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Acusados de matar professor a golpes de facão são ouvidos

AACUSADOS99
O juiz de Direito Substituto da 4ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, Luiz Gustavo, interrogou na manhã de ontem, 29, os acusados pelo roubo seguido de morte (latrocínio) do professor Marcos Afonso Soares de Oliveira, ocorrido em outubro de 2009.

Os depoimentos deveriam ter sido colhidos na semana passada (22), mas ficaram para ontem em virtude da falta de citação do advogado Mário Jorge, que faz a defesa do réu Waltemir Soares da Silva – apontado como o executor da vítima. Também respondem pelo crime os irmãos Jeferson e Cláudio Sérgio da Silva Gonçalves.

Além do juiz, acompanharam os interrogatórios os defensores públicos Fernando Moraes e Simone Jaques e o promotor Mariano George Melo, tendo como assistente o advogado Odilardo Marques, contratado pela família da vítima. A bacharel em Direito e sobrinha da vítima,  Emanuelle Oliveira, também acompanhou os depoimentos.

Os três réus foram conduzidos ao mesmo tempo para o local da audiência. No corredor que dá acesso à sala do juiz, familiares do professor Marcos Afonso aguardavam ansiosos o início dos trabalhos.

Waltemir Soares da Silva foi o primeiro a deixar a sala. O interrogatório dele durou aproximadamente uma hora. Na seqüência, foram interrogados os irmãos Jeferson e Cláudio Sérgio da Silva Gonçalves, primos de Waltemir.

A expectativa do advogado Odilardo Marques é das melhores. Ele acredita que existem indícios suficientes de materialidade e autoria para condenar os acusados pela morte do professor. Vai brigar ainda para que a família seja recompensada pelos graves danos que sofreu em virtude do acontecimento.
O CASO – Marcos foi morto a golpes de facão e enterrado no quintal da própria casa, no Conjunto Esperança, no mês de outubro do ano passado.

Segundo versão contada pelos acusados, no ato da prisão, a vítima só foi morta porque teria reconhecido Waltemir Soares, contratado por ele para fazer umas grades de proteção para a casa nova que estava em fase de acabamento. Waltemir também teria sido o mentor intelectual do crime, que a princípio seria apenas o roubo de um veículo Renault Sandero, posteriormente vendido na Bolívia ao preço de R$ 7,5 mil. A polícia trabalha ainda com a possibilidade de o professor ainda estar vivo no momento em que foi enterrado. Todos os acusados estão presos.