Política nacional 13/02/2010

“As investigações não inibiram nem paralisaram ação criminosa”.

Ministro Fernando Gonçalves, do STJ, explicando a prisão de Arruda e auxiliares.

 STJ temia que STF anulasse prisão de Arruda
Um dos fatores que contribuíram para a demora em decretar a prisão preventiva do governador do DF, José Roberto Arruda, foi o temor do ministro-relator do caso no Supe-rior Tribunal de Justiça, Fernando Gonçalves, de que o Supremo Tribunal Federal revertesse a decisão. Mas encontrou apoio no presidente da Corte, ministro Cesar Asfor Rocha, para quem o STJ deveria simplesmente cumprir seu dever.

Fundamento
O ministro Fernando Gonçalves fundamentou a prisão de Arruda em decisão do STF que não considera governador imune a prisão cautelar.

Ganhou elogio
Ao contrário de reverter a prisão de Arruda, como temia o STJ, o ministro Marco Aurélio (STF) elogiou a decisão: “irrepreensível”.

Bobeou, dançou
Para Henrique Maués, do Instituto dos Advogados Brasileiros, “o STJ aplica a lei indistintamente para ricos, governantes e pessoas do povo”.

Pergunta fantasma
Por que, em casos de corrupção, há sempre um “Sombra”, como Sérgio Gomes, do PT de Lula, e no caso do DEM de Arruda?

Militares reagem…
O general Torres de Melo, coordenador do Grupo Guararapes, divulga manifesto na internet dos seus 2.236 integrantes, da ativa e da reserva, elogiando o general Santa Rosa, por “não aceitar que as Forças Armadas sejam humilhadas perante a Nação”. Santa Rosa foi exonerado pelo ministro Nelson Jobim (Defesa) do Departamento Pessoal do Exército, por texto criticando a “Comissão da Verdade”.

Recado
Para o Grupo Guararapes, “o Exército de hoje é o mesmo de ontem” e abomina os “chefes sem caráter, falsificadores de Constituições”.

Notícia quente
“Aquecimento global”, urgente! Para tristeza dos ecopicaretas, profetas do derretimento, nevou em Roma pela primeira vez em 20 anos.

Massa de pé-frio
Cariocas, que há 15 dias vivem a 43 graus num ciclo do inferno de Dante, torcem para que Lula vá ao Sambódromo, para gelar um pouco.

A letra da Lei
O ministro Marco Aurélio fez muita gente perder apostas em Brasília. Apostava-se alto que ele iria livrar o governador, só para afirmar seu temperamento polêmico. Mas ele optou pela a letra da lei.

Horóscopo desmoralizado
Os ministros do Superior Tribunal de Justiça Nilson Naves e Fernando Gonçalves nasceram em 28 de abril, e são mineiros. Mas são muito diferentes: um discordou da prisão de Arruda, o outro a decretou.

Com o terrorista
Os assessores do governador Arruda com nível superior foram recolhidos a celas do Centro de Internamento e Reeducação, na Papuda, em Brasília. É onde está preso o terrorista Cesare Batisti.

Agenda implacável
O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que ontem celebrou a prisão de Arruda, visitou o governador em 26 de novembro, véspera da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.

Amigo da onça
Em 1998, o então candidato ao governo do DF, José Roberto Arruda, mandou carta a meia Brasília pedindo voto. Uma leitora guardou-a. Parte dela dizia: “Minha amiga, eu quero botar ordem na cidade”.

Desafinados
Será um Carnaval estranho em Brasília. O mestra-sala está preso e o abre-alas sob a ameaça de impeachment. A escola Unidos do Buritinga, sede do governo, pode não sair. Nem com habeas corpus.

Desfile
Ninguém confirma se na “sala do estado-maior”, onde Arruda está preso na Polícia Federal, existe tevê para o governador assistir ao desfile da Beija Flor, neste domingo, patrocinado por seu governo.

Babou-se
O cabeludo ex-deputado federal Babá não tem chance (de novo) na corrida à Presidência. Numa enquete on-line com simpatizantes do PSOL, ganhava, até ontem, Plínio de Arruda Sampaio. Todos ex-PT.

Pensando bem…
…o Brasil entra neste sábado na mais absoluta normalidade. É Carnaval.

 PODER SEM PUDOR

Ajuda desnecessária

Em 1989, estudantes universitários que moravam em Orleans, no sul de Santa Catarina, procuraram o prefeito, Plínio Galvane, para pedir que a municipalidade custeasse o ônibus que os levava diaria-mente à universidade, em Tubarão. Com brutal franqueza, o prefeito negou a ajuda por considerá-la desnecessária, citando o próprio exemplo:
– Estudei até a 3ª série primária e hoje sou um empresário bem-sucedido e prefeito. Se eu cheguei até onde cheguei sem estudo, pra que gastar com isso?

 

 

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