Política local 13/02/2010

DA REDAÇÃO

“Política é quase tão excitante quanto a guerra e quase tão perigosa. Na guerra, você só pode ser morto uma vez, mas, em política, muitas vezes”.


(Sir Winston Churchill)

007 Virtual
Na última quinta-feira (11) não se falava em outra coisa no Twitter senão a prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM). Na rede acreana, o senador Tião Viana (PT) foi o primeiro a anunciar que Arruda já estava no xilindró. Minutos depois, os jornais confirmavam a prisão.

No Planalto
Quem está em Brasília, mas sem problemas com a Justiça, é o tucano Márcio Bittar, um dos fortes nomes da oposição para ocupar uma das oito cadeiras do Acre na Câmara dos Deputados. Acompanhado do prefeito de Cruzeiro do Sul, Wagner Sales (PMDB), ele afirma que já está organizando sua candidatura e aglutinando apoio.

Amor impossível
Enquanto que na esfera federal o namoro entre PT e PMDB parece aos poucos diminuir as barreiras, no Acre petistas e peemedebistas não querem saber nem de um “fi-ca”. Os líderes mais tradicionais do Glorioso nem cogitam pensar em dividir o palanque com os petistas.

Twitter eleitoral
A febre do momento no mundo digital, o Twitter, tem sido uma ferramenta estratégica dos políticos. No Acre, os principais líderes aproveitam do micro-blog e tentam conquistar a simpatia dos eleitores – principalmente os mais jovens e também os mais descontentes com a vida política brasileira.   

Acorrentado
Pasmem! Existem especulações que o estudante de jornalismo, Zé Carlos Oliveira, que se acorrentou em frente da Aleac, poderá ser candidato a governador. Segundo fontes da coluna, o estudante trocou o PCdoB pelo PCB com a intenção de concorrer ao cargo executivo acreano. Podem começar a contar os votos. Os Tiãos que se cuidem.

Velho Marinheiro
Prudência e caldo de piaba não fazem mal a ninguém. Com tantas especulações sobre a segunda vaga ao Senado da FPA, o PCdoB está fazendo como o velho marinheiro que leva o barco da candidatura de Edvaldo Magalhães devagar. Esse é o caminho mais seguro para se chegar ao porto com segurança.

Caciques
É quase certo que as principais lideranças da FPA apoiarão o deputado Edvaldo Magalhães ao Senado. Ele tem um currículo de lealdade, quatro anos bem-sucedido à frente da Aleac. Para contentar os outros aliados da FPA ficam os cargos de vice-governador e de presidente da Aleac.

Ilusão
Apesar da senadora Marina Silva (PV-AC) desejar, será difícil a candidatura ao Senado de Henrique Afonso (PV-AC) vigorar na FPA. O parlamentar tem alguns problemas. Muita resistência ao seu nome dentro do próprio PT. A situação piorou ainda mais depois que saiu do partido de maneira intempestiva e sem muitas satisfações. No Juruá, poderá ter que responder por ações mais duras e impopulares do Ibama. O seu cunhado é o gerente da instituição.  

Quem viver verá!
A deputada Antonia Sales e o ex-prefeito de Rodrigues Alves, Dêda (PP), nesta ordem, deverão ser os mais votados para Aleac no Juruá. Eles vão onde o povo está. Sobem e descem os rios com constância e se fazem presentes nas comunidades mais isoladas. É só esperar…

Militares
Racha dentro da Associação dos Militares do Acre pode melar o projeto político da categoria, que já tem um representante na Câmara de Rio Branco. Uma fonte de dentro da PM afirma que Natalício Braga vai bater chapa com Wherles Rocha pelo direito de representar os militares na disputa pela Aleac. Chumbo grosso vem por aí!

Greve
Preocupante essa ameaça de greve dos agentes comunitá-rios de Saúde de Rio Branco. Sem os serviços desses profissionais, a tendência é que a proliferação da dengue na Capital aumente mais ainda. O prefeito Raimundo Angelim e o secretário Pascal Khalil prometeram conversar com os agentes após o Carnaval. É torcer para que isso realmente ocorra.

 De olho nas nuvens
Em todas as eleições tem sempre uma frase que vem à tona: “política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”. Poucos se lembram do autor dessa pérola. A frase é do ex-governador mineiro Magalhães Pinto. Um dos arquitetos do Golpe Militar de 1964. 

 

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