Mediocridade intelectual

Mesmo os mais intelectuais de nossa sociedade, devido uma vida conturbada e excessivamente desgastante, sempre estão cansados e ocupados para os filhos, colocando-os de castigo em frente às famigeradas televisões, mesmo em horários impróprios para eles. Tudo por um pouco de “paz” nos seus lares.

Talvez esse seja o principal fator que levam as pessoas imaginarem que apenas atores (atrizes) e jogadores possa ser celebridades. Quando foi que você mesmo conseguiu associar a palavra celebridade com intelectuais, estudiosos, alguém fora das telinhas globais? Isso demonstra a mediocridade em que esta sociedade é levada, onde as passarelas atraem muito mais que um doutorado para nossas adolescentes.

No livro “O Vendedor de Sonhos – A Revolução dos Anônimos”, de Augusto Cury, expõe, dentro de uma loucura psicanalítica, que a valorização dentro das sociedades capitalistas nos tira o verdadeiro valor sobre como os países podem evoluir. A educação é o principal fator evo-lutivo de qualquer sociedade, porém os valores repassados é que apenas atores, jogadores e políticos podem se dar bem, pelo menos no Brasil.

Os livros devem ser o primeiro castigo para as crianças, tirando-as da televisão e dando esperanças para que suas mentes não fiquem atrofiadas, como devem estar de alguns apresentadores, claro que isso se refere muito mais aos grandes “programas de entretenimentos (!?)”, do que mesmo aos nossos locais, muitos tentando fazer televisão ainda da forma romântica que aprendemos, antes de faculdades. Na batuta do velho e ranzinza mestre Zé Leite (e me desculpe os filhos Arthur, Ary e Regina Leite), mas era sim, obrigando a mediocridade não adentrar nas redações acreanas.

Agora, voltando ao tema do artigo, o segundo, mas facilmente pode ser o primeiro castigo é obrigar o filho a jogar pião, pedalar a bicicleta ou disputar uma partida de peteca. Durante esse tempo você, que deve ser um péssimo pai, acreditando que o dinheiro e o conforto resolvem a falta de atenção que falta aos filhos, também estará de castigo, com as 3 ou 4 televisões que deve ter espalhados pela casa, todas desligadas, juntamente com o computador, tanto o do escritório, quanto o notebook.

Repreenda, ensine, eduque, conforte, castigue, chore junto, ria sem obrigação, acompanhe nas brincadeiras, tudo para que os pequenos valores do mundo não sejam esquecidos. Não deixe que a futura geração seja um PSi de 3ª geração, porém sem emoção.

Ramiro Marcelo é jornalista.
[email protected]

Assuntos desta notícia


Join the Conversation