Política local 02/02/2010

“Quando a galinha é boa, até pinto velho se agasalha”.

 Frase do anedotário popular.

Sem norte definido
Há sete meses da eleição e a oposição não definiu ainda se irá com uma ou duas candidaturas ao governo. Continua tenso o cabo-de-guerra entre o PMDB, que defende um único nome; e o PSDB, a favor de dois candidatos. Não dá para avistar nenhuma luz no fim do túnel. O tucano Tião Bocalom não admite nem conversar sobre sua renúncia. E como ele manda no PSDB, não esperem um entendimento político.

PMDB na parede
Tião Bocalom (PSDB) está com uma estratégia correta: não retirando a sua candidatura ao governo, ele forçará o PMDB a manter Rodrigo Pinto (PMDB) como seu candidato.

Tese derrotada
Com isso, a tese do PMDB de um único candidato ao governo morre no embrião.

Problema sério
Só que isso agravará ainda mais as relações tensas entre tucanos e peemedebistas.

Ponto favorável
O que pesa também a favor tucano é que, nas pesquisas, o candidato peemedebista não o supera, e aí faltam argumentos aos caciques do PMDB para pedir a sua renúncia.

Números corretos
Tive acesso ontem a números domésticos de um grande partido fechados esta semana, em que na disputa do Senado surge um Jorge Viana (PT) disparado.

Fato confirmado
E para a segunda vaga a indicação é muito clara: se a oposição lançar um nome forte, teria chances mais que concretas de abiscoitar a segunda vaga.

Márcio Bittar
É mais uma vez  o nome que aparece melhor dentro da oposição para o Senado.

Caminho livre
Como Flaviano Melo (PMDB) diz ser candidato a deputado federal e a oposição veta Márcio Bittar (PSDB), a FPA fazer dois senadores é como tomar doce de uma criança.

Grande brincadeira
Sem Flaviano Melo e Márcio Bittar, os demais candidatos da oposição ao Senado não passam de uma grande brincadeira: o embarque para Manacapuru é algo certo.

Deitados na rede
A se manter este quadro qualquer um dos nomes ventilados como candidatos a candidato à segunda vaga do Senado da FPA ganha a eleição deitado na rede.

Fonte interna
O secretário de Comunicação da PMRB, Oly Duarte, me disse ontem que a chapa do Senado da FPA já está definida pelo PT: “Jorge Viana-Edvaldo Magalhães”.

Falta combinar
Neste caso, falta ao Oly avisar os deputados federais Fernando Melo (PT) e Henrique Afonso (PV), que não foram até hoje informados desta decisão.

Chapa competitiva
O deputado N.Lima (DEM) conseguiu montar no seu partido uma chapa competitiva para disputa da Assembléia Legislativa, podendo chegar até a duas vagas.

Imaginem o que passou
Nova balsa de Cruzeiro do Sul foi apreendida pela PF com 103 quilos de cocaína. A farinha que não se come é tida como responsável por muitas fortunas do Juruá.

Trabalho dobrado
O líder do governo, deputado Moisés Diniz (PCdoB), que até aqui deu muito bem conta do recado, neste ano eleitoral terá trabalho dobrado na Aleac com a oposição.

Praticamente isolado
O que dificulta a sua missão de defender o governo é que faz esta defesa praticamente só com o deputado Thaumaturgo Lima (PT), na maioria dos debates travados.

Situação invertida
Acontece algo interessante na Aleac: a oposição mesmo minoritária, por ser atuante, sempre fica mais em evidência nos debates, devido o silêncio dos deputados da FPA.

Simples e direta
Sem firulas, sem empáfia, simples e direta, foi a mensagem de prestação de contas do prefeito Angelim lida ontem na Câmara Municipal de Rio Branco.

Saldo positivo
Angelim caminha para fazer o segundo mandato melhor que o primeiro (que já foi bom), e hoje seu único entrave é a nada producente Secretaria Municipal de Saúde.

Números não mentem
Os altos números da epidemia de dengue na cidade não mentem. Se algum aspone lhe disser que o atendimento nos postos de saúde é bom, demita: quer lhe bajular.

Sem contestação
Para surpresa de todos não se ouviu por parte dos vereadores de oposição nenhuma cobrança, crítica mais pesada, como seria natural neste tipo de ocasião.

Contestação
O governador Binho Marques, que irá logo mais à Aleac ler a mensagem governamental com as suas supostas realizações, ao longo de seus três anos de administração, não terá vida fácil como o prefeito Angelim. O deputado Luiz Calixto (PSL) promete desconstruir o seu pronunciamento.

Praxe idiota
É idiota a praxe de que na sessão inaugural a oposição não pode fazer críticas: oposição que não faz crítica é melhor colocar uma banca na praça e vender pão.

Assim funciona
E assim que a democracia funciona, sempre de mão dupla.
          

Máxima do Petecão

O deputado federal Sérgio Petecão (PMN) usa um cômico argumento político quando defende a candidatura única do deputado federal Flaviano Melo (PMDB ao Senado: “é que o Flaviano é o único do nosso meio que tem o DNA de oposição. O eleitor reconhece este seu perfil. Eu, o Tião Bocalom, o Márcio Bittar, e outros companheiros, chegamos ontem somos uma espécie de oposição pirata”, diz um franco Petecão.

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