Política local 25/02/2010

“Prefiro morrer pobre em Nova York que milionário em Manuel Urbano”.

Frase famosa  do colunista social How Campos.

A história se repete
Estou de volta. Passei 27 dias em Cruzeiro do Sul. Conversei com os mais variados segmentos – do médico ao taxista – e pude concluir do que ouvi que a situação política da FPA no Juruá, para variar, não será nada cômoda na eleição majoritária deste ano. Não porque a oposição tenha um bom candidato ao governo, coisa que não tem, mas pela falta de uma liderança cruzeirense forte na FPA. Some-se a isso a tradicional antipatia da região ao governo do PT.

Mil maravilhas
O pessoal do Juruá  costuma chegar para o ex-governador Jorge Viana e o senador Tião Viana (PT) e dizer que  tudo está às mil maravilhas na região, falseando a verdade para agradar.

Fora do contexto
 Orleir Cameli, por exemplo, virou um “líder” de suas empresas, não consegue transferir votos, aglutinar um movimento:  Binho e o Zinho, apoiados por ele, que perderam, que o digam.

Mito desfeito
Que Orleir se elegeria deputado federal, por exemplo, é um fato, mas, quanto apoiar este ou aquele nome é de pouca valia política para a FPA: os exemplos estão nos mapas eleitorais.

Nunca foram
O vice-governador César Messias nunca foi um líder nato: se elegeu prefeito dentro do contexto do falecido MDA: é outro que soma pouco para mudar o quadro desfavorável.

Donos de currais
Os outros políticos nascidos no Juruá também não possuem um perfil de “líder” para alavancar a FPA e quebrar o ciclo de derrotas seguidas, no máximo, lideram pequenos segmentos.

Sem interesse
E sem nenhum interesse de agradar: os únicos políticos da FPA com base no Juruá, dos quais ouvi falarem bem, foram dos deputados federais Gladson Cameli (PP) e  Henrique Afonso (PV).

Corre o risco
A falta de uma estratégia política da FPA pode levar a que  Tião Bocalom (PSDB), um corpo estranho ao Juruá, sem mérito político algum, venha ser bem votado naquela região.
   
Pesquisa norteadora
Como já tinha noticiado neste espaço, março vai começar com uma pesquisa bancada pela direção nacional do PSDB para senador, que deve balizar a escolha do candidato do partido.

Nomes básicos
Dois nomes básicos do PSDB serão pesquisados para o Senado: os dos ex-deputados federais Márcio Bittar (PSDB) e Sérgio Barros (PSDB). Anotem: quem liderar será o candidato tucano.

Amarrando mal
Que Márcio é o nome que tem chance concreta de ganhar a segunda vaga do Senado nem se discute, mas, tem dado um show de inabilidade, esperando que as coisas caiam no seu colo.

Fechado em copas
Tivesse um pouco de habilidade, de cintura política, teria buscado o diálogo e não estaria hoje isolado na executiva regional tucana, e com sérias restrições ao seu nome dentro do DEM.

Conversa pragmática
O deputado federal  Sérgio Petecão (PMN) foi pedir apoio do deputado federal Flaviano Melo  para disputar o Senado e recebeu como resposta: “traga primeiro o PMN para se coligar com o PMDB”.

Únicos nomes
O prefeito de Cruzeiro do Sul, Wagner Sales (PMDB), é textual: só apoiará na disputa do Senado se o candidato for um destes: Flaviano Melo, Márcio Bittar ou Sérgio Petecão.

Terror no campo
O deputado Walter Prado (PDT) está acusando a direção do Imac de fazer terror no campo aplicando multa aos pequenos proprietários, que são verdadeiro confisco das propriedades.

Anistia geral
Ao exemplo da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB), que pede anistia aos pequenos proprietários multados pelo Ibama, Prado quer também a anistia aos multados pelo Imac.

Posição conjunta
Uma coisa está praticamente deliberada no PMDB: os seus quatro prefeitos vão tirar uma posição oficial conjunta, após mandar fazer uma pesquisa sobre candidaturas ao Senado.

Conversa secreta
O deputado federal Flaviano Melo (PMDB) foi aconselhado em Brasília por importante liderança nacional do PSDB a esperar o resultado da pesquisa tucana para discutir uma aliança.

Deliberação quente
O PTB deliberou na última reunião que, se a indicação de Carlos Beirute para primeiro suplente de uma das vagas ao Senado na FPA for rifada sem um debate, pode rever seu apoio à FPA.

 Jogo feito
A revolta é quanto a notícia chegada na executiva regional de que a vaga na chapa da segunda vaga do Senado da FPA já estaria reservada para o médico Julio Eduardo, o “Julinho”.

Diferencial forte
O que pesa a favor do PTB é o diferencial de ter 4 minutos no horário gratuito do TRE.

Sanduba mensalão
A turma do Juruá é tão anti-PT, que no melhor lanche da cidade, existe no cardápio o “sanduíche mensalão”, o mais caro do cardápio, a R$ 17: alusão à turma do Zé Dirceu..

Única saída

O deputado federal Henrique Afonso (PV), se quiser ser candidato ao Senado tem que ser em “carreira solo” nos verdes, esqueça a FPA, cujos nomes de Jorge Viana e Edvaldo Magalhães já estão escolhidos há muito tempo. Mas, para isso tem que convencer a senadora Marina Silva (PV) a lhe dar a legenda. Pela sua honradez, seria bom para a política ver Henrique disputando uma cadeira de senador pelo Partido Verde. Marina, com a palavra!

 

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