Política local 18/02/2010

Da redação

“Em política, o que começa com o medo acaba, geralmente, com a loucura”.

 (Samuel Taylor Coleridge)

 Terceira Via
Uma importante liderança do PV confidenciou à coluna que existe um movimento interno no partido para lançar “a qualquer custo” a candidatura de Henrique Afonso (PV-AC) ao Senado. Segundo a fonte, muitos diretórios verdes do interior querem a sigla marchando fora da FPA.

Nova opção
A argumentação dos diretó-rios é que o PV terá pouca mobilidade dentro da FPA. Alguns verdes acreditam que o crescimento da agremiação será maior sendo independente. No entanto, a mesma fonte, garante que não haverá ataques à candidatura majoritária da FPA.

Jogada previsível
A senadora Marina Silva (PV-AC) já tinha avisado que quer o deputado federal, Henrique Afonso (PV-AC), como opção ao Senado. Resta saber se o próprio parlamentar, leal ao senador Tião Viana (PT-AC), iria encarar uma disputa independente fora da FPA.

Briga de gigantes
Outra questão é que tanto Henrique Afonso quanto o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), provável candidato a segunda vaga ao Senado da FPA, têm fortes bases eleitorais no Juruá. Seria uma disputa de arrepiar os cabelos.

Vantagem
No entanto, uma reflexão mais serena apontaria uma vantagem ao comunista, no Juruá. Edvaldo tem maior proximidade dos comerciantes cruzeirenses que são formadores de opinião. Como presidente da Aleac, tem dado todo o apoio possível para as demandas dos empresários. Por outro lado, os comerciantes que apoiaram Henrique para a prefeitura de Cruzeiro do Sul, em 2004, reclamam que o deputado nem passou para dar um obrigado.

Mais uma
Outra questão que favorece Edvaldo é a atuação parlamentar da sua esposa, deputada federal, Perpétua Almeida (PCdoB -AC). Perpétua teve embates fortes com o Ibama do Juruá dirigido pelo cunhado de Henrique Afonso.  Deverá ser uma das mais votadas na região junto com Gladson Cameli (PP-AC). Uma coisa leva a outra…

Contradição
No entanto, uma outra fonte da coluna garantiu que numa reunião do PV, em Rio Branco, Henrique Afonso já garantiu que não é candidato ao Senado. Segundo a informação, o Doutor Julinho (PV) será candidato a suplente de um dos candidatos da FPA.

Carnavalizar a vida
Aliás, a deputada Perpétua Almeida esbanjava alegria na noite de terça no Arena. Pulava o Carnaval em pista de brigadeiro com a certeza da reeleição garantida. Alguém duvida que será novamente a mais votada?

Estresse
Já Henrique Afonso o deputado passou o Carnaval repousando. Ele teria tido um pico de estresse por excesso de trabalho. Segundo a fonte já está bem e recuperado.

Conclusão
Mas de qualquer maneira uma candidatura independente de Henrique Afonso ao Senado mexe no tabuleiro eleitoral acreano. Além de aumentar a possibilidade da oposição ficar com a vaga. Seja como for a disputa vai pegar fogo…

Mais um independente
Outro que estaria certo de concorrer à vaga ao Senado é o deputado federal, Sérgio Petecão (PMN-AC). Como Henrique, ele poderia sair independente de qualquer configuração oposicionista. Pelo menos é o que confidenciou a amigos. 

Suplentes I
Já começou a corrida à indicação de suplentes de senador. É claro que o lugar mais disputado será o de suplente do ex-governador Jorge Viana (PT). Numa eventual vitória de Dilma Roussef à presidência, Jorge volta a ser ministeriável. Assim o lugar ficaria para o suplente. Quem não vai querer?

Suplentes II
Não se assuste se o segundo suplente de senador pelo Acre assumir a vaga do titular nos próximos meses. E não se trata de nenhuma pendenga judicial, como podem pensar os mais apressadinhos. Segundo fonte segura, acordo nesse sentido estaria sendo costurado nos bastidores e pode surpreender muita gente.

Blocos
Se depender do senador Tião Viana (PT-AC) os tradicionais desfiles de blocos carnavalescos estarão de volta em 2011. Em entrevista a uma emissora de TV local ele se declarou favorável a volta dos eventos, que até hoje não se sabe por que foram suspensos.

 Terminal ou imortal?

Com a prisão do governador do DF, José Arruda (sem-partido) e a execração pública a que está sendo submetido, crescem as especulações por um possível quinto governo de Joaquim Roriz (PMDB), no DF. O impres-sionante é que Roriz tem um câncer desde o final do seu primeiro mandato, em 94. Os mais puxa-sacos já escreveram vários ob-tuários e o homem continua lá no DF dando as cartas. Quem duvida que o calvário de Arruda tem a mão pesada do homem que renunciou ao Senado?   

 

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