Política local 02/03/2010

“O PTB não abrirá mão de apontar o primeiro suplente de uma das chapas do Senado da FPA”.

Ex-deputado federal Osmir Lima (PTB).

Oposição genérica
Pelo que me disse o deputado federal Flaviano Melo (PMDB), com a definição pelos nomes de João Correia (PMDB) e Geraldo Mesquita (PMDB) para disputar o Senado, foi encerrada a fase de esperar a boa vontade dos demais partidos por uma aliança. “O PMDB, como a verdadeira oposição ao PT, não podia ficar esperando pela boa vontade da oposição genérica”, alfinetou.

Referência aos tucanos
Ao cunhar a frase “oposição genérica”, Flaviano Melo (PMDB) está se referindo às trapalhadas dentro do PSDB, que colocou todas as dificuldades para uma candidatura única ao governo.

Portas fechadas
Por esta decisão do PMDB, fecham-se as portas para um eventual apoio do partido a uma candidatura ao Senado do deputado federal Sérgio Petecão (PMN) ou de Márcio Bittar (PSDB).

Realidade crua
Não se pode também deixar de reconhecer que, se João Correia e Geraldo Mesquita são quadros qualificados, ambos também carecem do essencial na política: densidade eleitoral.

Bem abaixo
Em termos de apelo popular nenhum deles supera Sérgio Petecão (PMN) ou Márcio Bittar (PSDB), mas, isso, como disse o próprio Flaviano Melo (PMDB), não está em discussão.

Cansou do Bocalom
Na verdade, Flaviano Melo (PMDB) quis dar uma resposta à arrogância do presidente do PSDB, Tião Bocalom, que insiste em querer comandar a oposição sem ter atributos de liderança.

Atinge em cheio
A decisão do PMDB atingiu em cheio o ex-deputado federal Márcio Bittar (PSDB), que sonhava em ser um dos candidatos ao Senado apoiado pelo PMDB.

Sem reclamação
Mas, Márcio Bittar (PSDB) não poderá reclamar de nada, porque não conseguiu se viabilizar nem no seu partido, onde tem o veto do destrambelhado presidente Tião Bocalom (PSDB).

Única via
A única forma de Bittar disputar o Senado é disparar sobre os demais nomes da oposição na pesquisa a ser feita pela direção nacional e ter sua candidatura definida via Brasília.

Nome à disposição
O deputado federal Sérgio Petecão (PMN) me disse ontem que manterá a sua candidatura ao Senado se a aliança DEM-PSDB-PTdoB-PPS-PSL resolver lançar somente seu nome à disputa.

Nomes fracos
Petecão baseia a sua tese sob o argumento que Geraldo Mesquita (PMDB) e João Correia (PMDB) são candidatos fracos para derrotar Jorge Viana (PT) ou Edvaldo Magalhâes (PCdoB).

Suporte dos números
Sérgio Petecão joga com o dado de três pesquisas, onde só perde para Jorge Viana (PT) e aparece muito na frente do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB).

No calcanhar
Petecão costuma ainda ponderar para defender sua candidatura que dentro da oposição só aparece atrás do ex-deputado federal Márcio Bittar (PSDB), e assim mesmo por pouco.

Euforia geral
Além de dar um xeque-mate na “oposição genérica”, Flaviano Melo (PMDB) é só euforia por ter conseguido montar uma chapa própria representativa para a Câmara Federal.

Macapá na parada
A grande novidade da festa do PMDB foi a candidatura a deputado federal do conselheiro aposentado do TCE, José Eugênio Leão Braga, o “Macapá”.

Ilação de tudo
Das reuniões da FPA e do PMDB pode se tirar a seguinte ilação política: a FPA está unida, com suas candidaturas definidas, e a oposição ainda caminha sem lenço e sem documento.

Comparação perfeita
Não me lembro quem é o autor, mas, é uma frase que entra eleição e sai eleição e permanece imutável: “a oposição acreana é como time de pelada, só se reúne na hora do jogo”.

Conversa franca
O dirigente do PTB, Osmir Lima, vai aguardar a chegada do empresário Zamir Teixeira (PTB) para um papo franco: “vou dizer que sua chance de ser suplente de senador da FPA é zero”.

Desafio na cara
Osmir disse que também vai testar Zamir para saber se tem mesmo a fortuna que diz ter: “vou lhe sugerir que saia candidato a deputado federal pelo PTB e monte um palanque próprio”.

Preocupação no PT
A direção do PT (a fonte é boa) vai tentar convencer o deputado federal Henrique Afonso (PV) a esquecer a disputa do Senado e ser candidato à reeleição.

Bem mais fraca
Há uma preocupação dos dirigentes petistas por a atual chapa da FPA para a Câmara Federal ser bem mais fraca que a  da eleição passada.

Não espere
O ex-governador Jorge Viana (PT) acha que, devido a situação nacional, PT e PMDB, no Acre farão uma campanha sem agressões. Lêdo engano: no fervor da disputa o pau quebra.

Não se controla
Os excessos verbais numa campanha são incontroláveis pelas cúpulas partidárias, mas, isso faz parte do jogo, afinal, não estará se disputando a direção de um mosteiro budista.

Acordo fechado
O deputado federal Gladson Cameli (PP) e o vereador Astério Moreira (PRP) selaram ontem uma dobradinha para a eleição deste ano.

Bucha de canhão
Na chapa para a Aleac do DEM os nomes mais fortes são os do deputado N.Lima (DEM) e Jamil Asfury (DEM), os demais não passam das chamadas “buchas de canhão”.

Questão fechada
O PMDB jogou a toalha na sua tese de fazer o vereador Rodrigo Pinto (PMDB) o único candidato da oposição ao governo: esbarrou na birra do presidente do PSDB, Tião Bocalom, que não abre mão da sua candidatura. Como a FPA já definiu o senador Tião Viana (PT) como seu nome ao governo está formado o quadro eleitoral. Tião largará como favorito à vitória.

 

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