Política local 29/01/2010

“Como alguém que é candidato vai defender uma medida impopular?”.

Vereador Astério Moreira (PRP) sobre o Saerb mandar os devedores ao Serasa.

Exemplo bem pertinho
Os vereadores Astério Moreira (PRP), Juracy Nogueira (PP) e Alisson Bestene (PP) voltaram estupefatos com o fato da cidade de Cobija, aqui pertinho, estar dando conta no combate à dengue, e, na Capital, com todo aparato financeiro, a PMRB perdeu  a batalha contra o mosquito transmissor. Citam os vereadores que na cidade boliviana são usados 38 aparelhos de fumacê, enquanto em Rio Branco, apenas 6 estão em uso.

Defesa difícil
Os vereadores acham que, no teto em que se encontra a dengue na Capital, será uma tarefa inglória na volta das sessões na Câmara fazer a defesa do secretário Pascal.

Muito formal
Considero o secretário municipal de Saúde, Pascal Khalil, um moço ético, sério no trato da coisa pública, mas é muito formal, lhe falta cacoete para exercer o cargo.

Sejamos pragmáticos
Vamos ser pragmáticos: a Saúde é hoje o calcanhar de Aquiles do prefeito Angelim.

Entrando no debate
Não é errado o presidente do Saerb, Semy Ferraz, acionar os devedores no Serasa. Só que muitas das contas cobradas não correspondem ao volume da água fornecida.

É isso mesmo
E os vereadores e deputados que estão protestando não mentem ao colocar que muitas contas são cobradas de forma aleatória, pois nem hidrômetro há nas casas.

Desastre político
Colocando os devedores no Serasa, cuja esmagadora maioria é de famílias de baixa renda, Semy não vai resolver o déficit do órgão e vai dar uma bandeira à oposição.

Vai descontar
Como o ano é eleitoral o troco de quem for negativado no Serasa será não votar nos candidatos majoritários da FPA. É assim mesmo que as coisas acontecem na política.

Brincando
É querer brincar com a inteligência das pessoas desta aldeia esta “campanha” do PT de arrecadar fundos para campanha, como se o seu cofre aqui não estivesse abarrotado.
 
Completar o quadro
Para ficar mais risível só falta o Lhé voltar a colocar uma banca na praça para vender camisas do PT, como antigamente e o Dudé fazer as suas famosas feijoadas.

Chapa própria
O PMDB vai de chapa própria para a Aleac com dois excepcionais puxadores de votos: os deputados Chagas Romão e Antonia Sales, esta cotada a ser a mais votada este ano.

Protesto no Juruá
O vereador Ribeiro (PTN) fez ontem um protesto no aeroporto de Cruzeiro do Sul contra a primeira unha de fora colocada pela TRIP: cobrava-se 579 reais a passagem.

Mais cara
No seu protesto, Ribeiro se baseava no preço de ontem da TRIP ser superior ao da GOL, que tem aviões a jato Boeing e a TRIP apenas aeronave turbo hélice.

Esmola grande
A GOL, também, quando entrou no mercado colocou o preço da passagem lá embaixo, e pouco tempo depois majorou nas alturas. Esmola quando é grande o cego desconfia.

Manobra inteligente
O vereador Jessé Santiago (PSB) fez uma bela manobra ontem ao convencer a cúpula da Assembléia de Deus a não ter candidato oficial a cargo eletivo, como de costume.

Perderia na hora
É que Jessé Santiago no voto perderia a indicação para a rival Antonia Lucia, que há tempo vem cacifando pastores do interior.

Defender como?
O vereador Alisson Bestene (PP) ligou para o vereador Gabriel For-neck (PT) e indagou se ele faria a defesa da PMRB no caso da dengue. Resposta: “e dá para alguém fazer?”

Pesquisas no forno
Depois do Carnaval as primeiras pesquisas para governador e senador vão entrar no forno: uma feita pelo PMDB e a outra pela direção nacional do PSDB.

Pode balizar
A do PSDB, dependendo de como vão ficar seus candidatos ao Senado na preferência popular, o resultado terá influência para definir de vez o nome.

Sem moral
Quem aparecer lá embaixo na pesquisa fica sem moral postular para disputar o Senado.

Nome em evidência
O senador Tião Viana (PT) sabe como poucos fazer o marketing pessoal e passou o ano de 2009 em evidência nos órgãos de comunicação.

E sem ligar
E sem fazer uma ligação para jornalista ou colunista político para pedir destaque.

Venda seus nelores

Osmir Lima era do PFL e suplente na chapa de Sérgio Barros (PSDB) ao Senado. No início da campanha, Barros chama Osmir e lhe propõe: “vá na cúpula do PFL e consiga recursos para bancar nossos custos”. Osmir olhou-o de cima embaixo, e ironizou: “desde quando alguém dá dinheiro para suplente? Faço uma proposta melhor: venda seus nelores”. A partir deste dia os dois mal se falaram durante toda a campanha.

 

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