Prefeitura resolve 80% do problema de ruas homônimas e facilita o serviço dos Correios

No começo do ano passado a regional de Rio Branco da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) enfrentava uma grave dificuldade nos serviços de entrega por conta das 514 ruas da cidade que tinham nomes iguais. Para este ano, com a lei orgânica da Prefeitura de alterar o nome das ruas de pessoas ainda vivas, decretada em dezembro de 2009, os Correios superaram 80% desta problemática, reduzindo quase 400 ruas homônimas da Capital em seu setor de endereçamento.

Para as cerca de 100 vias de nomes iguais que ainda restam, a estatal pretende adotar um método de diferenciação através da mudança no Código de Endereçamento Postal (CEP) de cada rua. E, desta vez, empregá-lo na prática. As ruas e bairros alterados, na sua maioria, recebiam o nome de políticos como Flaviano Melo, Nabor Junior, Romildo Magalhães, Mauri Sérgio, Mauro Bittar, etc.

De acordo com João Dávila, diretor regional dos Correios, esse trabalho para superar o obstáculo das ruas homônimas deve ser concluído até o final deste ano e, além da Prefeitura, envolve a integração de dados com a Eletroacre, IBGE e outros órgãos. Segundo ele, o serviço de entrega da empresa é realizado em Rio Branco com base nos nomes das ruas e não pelo CEP, pois este código ainda é muito desorganizado na cidade já que muitos remetentes confundem os CEPs de ruas com os de bairros. Por isso, as que possuem nomes iguais sempre causavam um esforço maior aos entregadores.

“O serviço postal daqui é feito com base total na acessibilidade e na experiência dos carteiros. São eles que conhecem os bairros, ruas, casas, moradores e tudo mais de Rio Branco e que tornam possível a entrega de correspondências. São eles também que conseguem descobrir a qual casa pertence cada encomenda nessas ruas de mesmo nome. Contudo, isso exige mais deles e gera um certo problema porque a cidade possui uma demanda grande e que não pode ser deixada de lado. Assim, essa troca de nomes e a codificação diferente das ruas ajudará bastante no trabalho deles”, esclareceu.

Ao todo, a Capital acreana possui cerca de 100 carteiros operantes para suprir uma demanda média de 10.000 correspondências. Se todas estas 10 mil encomendas fossem devidamente codificadas, o serviço dos carteiros seria mais rápido, tendo em vista que se tornaria mais fácil organizar as cartas pelo número do CEP e não pelo endereço de rua e bairro. “E é justamente isso que planejamos, com o tempo e com os investimentos certos, fazer em Rio Branco”, garantiu o diretor regional.

 

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