Ressaca

“Sem jogadores de fora, não temos como chegar longe em competições nacionais”. “A prata da casa, muitas vezes, é melhor que os importados”. Esses são alguns dos vários comentários que os milhares de “técnicos” acreanos sempre falam quando não conseguimos um bom resultado em competições do nível Copa do Brasil ou série C. Qual está certo? O que podemos fazer para impedir novas goleadas como a sofrida pelo Juventus na última quarta-feira?

A única certeza é que somos uma das federações mais pobres em investimentos quando se trata de futebol. A filosofia do “apadrinhamento”, ou seja, apenas o que o Governo do Estado aplica nos clubes é o que faz sobreviver nossa vã intenção de chegar a elite brasileira. Algo que sinceramente nosso estádio, o Arena, merece, porém quando se trata do futebol aplicado, chego a ter minhas dúvidas.

O certo é que quando os jogadores, os “importados”, chegam com a avaliação direta de quem realmente entende, pode – apenas disse: “pode” – dar resultados positivos. Em 2009 o Atlético, mas este é o acreano, trouxe vários jogadores, todos sob a supervisão de sua diretoria de futebol, sendo que apenas um não “vingou”.

Sempre fui da filosofia que quem quer realmente prosperar e chegar longe precisa ousar. Mandar um “olheiro” para o interior dos grandes centros, durante as competições regionais, principalmente onde o futebol é mais desenvolvido, para trazer real-mente quem sabe jogar. Para com essa #[email protected]$%% de acreditar em empresários de aluguéis, como ocorreu várias vezes, mas tudo o que se viu foram “barcas”, que na gíria do futebol significa jogador ruim = salário caro.

Dos jogadores que o Juventus trouxe para disputar a Copa do Brasil, a maioria deles tem qualidade técnica igual ou inferior a jogadores locais. Para ser sincero, não vi nenhum jogador diferenciado. Vale lembrar que o teto salarial também não contribuiu em nada para trazer atletas acima da média.
Sem ter nada contra o técnico Marcelo Altino, muito menos ao Illimane Soares, o primeiro e grave erro do Juventus foi tirar o técnico campeão de 2009, Edson Maria. Em time que está se ganhando não se mexe, é uma filosofia velha, mas que funciona. Porém são nos erros que aprendemos. No entanto persistir neles é …

Ramiro Marcelo é jornalista.
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