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Sindicato vai denunciar Correios ao MPF

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A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos do Acre (Sintect/Acre), Susy Cristiny, oficializa às 10h da manhã, desta sexta-feira, 29, no Ministério Público Federal um pedido de providências contra as precariedades existentes na estatal. A lista de reclamações é extensa, inclui desde obras inacabadas às péssimas condições de trabalho.

A decisão de representar contra a estatal foi tomada depois de uma série de tentativas frustradas de um acordo amigável. No decorrer de toda esta semana, Susy Cristiny visitou os postos de trabalhos mantidos em Rio Branco e falou sobre as garantias dos servidores e da importância do movimento se manter firme na luta.

Com a intervenção do MPF, a sindicalista acredita que a direção dos Correios será obrigada a adotar providências. “Há mais de três anos estamos denunciando esse sucateamento. Agora, estaremos procurando o MPF na busca de alternativas para a resolução desses problemas”, diz Susy.

Segundo ela, os 300 servidores existentes atualmente no Estado são insuficientes para a grande demanda. Sem falar que o acúmulo de correspondências, em virtude do atraso decorrente do transporte via terrestre, gera um maior número de horas trabalhadas.

A luta do sindicato é por melhores condições de trabalho, valorização salarial e reforço de pessoal. Susy destaca, por exemplo, a necessidade de mais ventilação e iluminação nos ambientes internos das agências.

Outra observação é em relação à rampa para subida de carga na agência do Segundo Distrito da cidade. “O ideal é que o transporte seja feito por elevador de carga, não por um servidor empurrando carro em rampa”, questiona.

Ela observa que além de gerar graves danos à saúde do servidor, esse tipo de procedimento está totalmente contrário às normas de proteção ao trabalhador atualmente vigentes no país.