Carnaval: tenha cuidado redobrado com a transmissão nesse período

O Carnaval brasileiro surgiu em 1723 e foi trazido ao Brasil pelos portugueses. Brincava-se com água, farinha de trigo e polvilho, sendo que o primeiro foco de concentração carnavalesca se localizava no Egito.

Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C. Em seguida, o Carnaval chega a Veneza para, então, se espalhar pelo mundo.

Desde o início sexo e bebidas se fazem presentes durante o evento. Assim, para não deixar o Carnaval acabar com a sua festa recomenda-se evitar, além das drogas comuns como o álcool, as combinações de energéticos + destilados, o lança-perfume e o loló.

ÁLCOOL
A ingestão de pequenas quantidades de álcool provoca desinibição e alterações do comportamento, e no caso de exagero na quantidade de doses, podem ocorrer também mudanças fisiológicas e comportamen-tais severas, o que pode culminar não somente em casos de violência interpessoal, como também o coma alcoólico.

A esse respeito, o Ministério da Saúde, assegura que os principais danos e problemas do consumo de álcool em curto prazo, geralmente são: acidentes de carro traumáticos, violências e agressões, atividade sexual não planejada ou não desejada, conflitos com a lei, com a família ou com o patrão.

Outros danos também rela-cionados ao consumo de álcool são as mortes acidentais, e exemplo do afogamento.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, os danos em longo prazo, são resultados de consumo pesado (ou de alto risco) por um período maior de tempo e podem ser: danos a órgãos físicos (coração, fígado), perda de relacionamentos pessoais ou de emprego ou problemas financeiros.
Em alguns países, dezenas de mortes causadas por problemas cardiovasculares estão associadas ao consumo de álcool e energéticos.

ENERGÉTICOS +
DESTILADOS

Para agüentar o pique, muita gente acaba misturando destilados com bebidas energéticas, combinação condenada pelos médicos. Utilizadas juntas, estas drogas funcionam como estimulantes para o coração, aumentando a pressão arterial arritmia.

Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo a mistura tem efeito duplo no organismo: ao tempo em que inibe os efeitos do álcool e aumenta a sensação de euforia, diminui a percepção de embriaguez fazendo com que a pessoa beba ainda mais. Com isso, ela perde a noção do limite e pode superestimar sua capacidade motora, aumentando o risco de se envolver em acidentes.

LANÇA-PERFUME
Durante muito tempo o lança-perfume foi uma diversão inocente, mas, pouco a pouco, passou a ser inalado durante os bailes como uma droga. Conhecida como “a droga do Carnaval” o lança-perfume é proibido no Brasil desde 1961, quando foi considerado entorpecente.

A droga é feita à base de cloreto de etila, uma substância com efeito sedativo que pode provocar a sensação de leveza, sonolência e bem-estar.

Mas a pessoa também pode perder os reflexos, sentir formigamento, apresentar desidratação, euforia, arritmia cardíaca, depressão e até parada cardíaca.
Uma versão não oficial do lança-perfume, porém, igualmente tóxica e com sérios riscos à saúde, é conhecida como “cheirinho”, “loló” ou ainda “ cheirinho da loló”.

Se inalado em grandes quantidades a pessoa perde os sentidos, tem alucinações, sonhos, mas podendo sempre sofrer sérios danos causados por quedas ou por agir inconscientemente.

Após o efeito da droga, aparecem dores de cabeça, sensação de mal- estar, náuseas e dores no estômago, podendo ocasionar hemorragias e problemas psíquicos como depressão.

LOLÓ
Loló é o nome popular de um entorpecente preparado clandestinamente de forma artesanal, ou seja, é uma droga semelhante ao lança-perfume só que de fabricação caseira. Elaborado à base de clorofórmio é depressor e hepatotóxico, ou seja, ataca o fígado, podendo provocar dentre outros danos, arritmia cardíaca. O produto geralmente é embalado em tubos na forma líquida que em contato com o ar, evapora rapidamente.

Apesar de não existirem estudos conclusivos sobre dependência, sabe-se que possui diversos efeitos colaterais. Esta droga pode causar lesões irreversíveis no cérebro e a aspiração repetida pode deixar a pessoa apática e com dificuldades de concentração.

As alucinações implicam confusões auditivas e em alguns casos visuais. Após o efeito da droga, segue náuseas, depressão, dores de cabeça e mal-estar.

IMPORTANTE
A aglomeração e, principalmente, o contato mais íntimo como o beijo são uma porta de entrada fácil para agentes infecciosos como vírus e bactérias. Portanto, recomendam-se cuidado redobrado com a transmissão nesse período e bom carnaval!

* Terezinha de Freitas Ferreira é doutora em Enfermagem pela Universidade de São Paulo – USP. Professora do Centro de Ciências da Saúde e do Desporto da Universidade Federal do Acre/Ufac. Coordenadora do Curso de Especialização em Saúde Mental. Ministra as disciplinas Enfermagem Psiquiátrica no Curso de Graduação em Enfermagem e Políticas de Saúde Mental nos Cursos de Pós-Graduação.

 

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