Política nacional 11/02/2010

“Time que não joga não forma torcida”.

Presidenciável Ciro Gomes (PSB), sobre o ‘silêncio’ do PSDB na disputa à Presidência.

 STJ deve afastar Arruda do governo do DF
O Superior Tribunal de Justiça deve conceder medida cautelar, a qualquer momento, determinando o afastamento do governador José Roberto Arruda de suas funções. A prisão preventiva por enquanto está descartada. A tentativa de obstruir a instrução criminal da Operação Caixa de Pandora, atribuída a Arruda, provocou grande revolta no STJ. Ministros acharam um “deboche” a tentativa de subornar testemunha.

Blindagem de lata
A medida cautelar do STJ supera a Lei Orgânica do DF, que condiciona ação judicial contra o governador à autorização da Câmara Legislativa.

Decisão tomada
A decisão de adotar medida dura contra o governador do DF é anterior à iniciativa da OAB de pedir o afastamento e até a prisão dele.

Interferências
O afastamento de Arruda do cargo, segundo entendimento consensual no STJ, será sufi-ciente para impedir novas interferências no processo.

HC preventivo
Pelo sim, pelo não, a defesa de Arruda ingressou ontem no STJ com um pedido de habeas corpus preventivo para impedir sua prisão.

Depois da mansão
O desembargador Bernardo Garcez Neto, do Tribunal de Justiça do Rio, concedeu liminar obrigando o secretário de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, a fornecer em 24 horas cópia da licitação e o valor pago por cada Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O mandado de segurança é do advogado Jamilton Damasceno, o mesmo que pediu reabertura do da investigação da mansão do governador Sérgio Cabral (PMDB).

Fechado
Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, assumiu o controle da Constran, ex-Olacir de Moraes, uma das dez maiores construtoras do país.

Tiro no pé
O Produto Interno Bruto do agronegócio caiu 6% em 2009 – ou R$ 45 bilhões a menos que os R$ 764 bilhões de 2008. Já as ações do MST…

Análise Energia
Saiu o anuário Análise Energia 2010, edição bilíngüe com tudo sobre biodiesel, eólica, etanol, gás natural, hidrelétrica, nuclear, petróleo etc.

Cumplicidade
São uns artistas: o sistema de ponto do Senado permite que diretores e chefes de gabinete que faltem ao trabalho tenham o ponto abonado pelo subordinado que receber essa delegação do próprio faltoso.

Sem oposição
O deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE) aposta que Dilma Rousseff “vai ganhar fácil” a eleição para presidente: “A oposição não tem discurso e ainda precisa que FHC entre em cena para se motivar. Assim não dá”.

Fantasma
A condenação da ex-vereadora Myrian Athié (PPS) envolve Gerson Bittencourt, secretário de Transportes de Campinas (SP) ligado ao deputado Jilmar Tato (PT), por suposto favorecimento de empresa de ônibus quando presidia a SPTrans, na gestão de Marta Suplicy.

Caro rebolado
Rebolado de sambista mudou de nome: a Cedae, estatal de águas do governo do Rio, pagará R$ 309,9 mil pelo patrocínio e “exposição institucional” em um concurso de mulatas na Barra da Tijuca.

Pastilha de menta
“Assessor especial” da pop-star, foi Jânio Quadros Neto quem intermediou o encontro ontem de Madonna com o governador tucano José Serra, sem avisar que ela dá umas baforadas de vez em quando.

Índio quer apito
Após negociar com os americanos a venda de crédito de carbono por US$ 600 milhões durante meio século – como revelou a coluna, em março de 2009 -, o indígena Eliezio Marubo agora quer ser deputado.
 
Lusofonia
O I Congresso dos Advogados de Países de Língua Portuguesa, de 22 a 24 de março em Lisboa, debaterá a construção da democracia em países recém-saídos de guerras, como Angola e Moçambique.

Bye, bye, Ayissi
Há três dias em Brasília, o chanceler de Camarões, Henri Eyebe Ayissi, aparentemente sem ter o que fazer, gastou a quarta-feira atrapalhando o trânsito. Por onde andou, o tráfego era paralisado pelos batedores.

Pensando bem…
…Lula vai ao Sambódromo porque Deus não pode ser ofuscado por Madonna e Jesus.

PODER SEM PUDOR

Um barão no PCdoB

Era deputados na mesma época, no início dos anos 90, e em comum só o fato de residirem no mesmo prédio, em Brasília.  O direitista Cunha Bueno (PP-SP), monarquista fanático, e Haroldo Lima (BA), um dos mais barulhentos esquerdistas da História da Câmara. Numa rara conversa entre eles, Lima revelou um segredo: “meu avô era barão”. Buenos gargalhou:
– Então estamos conversados: quando a monarquia for restabelecida no Brasil, você voltará a ser chamado de barão. Barão Vermelho!

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