Ressaca do carnaval: dicas para tratá-la

A literatura diz que o nome formal adotado nos EUA para uma ressaca é veisalgia, que tem origem na palavra norueguesa para “mal-estar depois da orgia” (kveis) e na palavra Grega para “dor” (algia), um nome apropriado considerando-se os sintomas desconfortáveis sentidos pelas pessoas que bebem.

De acordo com alguns autores (Bibliomed), para entender a ressaca, é necessário compreender a interação do álcool com o organismo. Existem diferenças entre as pessoas, ou seja, quanto de bebida al-coólica cada pessoa pode suportar é uma questão individual do organismo de cada um. Depende também da quantidade de bebida alcoólica que foi ingerida.

Há poucas publicações a respeito do tema curar ressaca, porém os especialistas sugerem algumas dicas que podem ser usadas para tratá-la:
ÁGUA  – O álcool é um diurético e tende a aumentar a quantidade de urina produzida no organismo, levando a uma maior eliminação de água pelo corpo. Portanto, dependendo da quantidade ingerida, pode “secar” o organismo. Recomenda-se, assim, beber bastante água na manhã seguinte após ingerir bebida alcoólica, o que ajuda a compensar a desidratação.

Além disso, durante o processo de destilação, são adicionados vários componentes às bebidas al-coólicas, e estes contribuem para as costumeiras dores de estômago que acontecem na ressaca.

Beber muita água, então tem um segundo efeito, além de reidratar o seu organismo: a água dilui estes componentes da bebida alcoólica no seu estômago e trato intestinal, melhorando os sintomas de mal-estar abdominal.

ASPIRINAS  – Este é um remédio muito bom para a dor de cabeça que é freqüente nas ressacas. O maior problema, entretanto, é que em algumas pessoas pode agravar uma gastrite já existente, ou ter ainda outros efeitos colaterais mais sérios, como sangramento gástrico. Mas em pessoas que não bebem regularmente ou que não apresentam quadro de gastrite este truque irá funcionar bem para tratar a dor de cabeça.

ALIMENTAÇÃO – Para diminuir o estrago causado pelo Carnaval nada melhor do que se alimentar bem, beber muita água e ter o descanso merecido.
Em se tratando de comer bem, é hora de ter uma alimentação rica em nutrientes capazes de repor as perdas, equilibrar o organismo e beber muita água, para hidratar e eliminar as toxinas do organismo.

Logo após as festas, é indicado o consumo de uma sopinha ou frutas, ou seja, alimentos leves que possam nutrir e que não sobrecarreguem o organismo.

 
ALGUNS CHÁS
Boldo

Para quem abusou do chopp recomendam-se um chazinho de boldo. A receita é muito simples: 2 colheres de sopa de folha de boldo cozida em 1 litro de água. Tem comprovada utilidade nas afecções do fígado. Muito útil na cefaléia, prisão de ventre, digestão difícil, dores de estômago e insônia.

Alecrim
Para a dor de cabeça por causa do barulho a noite inteira, chá de alecrim. Receita: colher um galho de Alecrim, juntar a um copo de água (cerca de 200 ml) e deixar ferver durante 5 a 10 minutos, em lume brando. Deixar descansar por 10 minutos, coar e beber meio cálice. O chá combate gases do estômago, intestino e as cólicas do ventre.

Erva-doce, camomila e melissa
Para relaxar chá de erva doce (melhora problemas digestivos e gases); camomila (é útil nos casos de dores e inflamações), melissa (é ótimo para quem anda com problemas de perturbação do sono).

OUTRAS DICAS
É importante lembrar de que não existe nenhuma “fórmula mágica” capaz de evitar completamente a ressaca, então é bom prestar atenção nestas dicas:
* Se consumida intercalada com a bebida a água pode funcionar como um elemento anti-ressaca, isto por que ela dilui o álcool facilitando o trabalho dos rins e fígado.

* Os refrigerantes também produzem os mesmos efeitos, pois essas bebidas são ricas em carboidratos que se transformam em energia, e ajudam assim a metabolizar o álcool.

IMPORTANTE
Os tratamentos com ervas naturais são um tipo de medicina caseira, sendo que a escolha de um tratamento deve passar antes de qualquer coisa por um especialista, que irá indicar quais são as melhores para cada caso, e principalmente, como elas devem ser utilizadas.

* Terezinha de Freitas Ferreira é doutora em Enfermagem pela Universidade de São Paulo – USP. Professora do CCSD da Universidade Federal do Acre – Ufac. Consultora Editorial das revistas científicas: Revista Brasileira em Promoção da Saúde (UNIFOR) e Revista de Saúde.com (USB).

 

 

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