Política nacional 18/02/2010

“A prerrogativa de foro, às vezes, é um mal”.

José Gerardo Grossi, lamentando a situação de seu cliente, o governador Arruda, do DF.

Arruda está a cada dia mais abatido, no cárcere
A cada dia que passa, o governador afastado do DF, José Roberto Arruda, está mais abatido. O grupo reduzido de pessoas com acesso à sala onde está preso há uma semana, na superintendência da Polícia Federal, sempre o encontra cabisbaixo, calado, abatido, pelo menos 4kg mais magro, emo-cionando-se a cada visita. Sem privacidade, o governador tem a companhia permanente de dois agentes da PF.

Segurança
A PF mantém Arruda sob a vigilância de dois agentes para sua própria segurança: a sala/cela não tem grades; apenas janelas de vidro.

Limitação
Flávia Arruda ficou deprimida, ontem, após ver o marido mais triste. E a novidade: ele agora somente poderá receber dela uma refeição por dia.

Sem estratégia
Desde que o pedido de habeas corpus foi negado, os advogados de Arruda ainda não o visitaram para discutir a estratégia de defesa.

Cara de fedor
Ex-partido de Arruda, o DEM se articula no Congresso para votar em massa pela intervenção no DF. Tenta limpar a barra, em ano eleitoral.

Sob pressão
Quem anda borocoxô é o governador em exercício do DF, Paulo Octavio, dando a impressão de ser vulnerável à pressão política. “PO” nega a intenção de renunciar, mas quem convive com ele percebe que a ameaça de expulsão do DEM o afeta muito. Paulo Octavio assumiu o governo do DF por insistência da mulher, Ana Christina Kubitscheck, que não o deixou esquecer da responsabilidade como vice-governador.

Cesta básica
O chanceler Celso Amorim é agora conselheiro de Itaipu Binacional. Não é nada, não é nada, são R$ 15 mil mensais.

Aloprado bombástico
A postura complacente do Brasil em relação ao porralouca iraniano Mahamoud Ahmadinejad rendeu novo apelido à chancelaria: Irãmaraty.

Mala sonora
O ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, agora canta merengue com conhecido artista dominicano. Vai longe…

Castigo supremo
Há uma articulação para que o Supremo Tribunal Federal transfira ao Congresso a palavra final sobre a intervenção no Distrito Federal. Seria uma espécie de supremo castigo com endereço certo: o DEM.

Troco goiano
O deputado Alberto Fraga (DEM-DF) acha que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) radicalizou contra Arruda porque na eleição de 2006 o governador afastado apoiou o adversário dele, Marconi Perillo (PSDB), nos municípios goianos localizados no entorno do DF.

Ora, os fatos…
Ao afirmar que “fatos não comprovam fatos; fatos, quando muito, mostram indícios”, o secretário de Educação do governo Arruda, Afonso Brito, confirmou a definição de Nelson Rodrigues para a cara-de-pau nacional: “Se os fatos são contra mim, pior para os fatos”.

Rafale, a saga
Os franceses oram a Joana D’Arc pelo Brasil: Kuwait e Grécia desistiram de comprar caças de combate Rafale, a Líbia cozinha o contrato, e o Marrocos preferiu os F-16s americanos.

Aprendendo a nevar
O ministro Orlando Silva (Esporte) vai com dois assessores assistir aos Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver, Canadá. Embarcam na quarta (24) e só voltam em 2 de março. Esquiando que é uma beleza.

A super Dilma
Baixou o dom da ubiquidade na ministra-candidata do presidente. Voou para assistir aos Carnavais de Recife, Salvador e Rio como o super-homem, evitando aeroportos lotados e vôos atrasados. Paira na mente do contribuinte algo mais que os aviões de carreira: os aviões oficiais.

Um rio que passou
Com poucos e fétidos banheiros químicos e excessivos mijões movidos a cerveja e espírito de porco, a Cidade Maravilhosa ganhou um novo acidente geográfico neste Carnaval: o rio “Urinoco”.

Sem crime
O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Miguel Vieira, esclarece que o Ministério Público apurou que “não há indício de crime organizado” no Detran-MS e que o autor da denúncia ao Conselho Nacional do Ministério Público já foi processado por “difamação”.

Pensando bem…
…a vassoura sambou melhor que a ministra Dilma Rousseff, no Sambódromo do Rio.

PODER SEM PUDOR

O gemido do poder

Então presidente nacio-nal do PT, José Dirceu morava no prédio do demis-sionário ministro Rafael Greca, em Brasília. Jornalistas que o esperavam correram ao sair um carro da garagem. Não era Greca, era o vizinho. “Ele mora neste prédio também?”, pergunta o distraído petista. Os repórteres confirmaram e Dirceu comenta, coçando a cabeça: “Por isso é que toda noite ouço uns gemidinhos”.

 

 

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