Política local 12/03/2010

“Na política não há amigos, apenas conspiradores que se unem para ganhar algo”.

Victor Lasky

Situação complicada
A ser confirmada a candidatura do deputado federal Sérgio Petecão (PMN) ao Senado a coligação PSDB-PMN-DEM-PSL-PTdoB-PPS, numa análise otimista, corre o sério risco de eleger apenas um nome (e olhe lá) para a Câmara Federal. É matemático: restariam como candidatos somente Márcio Bittar (PSDB), Ilderley Cordeiro (PPS), Antonia Lucia (PSC), e mais ninguém.

Outro complicador
Isso hoje, pois o deputado federal Silas Câmara (PSC) está conversando com o deputado federal Flaviano Melo (PMDB), e poderá levar Antonia Lucia (PSC) para se aliar ao PMDB.

Não será difícil
E a aliança PSC-PMDB não será difícil: a chapa peemedebista tem pelo menos dez candidatos, sendo bem mais representativa que a aliança puxada pelos tucanos do PSDB à Câmara Federal.

Seguro no pincel
Ao se cristalizar este quadro provável não ficará nada confortável a posição de Márcio Bittar (PSDB), que pode acontecer de ter uma expressiva votação e não conseguir se eleger.

Canibalismo amigo
Por mais que tente não consigo entender o motivo pelo qual a direção regional do PSDB canibalizou a candidatura de Márcio Bittar ao Senado, a sua maior liderança política.

Como inimigo
Márcio Bittar, que se candidato teria chance mais que concretas de eleger-se senador, vem sendo tratado dentro do seu partido pior do que os adversários naturais do PT.

Teceram a rede
Para o deputado federal Flaviano Melo (PMDB) a direção regional do PSDB é que teceu a rede da dispersão para que não acontecesse uma candidatura única a governador e um chapão à Câmara Federal. “Se o Rodrigo fosse o candidato único estaria tudo resolvido”, dispara.

Tese na mesa
A única saída, na avaliação de Flaviano Melo, é uma aliança pela qual o PMDB indicaria o nome ao governo, o PSDB a candidatura ao Senado, e montado um chapão à Câmara Federal.

Tocar em frente
Mas, Flaviano Melo não tem se mostrado mais disposto a correr atrás do acordo: está naquela de que se os tucanos vierem será feita aliança, caso contrário, o PMDB correrá só na raia.

Chapa fortíssima
Já para a Aleac, o PSDB  foi inteligente ao montar um chapão com os seis partidos de sua coligação e a aliança pode acabar elegendo entre seis e oito deputados estaduais.

Nomes do chapão
Deputados N. Lima (DEM), Donald Fernandes (PSDB), Luiz Gonzaga (PSDB), Gilberto Diniz (PTdoB),  Calixto (PSL), Idalina Onofre (PPS) e Josemir Anute (PSL) serão os puxadores de votos.

Nomes complementares
E este chapão é também composto por outros nomes acima de dois mil votos: Jamil Asfury (DEM), Mardilson Vitorino (DEM), vereador Zenir (Sena Madureira) e Normando Sales (PSDB).

Eber Machado
Anotem este nome acima porque estará disputando uma das vagas de deputado estadual pela coligação PSDC-PTC, com boa possibilidade de vitória.

Seis ou oito cravados
Se os partidos de oposição não se juntarem num chapão, saindo chapas distintas do PMDB e dos tucanos e aliados, a FPA pode tranquilamente eleger seis deputados federais.

Estrago no DEM
O deputado N.Lima (DEM) reclamava esta semana na Aleac que o PT fez um estrago na chapa do partido cooptando vários nomes que seriam candidatos, com distribuição de mimos.

Só por zebra
A oposição lançar dois candidatos ou apenas um para o governo não muda o quadro da disputa: em qualquer das duas si-tuações o senador Tião Viana (PT) é amplo favorito.

Só quer isso
O deputado federal Sérgio Petecão (PMN) dizia ontem que só quer que a coligação do PSDB diga que lhe apóia para o Senado para anunciar a sua candidatura.

Colhendo frutos
O fato do ex-governador Jorge Viana (PT) liderar folgado a disputa por uma das vagas de senador, é uma comprovação que a sua administração foi aprovada pela população.

Nem vigia
Não tivesse o povo aprovado a sua gestão, Jorge Viana não se elegeria nem vigia do cemitério numa eleição, muito menos seria aplaudido por onde passa no Estado.

Não convidar
É bom não convidar o jornalista e publicitário Alexandre Lima para a mesma rodada de saltenãs em Brasiléia com o deputado Delorgem Campos (PSB), seu ex-aliado.

Furioso e decepcionado
É como se encontra o deputado federal Márcio Bittar com a direção regional do PSDB.

Guerra aberta

Não é preciso alongar uma conversa com Márcio Bittar (PSDB) para vê-lo referir-se ao deputado federal Sérgio Petecão (PMN)  como “responsável” pela bagunça instalada na oposição. Para Bittar, Petecão é o responsável direto pelas manobras dentro do PSDB que detonaram a sua candidatura ao Senado, que impediram a candidatura única da oposição ao governo, e agora estão lhe deixando quase sem legenda para se eleger para a Câmara Federal.

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