Só não aprende quem não quer

Estou muito satisfeita com a educação no nosso Estado. Nunca antes em nossa história tivemos tantas vagas para todos em idade escolar.
Fico feliz também em saber que, até 2011, todos os professores, da rede pública, terão concluído o ensino superior.

Professores qualificados para todas as escolas da zona urbana e rural é um sonho que está se concretizando e não podemos deixar de registrar esse grande feito da administração do governador Binho Marques.

Existem alguns gargalos, é bem verdade, mas isso acontece porque os pais ainda insistem em colocar seus filhos em escolas tradicionais como se o ensino só fosse bom nessas escolas.

Aos poucos é preciso desmistificar essa ilusão. Uma alternativa bem interessante é a da Secretaria de Educação Municipal que irá padronizar todos os espaços físicos de suas escolas para que a população não fique achando que uma escola é melhor do que a outra só por causa de sua estrutura predial.

Tanto o governo estadual, quanto o municipal e o federal estão fazendo um belo trabalho na educação. Hoje só não estuda quem não quer. O Governo Federal até paga bolsa de R$ 100,00 por mês, no programa Pro-Jovem, para que as pessoas concluam o ensino médio!

Ser pago para estudar deve ser o máximo!

Sou de um tempo que para estudar era preciso muito esforço pessoal. O acesso às escolas era mais complicado, faltavam vagas, tínhamos poucas escolas e não existiam tantos programas educacionais para atender a uma demanda crescente.

O ProUni, o Fies, programas de financiamento à juros baixos para quem precisa e quer acessar o ensino supe-rior, também democratizaram e viabilizaram a entrada das pessoas num curso de graduação.

O aumento de mais um ano escolar, para quem entrar este ano na escola, é muito bom. Só falta, no meu entendimento, um ajuste no ensino médio e nos vestibulares. Acredito que a escola deveria levar em consideração as aptidões individuais para ministrar o conteúdo adequado.

Aulas de álgebra deveriam ser ministradas somente para quem tem afinidades com as ciências exatas e tentar aprender uma coisa pela qual não se tem prazer é uma perda de tempo.

Os vestibulares também deveriam levar em consideração as aptidões de cada um. Ser bom em todas as maté-rias é privilégio de poucos.

Eliane Sinhasique
Jornalista/Radialista/Publicitária – [email protected]

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