Evitando o pior

A impressão que se tem – e o pior é que não é só impressão – é a de que tanto o poder público quanto a sociedade ainda não se deram conta da gravidade da dengue. Dengue não é uma indisposição qualquer. É uma doença grave, deixa seqüelas. Em alguns casos mata.

Como este jornal noticiou ontem, as notificações dos casos de dengue em Rio Branco subiram de 100 para 200 por semana, o que confirma a propagação da doença. Em alguns bairros, já passou de surto e virou praticamente epidemia.

Isto significa que tanto os setores ligados à Saúde como a população precisam redobrar as ações preventivas e o atendimento médico-hospitalar para evitar o pior: que a cidade venha de novo a passar por uma epidemia, como se verificou no ano passado, embora os números só fossem revelados depois.

Outro aspecto a se considerar é que a reincidência da doença requer a necessidade urgente de o poder público investir mais em obras de infra-estrutura voltadas para o sa-neamento básico. Como se sabe, dengue é uma doença que surge e se desenvolve com a falta de esgotamento, de drenagem e limpeza pública. E sobre este aspecto não se pode dizer que a cidade é um exemplo, uma maravilha, como alguns ufanistas apregoam.

 

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