Política nacional 12/02/2010

“É o começo do fim da impunidade no Brasil”.

Senador Pedro Simon (PMDB-RS) sobre a prisão do governador Arruda, no DF.

Prisão de Arruda estava decidida há uma semana
A prisão do governador do DF,José Roberto Arruda,estava decidida no Superior Tribunal de Justiça há uma semana,quando se deu o flagrante do suborno a uma testemunha. Mas era preciso que o Ministério Público a provocasse, e isso só foi feito ontem, logo após às 14h. O decreto de prisão foi assinado imediatamente e meia hora depois o presidente do STJ, Cesar Asfor Rocha, já reunia a corte especial para referendá-lo.

Suporte
O relator do caso no STJ, Fernando Gonçalves, teve no presidente Cesar Asfor Rocha permanente suporte institucional para decretar as prisões.

Dever cumprido
Após a ratificação da prisão de Arruda, o presidente do STJ, ministro Cesar Asfor Rocha, exibia no semblante a certeza do dever cumprido.

Espelho meu
A possibilidade de prisão de Arruda foi antecipada há uma semana pelo site claudiohumber-to.com.br, que ontem a noticiou em primeira mão.

Interesse
O relator do habeas corpus de Arruda no STF é o ministro Marco Aurélio, mas foi Dias Toffoli quem primeiro pediu informações do caso ao STJ.

Arruda já não mandava
Nos últimos dias, José Roberto Arruda já não governava de fato. Ele se queixava da agenda vazia de compromissos, do telefone que não tocava, dos amigos desaparecidos. Ordens do governador, mesmo meramente administrativas, nem sequer eram acatadas por subordinados. Um deles, solicitado a “providenciar” o pagamento dos seus advogados de defesa, prometeu que o faria, mas depois nem atendia as ligações de Arruda.

Não dá idéia
No Brasil, dinheiro em cueca, mala e meias. Um boliviano paraplégico foi preso em Madri, Espanha, com cocaína, nas próteses.

Estava demorando
A situação deve estar periclitante: a Petrobras anunciou ontem a descoberta de nova reserva de petróleo, com 25 milhões de barris.

Ciumeira
Após o encontro entre o governador tucano José Serra e a cantora Madonna, resta à candidata petista Dilma Rousseff apelar a Jesus.

Noite no motel
Após a Operação Caixa de Pandora, em 27 de novembro, três dos assessores mais ligados ao governador Arruda passaram a pernoitar em motéis, com medo de acordar em casa com a PF batendo à porta.

Bloqueio inútil
Leal ao governador Arruda, a Polícia Militar bloqueou os acessos ao Setor Policial, onde fica a superintendência da PF em Brasília, na vã tentativa de impedir a chegada dos repórteres. Mas eles já estavam lá.

Conta outra
O presidente Lula diz “vou eleger minha candidata”, mas a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral Eleitoral negaram em ação no TSE “alusão a eventual candidatura (da ministra Dilma)”. Então, tá.

Mulher rancorosa
No vôo de Brasília para o Rio, ontem, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) manifestava sua preferência eleitoral para presidente: “Prefiro o Serra, porque a Dilma é uma mulher rancorosa. Muito diferente de Lula”.

Ataque aos velhinhos
Desde o início da semana a Previdência Social em todo o Paraná vem sofrendo um ataque cerrado de hackers. Ontem, o ataque tirou toda a rede do ar, prejudicando os segurados, idosos na maioria.

O que há por fazer?
Ricardo Teixeira (CBF), João Havelange (Fifa), o ministro Orlando Silva (Esporte) e Carlos Nuzmann (COB) vão à Comissão de Infraestrutura do Senado, em março, discutir Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016.

Parado no ar
Nesta sexta, o impasse Varig-fundo de pensão Aerus faz três anos e dez meses: em novembro, a Advocacia-Geral da União concluiu que a dívida da Varig é maior que o “eventual” crédito com a União, num litígio da defasagem tarifária que dorme no STF. Na classe econômica.

Fale com o bispo
O chanceler paraguaio Héctor Lacognata tomou água benta: disse à rádio local 650 AM que o próprio presidente Lugo vai pedir a Lula a extradição dos seqüestradores Arrom, Martí e Colmán, suspeitos de pertencer às Farc. E que já falou com Marco Aurélio Top-Top Garcia.

Pensando bem…
…deve ter governador por aí com galho de arruda atrás da orelha.

PODER SEM PUDOR

Programa de fazendeiro

O ex-ministro Segadas Vianna era promotor no interior de Minas nos anos 20, e estranhou, numa visita a conhecido fazendeiro da região:
– Meu caro, o que aconteceu que os índios, sumiram de suas terras?
– Nada, é que os que aparecem eu mando logo matar.
– Mas o sr. não sabe que é crime tirar uma vida humana? – reagiu Segadas.
O fazendeiro encerrou o papo:
– Não é crime não, doutor, e índio não é humano, não tem alma…

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