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Campanha da Fraternidade é lançada com a meta de humanizar a economia

 A Campanha da Fraternidade foi lançada ontem em Rio Branco, no auditório da Biblioteca da Floresta, sob a expectativa de mais uma boa lição de vida à sociedade acreana. Com o tema Economia e Vida, a campanha será o centro de debates das igrejas e paróquias do Estado durante os próximos 41 dias, período denominado de Quaresma pelo calendário cristão. Para esta edição, como é de costume a cada 5 anos, a empreitada religiosa será de caráter ecumênico, isto é, envolverá a todas as Igrejas Cristãs.

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Campanha foi lançada no auditório da Biblioteca da Floresta

 

As campanhas da fraternidade são realizadas pela Igreja Católica desde 1964, a fim de disseminar princípios mais justos de paz e solidariedade dentro de toda e qualquer comunidade. Para este ano, o lema adotado como base de sustentação será “vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”, retirado do evangelho de São Mateus.

 De acordo com Wellyton Melo, coordenador da equipe de campanha da Diocese Nossa Senhora de Nazaré, a CF é uma iniciativa do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) e do Conselho Nacional dos Bispos (CNBB) para fortalecer eventos de reflexão durante a Quaresma. Por tal razão, a campanha tem o seu momento forte nestes 40 dias, até a Coleta da Solidariedade, que marca o Domingo de Ramos (28 de março). Porém, ela se estende durante todo o ano litúrgico, até novembro. Neste período, as igrejas acreanas poderão organizar qualquer evento tendo como base a campanha.

 Conforme o bispo diocesano Dom Joaquín, o objetivo desta edição é ajudar a promover uma economia mais digna e voltada aos interesses não de pequenos grupos, mas sim de todos. Um modelo econômico que estenda a mão aos menos abastados. “Queremos mostrar à sociedade que a vida está em 1º lugar. Que o ganho/lucro só tem sentido se for para construir um mundo melhor. Assim, denunciaremos as perversidades dos modelos econômicos, para trazer uma nova face à nossa economia”, prega o bispo.

 Mas como é possível alcançar um modelo assim tão ‘romântico’? Segundo o vice-prefeito Eduardo Farias, para se chegar a este molde ideal é preciso fazer com que a sociedade insista sempre na busca de tal utopia. “É preciso promover campanhas como esta para começar a mudar as pessoas e a forma com que elas se relacionam. A partir daí é que será possível criar novos formatos de políticas econômicas”, explica.

Senador Tião Viana ressalta o tema para as gestões públicas
 Por sua vez, o senador Tião Viana ressaltou a importância do tema da campanha deste ano e o quanto a administração do presidente Lula o aplicou no país, promovendo a inclusão social e o assistencialismo para as classes mais desfavorecidas do Brasil. Segundo o senador, o Governo Federal conseguiu, nos últimos anos, elevar quase 27 milhões de brasileiros de situações socialmente críticas direto para as classes C e média/baixa. No ano passado, este valor foi de 5,5 milhões de pessoas.
“Esse é um exemplo claro de como os governos podem humanizar a economia. Por isso, eu acho que a campanha deste ano veio em boa hora. Precisamos romper com a mão perversa que domina as políticas econômicas e promover inclusão para os mais necessitados. Eu admito que essa seja uma missão difícil, mas é possível sim fazer uma gestão com mais Justiça Social, idealismo e amor. Hoje, eu sei que ainda temos muita dor e desigualdade, mas podemos mudar essa situação”, concluiu. 

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Bispo Dom Joaquín