o Sinjac.

E você leitor, também pode estar com sua história no meu livro. Quem sabe???

*Eliane Sinhasique é jornalista, radialista e publicitária
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