Fotofobia é um sintoma e não doença, mas sua causa precisa ser investigada

Fotofobia é o nome dado a sensibilidade excessiva à claridade e a luz solar. De acordo com a equipe do Brasil Escola, essa sensibilidade ocorre quando as células fotossensíveis da retina recusam o excesso de luz e provoca o desconforto.

Os especialistas da área afirmam que a fotofobia geralmente ocorre como manifestação de algum problema ocular resultante de doenças congênitas, inflamatórias, infecciosas, alergias e por cicatrizes dessas. Em doenças congênitas, a reação adversa à luz é o principal sintoma apresentado pela criança quando há alguma coisa errada com seus olhos.

Ainda conforme os estudiosos da área, o astigmatismo, distúrbio caracterizado pela alteração do formato circular da córnea tornando-a oval e provoca a fotofobia é o problema ocular que mais ocorre. As imagens captadas pelos olhos são projetadas não na retina, mas ora um pouco à frente dela, ora atrás, ora até em dois planos anteriores ou posteriores a ela. Dessa forma, quem sofre de astigmatismo, além de ver tudo distorcido, ainda apresenta maior sensibilidade à luz.

O astigmatismo pode ser corrigido com óculos, lente de contato ou cirurgia, ainda assim, conforme assegura Lucca (2009) um certo grau de fotofobia pode persistir.

SINTOMAS – As queixas mais comuns são a dificuldade de sair ao sol sem a proteção de óculos escuros e dores de cabeça ao final de um dia de muita claridade externa.

CAUSAS – A causa mais freqüente de fotofobia por alteração ocular é o astigmatismo, que se caracteriza quando a córnea, que normalmente é redonda, fica ovalada.

A fotofobia também pode ser resultado de cicatrizes na córnea e doenças inflamatórias oculares relacionadas ao reumatismo, toxoplas-mose, herpes e outras doenças infecciosas, neurológicas, psicológicas e psiquiátricas.

Além destas, outras causas bastante elencadas pelos autores compreendem: astigmatismo e também o uso excessivo de lentes de contato ou lentes de contato mal adaptadas; doença, lesão ou infecção ocular; queimaduras no(s) olho(s); cefaléia hemicrânia comum; meningite; drogas como anfetaminas, atropina, cocaína, ciclopentolato, idoxuridina, fenilefrina, escopolamina, trifluridina, tropicamida, vidarabina, inalantes (solventes); exame ocular com os olhos previamente dilatados; outras causas, como medicamentos e doen-ças incomuns.

TRATAMENTO  – O tratamento da fotofobia é variável, pois depende dos motivos que desencadearam essa doença. De acordo com Lucca (2009) caso o oftalmologista não diagnostique nenhuma doença, existem duas saídas para a fotofobia, quais sejam:

1) Aprender a lidar com ela, se o grau for minimamente suportável;

2) Encontrar maneiras de regular a quantidade de luz que entra nos olhos (seja controlando a intensidade de luzes artificiais, seja usando óculos escuros em am-bientes externos).

Ainda de acordo com o mesmo autor deve-se atentar para o uso de lentes de boa qualidade, tanto em relação à matéria-prima quanto à confecção, pois o uso de lentes que não tenham proteção contra raios ultravioleta pode ser extremamente prejudicial.

As lentes ideais devem ter uma superfície com curvas de boa qualidade e não podem ser onduladas porque podem provocar astigmatismo.

PREVENÇÃO – De maneira geral, a fotofobia pode comprometer a rotina do profissional, impedindo-o de dirigir, caminhar durante o dia, tomar sol, assistir televisão e trabalhar em frente à tela do computador.

Neste caso, é necessário que pessoas com predisposição à doença adotem alguns cuidados, como:

* Umidificar o ambiente ou utilizar colírios, desde que indicados por oftalmologista;
* Usar o monitor do computador abaixo da linha do horizonte de visão, mantendo uma distância de 50 centímetros da tela do monitor;
* Não colocar o monitor em uma posição que alguma janela fique de frente para o olhar e fazer descanso de dez minutos a cada uma hora de trabalho.
* Fazer uma lubrificação extra dos olhos caso use lente de contatos.

Vale ressaltar que a vitamina A (Caroteno ou Retinol) desempenha um importante papel na nutrição do globo ocular e também na manutenção do equilíbrio da pele e mucosas. Portanto, sua carência também pode provocar sensibilidade à luz.

IMPORTANTE – Qualquer pessoa pode ter fotofobia inclusive crianças. Bebês que nascem com fotofobia podem ter glaucoma congênito ou conjuntivite, doenças que requerem tratamento imediato.

Mulheres na menopausa, com mais de 50 anos, freqüentemente, apresentam diminuição no volume de lágrimas, com isto, suas pálpebras grudam, provocando micro lesões na córnea com dores nos olhos e também fotofobia.

Assim sendo, caso apresente os sintomas anteriormente relacionados é importante sempre procurar um oftalmologista, pois somente ele poderá fornecer a devida instrução e realizar o tratamento.

* Terezinha de Freitas Ferreira é doutora em Enfermagem pela Universidade de São Paulo – USP. Professora do Centro de Ciências da Saúde e do Desporto da Universidade Federal do Acre – Ufac. Coordenadora do Mestrado e Doutorado Interinstitucional em Saúde Pública da Universidade de São Paulo – USP/Ufac.

 

 

 

 

 

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