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Angelim quer vistoria em mercados públicos para evitar novos incêndios

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O prefeito Raimundo Angelim (PT) disse ontem (8) que vai solicitar à coordenação municipal de Defesa Civil uma operação de vistoria nos mercados públicos e terminais urbano e rodoviário da Capital. A medida é preventiva e visa evitar sinistros como os registrados na Praça da Bandeira e mais recentemente no Camelódromo.

A decisão do prefeito foi motivada pelo fato de os dois episódios terem sido desencadeados a partir de problemas nas instalações elétricas. Diante das evidências, Angelim sentiu a necessidade de solicitar novas visto-rias em todos os espaços públicos do mesmo gênero.

“Esses estabelecimentos foram construídos para atender uma determinada demanda, mas com o passar dos anos a estrutura vai sendo alterada e passa a oferecer risco de incêndio, como já foi constatado”, observa o prefeito. A operação de vistoria deve ser desencadeada ainda neste mês.

Caberá à comissão de vistoria formada pela Defesa Civil Municipal elaborar o calendário de visitas. Os relatórios apresentados ao final da operação serão utilizados na elaboração de ações para corrigir os eventuais problemas encontrados.

Camelodrómo começa a ser reconstruído
As obras de reconstrução do camelódromo de Rio Branco – parcialmente destruído por um incêndio na semana passada – começaram ontem. Os operários de uma empresa particular contratada pela prefeitura se concentram na remoção do telhado, troca do piso, e recomposição das lojas que tiveram perda total.

O presidente da Comissão dos Lojistas do Camelódromo, Decreci Lopes, acompanha tudo de perto. Ele recebeu do prefeito a garantia de que os trabalhos serão concluídos no máximo em três semanas, uma forma encontrada de amenizar os prejuízos sofridos pelos comerciantes que trabalhavam no local sob o sistema de concessão pública.

Segundo Decreci, o cálculo dos prejuízos ainda não foi concluído, mas assegura que eles variam entre R$ 5 mil a R$ 60 mil. A situação se agrava mais ainda em decorrência dos dias parados. Decreci, por exemplo, era dono de uma casa de ervas, onde faturava uma média de R$ 400 reais por dia.
A prefeitura apresentou como sugestão a construção de barracas em alguns locais públicos, onde os lojistas poderiam comercializar seus produtos até a conclusão dos trabalhos no Camelódromo. A sugestão foi aceita e deve ser colocada em prática no decorrer desta semana.

Lojistas terão que arcar com prejuízos de estoque sozinhos
A prefeitura vai garantir a reforma da estrutura danificada pelo incêndio, mas os lojistas terão que arcar sozinhos com os prejuízos de estoque decorrentes do incêndio. Dos 181 permissionários instalados no Camelódromo, 20 tiveram perda total e 45 foram parcialmente atingidos.

Os demais, apesar de não terem seus estabelecimentos atingidos pelas chamas, também estão no vermelho diante a interdição do local. A notícia de que a prefeitura não vai indenizar os prejuízos gera desconforto na categoria, mas a comissão prefere aguardar o desdobramento do caso para voltar a tratar a questão com a prefeitura.

O prefeito Raimundo Angelim disse que sua equipe já fez contato com a Caixa Econômica Federal para abrir linhas de créditos especiais para os afetados. Essa, por enquanto, seria a alternativa mais viável para a questão.