Política local 20/02/2010

Da redação

“Na política não há amigos, apenas conspiradores que se unem”.

(Victor Lasky)

Resguardo
O deputado federal Henrique Afonso (PV-AC) tem evitado falar com a imprensa. Desde que o seu nome foi colocado para uma possível disputa ao Senado, o parlamentar se recolheu. Não quer interpretações errôneas sobre o que deseja em relação ao seu futuro político.

 Silêncio
No entanto, este posicionamento de Henrique Afonso dá margem para mais especulações. Se não fosse candidato já teria declarado. O silêncio deixa dúvidas no ar. Até mesmo se realmente na hora H, o PV irá marchar com a Frente Popular nas próximas eleições.

Cansativo
Na vida real essas especulações sobre as vagas ao Senado da FPA e da oposição já cansaram a beleza dos leitores. Por que os partidos não de definem logo e vão à luta? Fica um disse-me-disse e um jogo de interesse que não contribuem em nada para a democracia.

Claridade
É preciso mais claridade e transparência. Tudo bem que os partidos têm até junho para anunciarem seus candidatos oficialmente. Mas poderiam colocar os nomes dos candidatos para um debate inicial junto à sociedade. Fica parecendo que essas indicações têm outros interesses por trás que não são os reais interesses da população.

Silêncio
Outro que anda silencioso é o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Evita falar com a imprensa sobre a sua candidatura à presidência. Na realidade, não quer trocar o certo pelo duvidoso. Ele teria uma reeleição ao governo paulista quase garantida. Já para presidente…

Mudanças
Os tucanos que já sabem das mais recentes pesquisas positivas favoráveis à Dilma Rousseff (PT) podem mudar de rumo e de candidatura. O governador de Minas, Aécio Neves, tem sim grandes chances de ser o candidato do PSDB ao Planalto. Se a tese de uma possível união com Ciro Gomes (PSB) vingar, seria favorito.

Deu na Folha
O PT nacional diminuirá o número de candidatos a governador em 2010. Os acordos regionais são a base para a candidatura de Dilma Rousseff. Em alguns casos é necessário abrir mão da cabeça de chapa para privilegiar o projeto maior do partido, que é continuar no Planalto. Entre os candidatos a governador já definidos, a Folha Online coloca o nome do senador Tião Viana (PT-AC).    

Vitrine
Em ano de eleições, as solenidades oficiais funcionam como verdadeiras vitrines para os candidatos a candidatos. Um exemplo foi à visita do prefeito Raimundo Angelim (PT) à sede da Ceasa. Havia mais políticos e secretários presentes ao ato do que agricultores, os reais interessados no assunto.

Persistência
Isso é o que se pode chamar de persistência. Nílson Areal (PR) e Jairo Cassiano (PMN) estão literalmente morando em Brasília e passeando no Acre na tentativa de reverterem a decisão que cassou seus mandatos de prefeito e vice, respectivamente, do município de Sena Madureira.

Vaz
Raimundo Vaz (PRP) integra a lista de vereadores que não vão arriscar uma vaga de deputado nestas eleições. Ele deve participar do pleito como cabo eleitoral número 1 do secretário municipal de Finanças, Geraldo Pereira (PT), cotado como um dos candidatos do PT à Aleac.

Tendência
Se outros vereadores da Câmara Municipal de Rio Branco tomarem decisões parecidas, o maior beneficiado será o povo da Capital. Moradores de bairros reclamam da falta de atuação de determinados vereadores mais preocupados com as eleições do que de cumprirem as suas promessas do pleito anterior.

Reunião presidencial
Os mais importantes petistas acreanos passarão o final de semana reunidos em Brasília. O PT Nacional está orientando as bases a respeito das estratégias para tentar a eleição de Dilma Rousseff. Poderão surgir novidades sobre as alianças regionais. Será que o tema PT unido ao PMDB voltará às manchetes do Acre?

Práticas escusas

Se o TRE do Acre quiser realmente inibir a compra de votos nas eleições de 2010, é só ficar de olho no comércio. Na reta final do pleito de 2006 foi comum no Juruá candidatos trocarem valores altos em dinheiro em notas de R$ 50,00, R$ 20,00 e R$ 10,00. A dobradinha federal e estadual valia aos eleitores irresponsáveis R$ 100,00. É claro que não é o próprio candidato que opera a negociação, mas os seus assessores. Portanto, se alguém chegar a qualquer loja comercial trocando muito dinheiro em notas miúdas pode-se ter a certeza do destino do valor.    

 

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