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Lojistas vão à Câmara Municipal pedir soluções aos vereadores

AAAALOJISTAS
Os pequenos comerciantes, camelôs e varejistas das lojas e barracas destruídas no incêndio do Camelódromo lotaram ontem a galeria dedicada ao público da Câmara de Rio Branco. Os lojistas foram ao órgão expor aos vereadores a difícil situação que estão vivendo e pedir para que os representantes municipais cobrem providências imediatas para a liberação do espaço do Camelódromo. Os mercadores também fizeram um apelo para que os vereadores garantam algum tipo de compensação financeira que os ajudem a superar os grandes prejuízos gerados pelos estragos do fogo.

De acordo com Raimundo do Carmo Lima, um dos varejistas que trabalhava no Camelódromo, mais de 30 comerciantes tiveram perda total por causa do incêndio que ocorreu na madrugada de segunda-feira. Esse número representaria 20% do total de vendedores do estabelecimento. Os outros 85% (cerca de 150 mercadores) tiveram apenas perdas parciais e até já estão prontos para reabrir os negócios. Contudo, não podem fazê-lo porque o referido lugar está interditado por mais de 25 dias pelo Corpo de Bombeiros e pela perícia que investiga a ocorrência.

“Desde que aconteceu o incêndio, fora todo o prejuízo, ficamos sem um lugar para trabalhar; sem nenhuma fonte de renda. Por isso, o nosso objetivo em vir até a Câmara é pedir que o poder público acelere ao máximo as ações a serem tomadas para resolver a situação do nosso Camelódromo. Não podemos ficar sem ele. Pedimos para que o reconstruam e para que a perícia libere-o logo, pois a cada dia que passa a nossa situação piora ainda mais. Precisamos alimentar nossas famílias”, contou.

Outra comerciante que teve prejuízos bem maiores do que os do seu Raimundo e foi à Câmara ontem para pedir ajuda foi Mônica Souza Moreno. Segundo a vendedora, a perda do seu comércio foi total. Por isso, ela conta que ainda não consegue acreditar no que houve e está desnorteada desde segunda. “Perdi todo o meu negócio, a minha moto e até os meus documentos. Eu nem faço idéia de como vou recuperar esse dano. Tudo o que eu quero é que abram logo nosso espaço para que pelo menos nós possamos voltar a trabalhar. Hoje, eu estou vivendo de pura misericórdia, e nada mais”, desabafou. 

Astério Moreira informa posição da prefeitura
Para tranqüilizar a alta expectativa de pessoas que sofreram perdas irrecuperáveis, o vereador Astério Moreira (PRP) garantiu aos comerciantes que a prefeitura, através da Secretaria de Agricultura e Floresta, já tem pré-estabelecido as medidas que serão adotadas em relação ao Camelódromo. Segundo ele, o ponto de vendas será totalmente reconstruído, com as reformas sendo iniciadas pelo sistema elétrico e de prevenção a sinistros. O vereador também assegurou que estas obras terão prioridade para que sejam feitas dentro de um curto prazo de tempo e que a prefeitura, para atender aos comerciantes, fará uma reunião com os permissionários na manhã de hoje.

“Desde o momento em que ficamos sabendo da tragédia, nos sensibilizamos com estas pessoas prejudicadas. Assim, a prefeitura decidirá logo qual empresa ficará responsável por realizar as obras do local e já anunciará um nome nesta reunião de hoje. É importante dizer que elas começarão logo e não pararão nem no Carnaval. Quanto à parte de ressarcir os danos, eu quero dizer que, infelizmente, não será possível fazer isso porque os bens danificados não estavam segurados. Portanto, a prefeitura não pode pagar por eles. Isso não seria uma ação legal”, declarou o vereador.

Rodrigo Pinto diz que cobrará execução de providências
Para garantir que as providências prometidas pela prefeitura sejam cumpridas, o vereador Rodrigo Pinto (PMDB) cobrou que seja estabelecido um prazo limite para que tais ações sejam cumpridas. Para ele, as soluções apresentadas pela gestão municipal são suficientes para resolver o problema, porém, os comerciantes agora precisam ficar atentos para cobrar dos administradores um espaço seguro e digno para trabalhar.

“O nosso papel de diálogo como vereadores, já estamos fazendo. Porém, executar as ações, que é a parte mais difícil, cabe só a prefeitura cumprir. Por isso, eu quero dizer aos trabalhadores que fiscalizem o andamento destas obras e, caso não estejam sendo cumpridas, que de novo nos procurem para cobrarmos e, se preciso, impetrarmos até ação no Ministério Público para que sejam devidamente realizadas”, ameaçou Rodrigo.