Política local 14/01/2010

“Não é nada difícil uma conversa com o PMDB se o PT for procurado”.

Nepomuceno Carioca, assessor político do PT.

Conversa por telefone
Conversei ontem longamente com o deputado federal Flaviano Melo (PMDB) por telefone. Disse rindo não saber o por que dessa preocupação de dirigentes de partidos da oposição sobre o rumo do PMDB. Reiterou que pela conjuntura nacional é natural que ocorra aqui a uma conversa com o PT, já que haverá uma aliança presidencial.

Nenhum problema
Como democrata, como alguém que faz política sem ódio, disse ainda que não vê como nenhuma rendição do PMDB e do PT, se suas lideranças conversarem no Acre.

Es temprano
Sobre em quais pontos aconteceria uma conversa com o PT, disse que vai esperar a definição da coligação nacional PT-PMDB se oficializar, para então pontuar temas.

Águas vão rolar
Acredita que há interesse ao comando da campanha de Dilma Rousseff que a coligação com o PT se estenda ao Acre, é que as águas vão rolar no momento certo.

Ressalva feita
Flaviano Melo fez questão de ressalvar não haver ainda nenhum encontro marcado com dirigentes regionais do PT e que, se isso ocorrer, será de partido para partido.

Única preocupação
Flaviano Melo se disse tranqüilo quanto à chapa própria do seu partido para a Câmara Federal, que já está no arcabouço, devendo ter no Juruá um nome de peso.

Ficarem despreocupado
Flaviano Melo dá risadas quando vê tanto questionamento sobre a chapa para a Câmara Federal: está formada e terá votos para eleger deputado federal.

Alternativa em discussão
A coluna buscou informações em outras fontes e foi informada que o candidato do Juruá a que Flaviano Melo se refere é o jovem Fagner, filho do prefeito Wagner Sales.

Nega por negar
Wagner, experiente, tem negado até o momento esta possibilidade para evitar uma prejudicial campanha antecipada, mas está sim pensando seriamente na idéia.

Morreu de velho
A primeira dama Simony D, Ávila não confia muito no plano de combate à dengue. Comprou na última terça-feira, no Araújo, frascos do inseticida SBP, específico contra o mosquito da dengue. Simony preferiu seguir o ditado: “seguro morreu de velho”.

Saindo do páreo
A notícia vem de uma fonte confiável: o empresário Fernando Lage (DEM) não levará  avante sua candidatura ao Senado, para beneficiar o candidato Sérgio Barros (PSDB).

Esse é o dilema
O problema da oposição não se resolve no Fernando Lage (DEM) deixar o caminho aberto para o Sérgio Barros (PSDB) ao Senado, por um motivo: Barros não é popular.

Conversa Franca
O assessor político Nepomuceno Carioca espera só o retorno do vice-governador César Messias (PP) para juntos irem a Sena conversar com o prefeito Wanderley Zaire (PP).

Presença importante
Na avaliação de Carioca, como César Messias foi avalista da conversa que redundou na aliança dos grupos do prefeito Zaire e do ex-prefeito Areal, é importante sua presença.

Ouvir todos os lados
Carioca, que já ouviu o PT de Sena Madureira, quer antes ouvir todos os lados para emitir juízo de valor sobre rompimento Wanderley Zaire-Nílson Areal.

Seria brincadeira
A presidente do PV, Shirley Torres, diz que o PV vai levar à FPA o nome do deputado federal Henrique Afonso (PV) como opção ao Senado, o que é uma queimação barata.

QI alto
O deputado Henrique tem QI bastante alto para perceber que vai entrar num jogo de cartas marcadas, no qual seu nome está rifado de antemão.

Única chance
Henrique, um nome altamente ético e qualificado, deveria evitar passar por este constrangimento na mesa da FPA. Sua chance de disputar o Senado só existe no PV.

Presidente é magistrado
O deputado federal Fernando Melo (PT) contou a jornalistas estar descontente com o presidente do PT, Leonardo Brito, por este revelar sua preferência sobre a disputa do Senado.

Falando demais
Brito, no entendimento de Melo, deveria agir como magistrado e jamais deveria defender seus pontos de vista sobre o Senado mesmo antes do PT abrir o debate.

Marcou posição
Na reunião de ontem do PT, o parlamentar colocou sua candidatura ao debate interno, defendeu a escolha por pesquisas e alertou para o perigo de não se ouvir as bases.

Apenas preliminar
A plenária de ontem do PT foi uma preliminar sem muita importância. Esta questão do Senado somente vai se resolver com Binho Marques, Jorge Viana e Tião Viana na mesa.

Estratégia vermelha
O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), outro sério postulante a uma das vagas do Senado na FPA, usa como estratégia que outras lideranças defendam a sua indicação.

Grande Machado!

O ex-deputado Manoel Machado, o famoso “Têta”, que por longos anos militou no PMDB, gostava de uma boêmia, sempre foi um bom vivant. Vinha praticamente eleito do município de Tarauacá, onde antes de entrar na política, tocava guitarra no melhor conjunto da cidade. A quem lhe perguntava por que era bem votado, logo respondia: “eu sou o Roberto Carlos da política. Ele é o rei da música, e eu: sou o rei dos votos”.

 

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