Política local 19/03/2010

 “Política é como show business: você tem uma estréia fantástica, desliza por algum tempo e acaba num inferno”.

Ronald Reagan, ex-presidente dos EUA.

 Sururu na floresta
Chega e-mail do presidente do diretório municipal do PSDC, Francisco Labibiano, trazendo de público o que acontece nas reuniões dos chamados partidos nanicos: descontentamento geral. Diz que a exemplo das campanhas anteriores sente que seus dirigentes mais uma vez serão “enrolados, enganados e usados pela FPA”. E faz um apelo: “criem coragem senhores”!.

Pleito justo
Quem é aliado na campanha tem que ser aliado no poder. Mas é errado os dirigentes nanicos apontarem a ira para o Carioca: ele não tem a caneta de nomeação do governo nem da PMRB.

 Pião na unha
O senador Tião Viana (PT), como candidato ao governo, deveria avocar a responsabilidade de conversar com os dirigentes dos nanicos de forma urgente e transparente sobre as queixas.

Sentimento geral
Há sim um descontentamento (ouvi de vários dirigentes) com o fato de serem lembrados só na eleição e, depois da vitória, nem recebidos são pelo governador e prefeito da Capital.

Tratar da vida
Muitos desses dirigentes já me disseram que nesta campanha vão cuidar só de eleger os seus candidatos a deputado estadual, o que causaria prejuízo às candidaturas majoritárias da FPA.

Fadiga de relações
O que dá para se deduzir de tudo isso é que há uma fadiga muito clara nas relações entre o assessor político Nepomuceno Carioca e os dirigentes dos nanicos.

Sem ironias
É bom o comando da FPA não levar essa rebelião até aqui restrita aos bastidores das reuniões dos nanicos na ironia, porque sem os seus votos a eleição para o governo sofreria um baque.

Sonho distante
O deputado federal Flaviano Melo (PMDB) ainda alenta que a situação nacional acabará forçando a que aconteça uma aliança com o PSDB e uma candidatura única ao governo.

Muito difícil
Em política não existe o impossível, mas isso é quase impossível de vir acontecer.

Fonte segura
Uma importante fonte tucana me ligou ontem para dizer, anote isso: “o candidato ao Senado do PSDB será o nome que liderar a pesquisa a ser feita pela direção nacional, e ponto final”.

Estratégia inteligente
Na sua visão, é inteligente a decisão de Márcio Bittar (PSDB) em só falar após a pesquisa, porque é certo que virá liderando a intenção de votos e aí seu cacife ficará alto.

Não foge disso
Para esta fonte, o candidato ao Senado da aliança puxada pelo PSDB não vai fugir deste desfecho: “ou será Márcio Bittar (PSDB) ou Sérgio Petecão (PMN)”.

Fora do baralho
Sobre a candidatura de Sérgio Barros (PSDB) ao Senado, foi taxativo: “não vai se sustentar, porque deve aparecer na pesquisa com o máximo de 3% de intenções de votos”.

Disputa do dinheiro
“Batalha dos milionários” é como vem sendo chamada no Juruá a disputa para a Aleac entre Nicolau Ju-nior (do grupo do empresário Abrão Cândido) e Plínio Melo, um dos donos do Hotel Plínio.

Mais viável
Nicolau Junior (PP) terá uma parada dura, pois terá que derrotar cobras criadas como Bestene,  Deda  e Elson Santiago. O mais tolo destes dá cambalhota em fio de navalha sem se cortar.

Máximo dois
E a chapa do PP está dimensionada para fazer no máximo dois deputados estaduais.

Mais fácil
Já em relação ao Plínio (PMN), o seu partido tende a fazer um deputado estadual e não existe nesta chapa nenhum candidato com mandato ou que assombre pelo potencial eleitoral.

Só arranco
Existem candidatos que na pré-campanha fazem um barulho danado, passam a impressão que irão se eleger, mas quando as urnas abrem, é um desastre: é o caso de Antonia Lucia (PSC).

Tese flutuando
Um grupo do PMDB defende a tese de que se o deputado federal Sérgio Petecão (PMN) trouxer o PMN para uma aliança deveria ser o único candidato ao Senado da coligação.

Convites aconteceram
Se isso seria possível não se sabe, mas, que o deputado federal Flaviano Melo (PMDB) e o prefeito de Cruzeiro do Sul, Wagner Sales, convidaram Petecão a se aliar ao PMDB, é verdade.

Más novas
O assessor da PMRB, Evandro Luzia, é chamado pelos dirigentes dos nanicos de “assessor das más novas”. Explicam: “com aquela voz melosa só vem dizer que não há espaço na prefeitura”.

Contas da coluna
Em uma roda na Aleac, experts em contabilidade eleitoral concordaram com a coluna de que entre 12 a 14 deputados estaduais deverão ser reeleitos .

Seria maior
E este número ainda seria maior, se os deputados Thaumaturgo Lima (PT), Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Mazinho Serafim (PSDB), por exemplo, fossem candidatos à reeleição.

Tendência natural

A campanha propriamente dita não começou, mas é unanimidade, até na oposição, que o senador Tião Viana (PT) é o favorito ao governo (as pesquisas vêm apontando nesta direção), e o ex-governador Jorge Viana (PT) o preferido para uma das vagas do Senado. Eleição é eleição, mas, sem um grave acidente de percurso será muito difícil que essa tendência do momento venha ser mudada, até porque os adversários de ambos não são essa coca-cola toda de votos.

 

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