Política nacional 06/02/2010


“Eu não sou candidato a nada”.

Carlos Lupi (Trabalho), diz ficar com Lula “até dezembro”, se o presidente quiser.

Pandora: ex-presidente da OAB sob escolta
A ex-presidente da OAB-DF Estefânia Viveiros, que liderou iniciativas contra os denunciados pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, está sob a proteção de seguranças, em Brasília. Ela se sentiu ameaçada após circular a montagem grosseira de uma foto dela, retirada da revista da OAB, colada em uma imagem de Durval Barbosa, o delator do esquema. Ela denunciou a falsificação à Polícia Federal.

Pedra no sapato
Estefânia Viveiros pediu à Justiça que os deputados distritais sob suspeita fossem impedidos de investigar eles próprios.

Brasília limpa
Na presidência da OAB-DF, concluída em janeiro, Estefânia Viveiros liderou um movimento para “limpar Brasília de políticos corruptos”.

PF na cola
A PF investiga a origem da montagem fotográfica e a ligação entre seus autores com denunciados pela Operação Caixa de Pandora.

Sem renúncia
Indagado sobre os boatos de sua iminência renúncia, o governador do DF, José Roberto Arruda, apenas sorriu. Ele jura inocência.

CNJ suspende exame
O Conselho Nacional de Justiça suspendeu a resolução do Tribunal de Justiça do Rio instituindo exame de admissão ao quinto constitucional – medida inédita no judiciário, revelada na coluna, semana passada. Na liminar, a OAB questiona “prova” de “notório saber jurídico” que seria imposta a advogados e membros do Ministério Público, candidatos a desembagador, com cargo vitalício. O Tribunal diz que ela é facultativa.

‘Legal e moral’
Para os desembargadores, representados pelo ex-conselheiro da OAB-RJ, João Tancredo, a medida é “legal e principalmente moral”.

Malandragem
A nova Coca-Cola Light Plus esconde uma malandragem: a latinha tem 310ml, mas custa o mesmo que a Coca-Cola Light, de 350ml.

Big Brother
Ouvido na rádio Serpentário, do Itamaraty: consulados e embaixadas poderão ter circuito interno de TV para monitorar o atendimento.

Alencar governador
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, confirmou o que esta coluna antecipou na quarta (3): o vice José Alencar pode disputar o governo de Minas. Os pré-candidatos petistas Fernando Pimentel e Patrus Ananias se recusam a apoiar um ao outro, mas fecham com ele.

Prefeitos otimistas
A disposição do PT em apoiar José Alencar para o governo de Minas incendiou a política no Estado e devolveu ânimos aos prefeitos petistas, que já fazem romaria ao gabinete do vice-presidente.

Barbas de molho
O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, acha que pode haver elementos para o Superior Tribunal de Justiça decretar até mesmo a prisão do governador do DF, por atentar contra a instrução processual.
 
‘OAB não é MP’
Criminalistas respeitados, como Celso Lemos, de Brasília, receberam com reservas iniciativas do presidente da OAB, Ophir Cavalcante. “Não se pode acusar pessoas sem o devido processo legal”, adverte Lemos, achando Ophir mais vocacionado para chefiar o Ministério Público.

Pobre orgulhoso
O vice-presidente boliviano Álvaro García reagiu contra Lula dizer que a venda gás natural era “solidariedade com a pobre Bolívia”. Lembrou que “contrato se cumpre”. E quem paga mais somos nós, por supuesto.

Sempre compensa
Se em algum século, político ou VIP for preso no Brasil, não passará vicissitudes: seus filhos e mulher terão direito ao auxílio-reclusão de R$ 752 vitalícios. Tem aposentado preferindo morar na cadeia…

‘Vam’borá’
Borá (SP), menor cidade do país, tem menos habitantes que os 1.707 condenados por improbidade administrativa cadastrados on-line no Conselho Nacional de Justiça. (Nos) devem R$ 261,5 milhões.

Por nossa conta
Com as ruas do DF às moscas, sem policiamento ostensivo, às 15h30 de ontem, na frente do centro de convenções Brasil 21, foram contadas 17 viaturas estacionadas. Era um evento particular da Polícia Militar.

Pensando bem…
…só falta descobrir que Arruda também matou Dana de Teffé, em 1961.

PODER SEM PUDOR

À distância ele é ótimo

O ex-senador José Serra não é exatamente um amor de pessoa, até para os aliados. Quando disputou a prefeitura de São Paulo em 1996, o ministro José Gregori (Justiça), reuniu tucanos ilustres em sua casa para encontrar uma maneira de ajudar a candidatura, de baixos índices. Mas a reunião se transformou numa sessão de queixas contra Serra. Gregori cortou:
– Olha, vocês têm que trabalhar, senão o Serra vai voltar para Brasília…
Santo remédio: todos ficaram preocupados e começaram a dar idéias. Teve ministro que até se ofereceu para fazer boca de urna, no dia da eleição.

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